Antônio Altvater
Olhos se apagam/ Diante da chama/ Que queima nos ventos do sul.
Pássaros cobrem/ Um céu de dilemas/ Espelhos refletem o azul.
Meu Pai/ Estou no caminho pro mundo
Meu pai/ Estou no caminho pro mundo
As rodas cortaram/ O asfalto cinzento/ Com marcas que o tempo apagou
O amor vai morrendo/ Em cada janela/ Eu fecho a cortina pra dor
Oh mãe/ Estou no caminho pro mundo
Oh mãe/ Estou no caminho pro mundo
Pássaros voam e cantam comigo...
Letra e música: Antônio Altvater
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/antonioaltvater
http://sessaosonora.blogspot.com/
quarta-feira, 30 de junho de 2010
No caminho para o mundo
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Reticências

Você já parou para pensar quantas coisas estão acontecendo nesse momento em que lê isso? Uma criança está nascendo, uma pessoa está morrendo, alguém acabou de ser atropelado, um casal está transando, crianças estão estudando, um filme está sendo gravado, um patrão está demitindo, o jornal está sendo impresso, em algum lugar está chovendo, em outro fazendo muito sol, outro ainda a lua cheia toma conta da noite, um tiro foi disparado neste momento, o lápis quebrou, uma flor murchou, caiu um copo, alguém experimentou um prato novo, amigos se reencontraram, uma foto foi tirada, um carro bateu numa árvore, a luz queimou, uma árvore foi derrubada, alguém está escrevendo em um blog, outro alguém está lendo.
Infinitas coisas acontecem a todo o momento. Já dizia, corretíssimo, o mestre Cazuza: "O tempo não para". Parafraseando, o mundo não para. O silêncio que toma conta da noite lá fora é infinito. Agora aqui, daqui a pouco ali, depois lá e de volta aqui. Assim é também com nosso dia, consequentemente. Nada para. Mais um mistério da vida, que não admite um pause ou que fique no modo stand by.
O relógio continua girando, sem parar. E o mundo vai se transformando. Esta mutação constante é resultado da insatisfação humana, da necessidade de ação, da busca pelo ideal e da felicidade (e sem entrar na questão do processo capitalista para não gerar mais discussão, que não é a função deste texto). E a felicidade nunca vai chegar completamente. Não sou pessimista não! Você já viu alguém parar na vida porque encontrou a felicidade total? Certamente a resposta é não. Vivemos buscando sempre algo novo que achamos que satisfará nossa necessidade. Quando conseguimos, dizemos que estamos felizes, porém sempre falta algo ou aquela sensação passa rápido. E lá vamos nós de novo... Isso se repete inúmeras vezes ao longo de nossa vida biológica, impreterivelmente.
É isso que faz a roda-gigante da vida girar. E é bom! Assim não desanimamos (na maioria das vezes, claro) e estamos sempre na práxis. O relógio não parou. Aliás, quanta coisa aconteceu nesses minutos que você parou para ler?
Crédito da foto: disponível em http://maribraga.wordpress.com
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Cotidiano anestésico

A sucessão de dias atarefados, tão culpada por ser a causa de nosso stress e mau humor, também é a responsável por nossa profunda indiferença a certas ocasiões rotineiras e que mostram o grau de nossa apatia a degradante situação de alguns seres humanos.
Poucos percebem e se importam com isto, mas nas calçadas da maioria dos grandes centros urbanos existem pessoas deixadas a mercê da sorte após uma desintegração familiar, problemas com drogas ou simplesmente desentendimentos domésticos que não foram resolvidos e o destino destes cidadãos foi a rua. Às vezes nossa percepção de tais fatos e situações está tão alienada que torna estas pessoas elementos integrantes a paisagem cinzenta da “selva de pedra” e o cotidiano por elas enfrentado faz com que percam a dignidade e até mesmo se esqueçam de quem realmente são.
Esta humilhante situação é demasiadamente ultrajada pelo martírio do uso de drogas, condição recorrente a grande parte dos moradores de rua e que, em certo ponto, potencializa a criminalidade nos grandes centros. Esta situação poderia ser facilmente questionada por um discurso individualista e até certo ponto preconceituoso e determinista de uma gama da sociedade brasileira, de que tais cidadãos estão lá por vontade própria e que se chegaram até o fundo do poço foi por falta de mérito, dirigindo-se assim para a questão da meritocracia.
Enfim, os discursos podem ser variados e os “achismos” constantes, mas ambos voláteis demais para uma explicação racional de tal situação e pior, de nossa indiferença perante ela. Uma direção para tal resposta pode ser a avidez com que nossa sociedade engole as pessoas que não se adéquam a suas regras estanques e seus preceitos aniquiladores. Os marginalizados neste processo podem ter este caminho, ainda mais provável se não forem de família abastada financeiramente.
Os responsáveis assinalados por tal martírio dos marginalizados podem ser vários, dentre eles o Estado, Família e até eles mesmos, os próprios moradores de rua. Porém, fato é que estas pessoas - que tem sentimentos e dignidade como nós, ainda que estes estejam perdidos em meio a tanto sofrimento e desilusão, estão à margem do convívio social, das tecnologias de que o homem faz uso, do bel prazer da vida e tudo que tem ao seu alcance são as frias calçadas, drogas e uns litros da bebida alcoólica mais barata.
Texto de Afonso Verner - @afonsoverner
Foto: Agência Brasil, em http://www.portalibahia.com.br/falabahia/?p=17097
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Silêncio, o jogo começou.

E chega mais uma Copa do Mundo da FIFA. Bandeiras verde-amarelas por todos os lados, lojas tematizadas com futebol, ruas pintadas, pessoas tentando decorar o Hino Nacional, imprensa recheada de pautas da África do Sul, da Seleção Brasileira, do ufanismo demasiado e tudo mais o que tem direito. E o patriotismo surge como se hibernasse desde 2006 nas gavetas da maioria dos brasileiros.
É impressionante ver como o sentimento de "ser brasileiro" se aflora em época de Copa. E assim acontece de quatro em quatro anos religiosamente (ou melhor: “futebolisticamente”). Milhões de pessoas param em frente a uma televisão para externar o amor à pátria, à Seleção Brasileira. As ruas ficam vazias durante os jogos do time deste país tupiniquim, funcionários são dispensados facilmente de suas funções (em paradoxo com a dificuldade de conseguir folga para ir ao médico, acompanhar um filho em uma reunião escolar, resolver problemas burocráticos, etc.) e até quem não gosta do esporte vira fanático durante os 90 minutos. Na quarta-feira, 16, o deputado estadual Antônio Belinatti (PP), em pronunciamento na Assembleia Legislativa, disse ser “uma atitude desumana e anti-patriota dos diretores do Mercadorama, que não dispensaram os funcionários. Os caixas tiveram que ver o jogo em uma telinha apertada e não dava nem pra enxergar a bola!”.
Mas por que ser patriota somente por um período de um ou dois meses e só em uma área (o futebol)? O Brasil ganhando ou não, quando a Copa acabar, em julho, as bandeiras vão sumir, o grito de brasilidade sufocar, o povo voltará a falar mal do país e da política e o Hino... bom, o Hino ainda não deu para aprender bem, mas em 2014 estará afinadíssimo! Ninguém reclama das partidas e da grande cobertura da imprensa, mas será visível a irritação do povo com o Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral para as Eleições 2010. A partir de julho (espera-se) os grandes meios de comunicação de massa voltarão a dar o espaço devido para falar do maior desastre ecológico da história dos Estados Unidos, o derramamento de até 9,5 milhões de litros de petróleo por dia no Golfo do México; das Eleições majoritárias para presidente e governador e das proporcionais para senadores e deputados estaduais e federais, que decidirão os próximos quatro anos da vida dos brasileiros; do enriquecimento de urânio por parte do Irã e que ainda não chegou a um acordo com as Nações Unidas na questão nuclear; do Projeto Ficha Limpa que passará a valer a partir do pleito deste ano, de acordo com decisão do Tribunal Superior Eleitoral nesta semana; dos Diários Secretos da Assembleia Legislativa do Paraná e da ainda permanência da Mesa Diretora da Casa; da crise econômica de países europeus, principalmente a Grécia; entre tantos outros temas factuais que merecem a atenção pública.
Com a mídia regional o quadro não é tão preocupante, dado que a abrangência é menor e os interesses jornalísticos são diferentes, mais voltados às notícias locais. Porém, o exagero empregado em grandes grupos da comunicação (principalmente na TV aberta) deve ser algo a ser analisado. O jornalista e político Barbosa Lima Sobrinho, em seu livro O Problema da Imprensa (lançado em 1923 e reeditado em 1997 pela ComArte), cita Tobias Monteiro para afirmar que a pauta jornalística é feita a partir da necessidade do público: “Dizem que os povos têm o governo que merecem. Parodiemos: os povos têm a imprensa que merecem.” A influência midiática parece fazer efeito no povo brasileiro. Infelizmente é o que é visto há uma semana. Porque nos futebol somos os melhores. Já em outras áreas, bem... deixa a Copa passar e depois discutimos.
Crédito da imagem: http://andresonlima.blogspot.com/
terça-feira, 15 de junho de 2010
Doido
Entre a volúpia de chegar rapidinho, prefiro a certeza de estar a caminho. É isso no amor também.
Elias Andreato
terça-feira, 1 de junho de 2010
Onde estou?

E então as palavras fugiram de mim.. sinto que perdi minha essência, e até um pouco da minha alma. Como serei um ser sem palavras? Como contarei meus segredos para as estrelas? E como irei me declarar para o mar? Que amo em segredo desde sempre.. E se as palavras nunca mais voltarem para mim? E se minha alma se tornar muda.. morta.. triste.. E se o mundo precisar das minhas palavras? Céus! Como farei? Como conseguirei cantar minhas músicas favoritas? Como poderei passar sem dizer aos meus amigos quão eles são importantes para mim! Sinto que algo está preso na minha garganta.. serão as palavras? Todas elas querendo sair de uma só vez?! Com todos os significados.. e dores.. e amores.. Será que o mundo me calou? Será que as sombras que enfrentei durante toda a minha vida agora estão de volta? Será que vieram me perseguir? Não poderei aguentar isso! As vozes dentro de mim.. pulsam.. não consigo respirar.. estou caindo num buraco sem fim... alguém me estende a mão? Alguém me alcança? Preciso de proteção agora! Consegui gritar! Alguém me ouviu! Onde estou? Meu quarto? Consigo falar! Ainda bem.. foi tudo um sonho!
Texto do blog da Regi Romão: http://www.reromao.blogspot.com/
Rainy day in june / Dia chuvoso em junho
I need some sunshine on my face
To help me dry my eyes
I need a blue sky over here
So I can clear my mind
Maybe your soft breath on my back
To make me feel at ease
Anything more than what I've got
On this rainy day in June
It's a rainy day in June
The sky is grey and I am blue
Tryin' to make it without you
On this rainy day in June
Yesterday morning I woke up
On the wrong side of the bed
And on the right side laid a note
I knew what it said
Then the rain came, hasn't stopped
I don't know if it will
But I'll keep waiting with the hopeful heart
On this rainy day in June
It's a rainy day in June
The sky is grey and I am blue
Tryin' to make it without you
On this rainy day in June
The thunder rolls, the lightning flashes
Every thought began with you
I see your face in every clouded paths
On this rainy day in June
It's a rainy day in June
The sky is grey and I am blue
Tryin' to make it without you
On this rainy day in June
TRADUÇÃO
Eu preciso de alguns raios solares em minha face
Para me ajudar a secar as lagrimas dos meus olhos
Eu preciso de um ceu azul aqui em cima
Para que eu posso arrumar meus pensamentos
Talvez a sua respiração suave nas minhas costas
Para me fazer sentir à vontade
Nada mais do que eu tenho
Neste dia chuvoso em junho
É um dia chuvoso em junho
O ceu esta cinza e eu estou triste
Tente passar por isso sem você
Neste dia chuvoso em junho
Ontem de manha eu acordei
Do lado errado da cama
E do lado certo esta um bilhete
E eu sabia o que dizia
Então a chuva veio, e não mais parou
E não sei se ela vai
Mas eu continuo esperando com esperança no coração
Neste dia chuvoso em junho
É um dia chuvoso em junho
O ceu esta cinza e eu estou triste
Tente passar por isso sem você
Neste dia chuvoso em junho
O barulho dos trovões, o relampago
Todo pensamento começa com você
Eu vejo seu rosto em todos os caminhos nublado
Neste dia chuvoso em junho
É um dia chuvoso em junho
O ceu esta cinza e eu estou triste
Tente passar por isso sem você
Neste dia chuvoso em junho
(Alan Jackson)
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=JrQjyoxeH4s
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Uma moedinha, tio?

Três dias seguidos. Saio da padaria com meus três pães franceses na sacola e, sentado no degrau mais baixo da escada, um menino com roupas velhas e olhos tristes, clamando piedade. "Uma moedinha, tio?". Tenho medo, vergonha, tristeza. Só abaixo a cabeça e sigo. No primeiro dia parece-me normal. No segundo, me sinto incomodado comigo mesmo. No terceiro, resolvo: não vou dar dinheiro. Hoje, quando fui à padaria, como de costume no final da tarde, me lembrei do garoto quando a atendente me pergunta o que vou levar. "Quatro pães, por favor". E torço pra encontrar com ele novamente no mesmo local. Não há surpresa: o menino está lá com a mesma roupa, com os mesmos olhos e com a mesma abordagem. "Uma moedinha, tio?". Aquele foi o momento. Meu dia estava ganho. Meu coração palpitou e acho que fiz uma cara de bobo alegre. "Pode ser um pão?". Ele aceita na hora e seus olhos parecem que atravessam uma barreira. De um lado o garoto triste e com fome, do outro a alegria por ter ganhado um pão. Um pão.
Depois que abri a sacola e entreguei aquele simples alimento pra ele, só vi que jogou algo que mastigava para passar o tempo no chão e levou o pão à boca. Não deu tempo de ver se realmente o comeu. Uma ponta de curiosidade bateu pra voltar pelo outro lado da rua e ver se ele realmente estava comendo ou se tinha jogado fora. Logo passou. Não importa o que ele fez, a minha parte acho que foi feita. Nem olhei pra trás, apenas segui.
Quando vinha pra casa, fiquei pensando. Por que será que é tão difícil a gente olhar pra quem está ao nosso lado? Três pães custam em média 1 real. Cada pão custa aproximadamente 35 centavos! Os 35 centavos perdidos na carteira, encontrados na rua, esquecidos na mesa... mas são os 35 centavos que o garoto dos olhos tristes não têm. Parece ser tão mais fácil apenas abaixar a cabeça e não dar bola pra quem te chama, ou dizer que não tem. Eles sabem que, se temos dinheiro pra ir numa padaria (e essa não é uma padaria das mais baratas), temos 35 centavos para ajudá-los.
Aí vem alguém e me pergunta: mas por que não vão trabalhar ao invés de ficar pedindo dinheiro? Essa pessoa nunca deve ter passado em frente à Agência do Trabalhador às 7:30h e visto a fila imensa de trabalhadores desempregados à procura de uma chance. Os mesmos à cada manhã. Vagas chegam a sobrar, mas pedem experiência, escolaridade, cursos, referências... Que chance vão ter as pessoas que não tem o cuidado e a atenção do poder público? Aquele garoto pode não ter um leque de informações que o ajude a entender que a escola é (ou deveria ser) essencial para sua vida.
Aquele pão pode não fazer a mínima diferença pra ele. Talvez ele esteja pedindo dinheiro para outras coisas e aceitou o pão só pra disfarçar. Ou não, ele pode realmente estar com fome e depender daquele alimento. Nada disso eu sei. Mas amanhã comprarei quatro pães novamente.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Sonho
O Teatro Mágico
Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz
Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa
Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá
A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração
A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mais as vezes não é doce não
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah... e o mundo é perfeito!
Hum...e o mundo é perfeito!
E o mundo é perfeito!
Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração
Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso
Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é pura alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia
Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Mas o sonho
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito!
Mas o mundo é perfeito!
O mundo é perfeito!
Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz
Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa
Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá
A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração
A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mais as vezes não é doce não
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah... e o mundo é perfeito!
Hum...e o mundo é perfeito!
E o mundo é perfeito!
Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração
Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso
Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é pura alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia
Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Mas o sonho
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito!
Mas o mundo é perfeito!
O mundo é perfeito!
A eleição é logo ali
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A campanha eleitoral já começou, mesmo ainda não reconhecida e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). No Paraná, a indecisão de partidos como PDT, PMDB e PT não impede que outros candidados já corram atrás de eleitores e, principalmente, aliados políticos. A visibilidade na mídia já está sendo alcançada por um dos principais (pré) candidatos: o peessedebista Beto Richa. Ex-prefeito de Curitiba por dois mandatos, o tucano já tenta angariar o apoio de lideranças por todo o Paraná. Mas não só de seu reduto eleitoral ele se vale, mas de onde nunca aparecia também. Até pelo Norte Pioneiro, que a população só conhecia o lado sulista e isolado de Richa, ele já passou. Beto está tentando correr antes de seus adversários para que a veiculação de seu nome seja tida como a principal e que os eleitores acreditem que sua candidatura não seja do tipo "paraquedas". Espera-se que eles não acreditem nesta falácia. Dentre as suas justificativas para ocupar a cadeira estofada que Requião usou durante pouco mais de sete anos, está o "ótimo" mandato na capital. Porém, cabe aos curitibanos essa avaliação. O "resto" dos paranaenses quer ver as propostas para o estado como um todo, não só para a cidade sede do Governo Estadual.
Já o atual governador do Paraná, o peemedebista Orlando Pessuti, não sabe se vai ou se não vai. Se fosse só por sua vontade, já tinha até jingle, santinhos e tudo o que tem direito. Mas o partido ainda está indeciso. Apesar disso, Pessutão já faz uma campanha disfarçada. Está promovendo a interiorização do Governo, onde, a cada duas semanas, uma cidade polo recebe a Escola de Governo, secretariado, órgãos estaduais, políticos, bajuladores, imprensa e demais. Em Ponta Grossa - a primeira cidade a receber o projeto - o circo foi armado no campus central da UEPG. A transmissão ao vivo pela TV Paraná Educativa mostrou tudo isso ao Paraná inteiro. Além disso, Orlando também mexeu seus pauzinhos para que o Estado conseguisse o fim da multa pela venda do Banestado e acrescentou no discurso a união que ele mobilizou com políticos de outros partidos e ideologias. "Tudo a favor do Paraná". Para finalizar, o peemedebista tem seu rosto e seu nome estampado pelos quatro cantos do estado em outdoors. Agradecimento a Requião e apoio a Pessuti.
A indecisão maior fica por conta de Osmar Dias (PDT). Seu partido ainda não decidiu se faz coligação com um ou com outro. A novela está sendo relatada dia-a-dia pelo blog Tô-deolho (link ao lado) e parece que nunca vai terminar. A indecisão pode afetar a campanha do defensor da agricultura paranaense que foi derrotado por Requião no último pleito. Dias já demorou demais para decidir se vai ou se fica. Ele quer ir, mas não sabe com quem. Troca de parceiro a cada amanhecer e pode ficar com a vassoura no final da dança.
Outro que não se decide é o PT. O nome de Gleisi Hoffman se fortaleceu durante a última eleição, que fez com que os petistas a indicassem para concorrer ao Senado. Mas eles não veem que o nome é forte para disputar a chefia do Palácio Iguaçu (que deve ser entregue até novembro deste ano após reforma). Os paranaenses quase a elegeram senadora em 2006. Só não foi possível graças a uma campanha forte e contínua de Álvaro Dias, que abocanhou a vaga. Porém, Gleisi conseguiu se mostrar para o Paraná, com aura de administradora forte e ao mesmo tempo "simpática" frente à Itaipu (talvez a imagem perfeita que Dilma Rouseff deseja para ela).
Com certeza teremos, novamente, candidatos de pequenos partidos que querem se mostrar aos paranaenses, mesmo com chances remotas de eleição. Isso é normal de todos os pleitos e não deve ser desprezada a sua importância. Afinal, foi assim que muitos políticos, hoje importantes, começaram.
Resta esperar as convenções dos partidos para que os pré-candidatos se tornem cadidatos efetivos. Para por enquanto ficamos com especulações e analisando desde cedo a postura dos possíveis "chefes do poder". Políticos não se fazem de uma hora pra outra.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Ficha Limpa: exemplo de democracia
A Câmara dos Deputados aprovou a Ficha Limpa! Esta é uma vitória incrível para nós e todos os brasileiros. Obrigado a todos que ajudaram a fazer este grande dia se materializar!
Quando a Ficha Limpa foi apresentada, muitos acreditavam que ela nunca iria passar. Até o presidente da Câmara, Michel Temer, disse diversas vezes que não acreditava que existia apoio político o suficiente para aprovar o projeto de lei.
No entanto, eles não esperavam a maior campanha online na história do Brasil. Com milhões de assinaturas, milhares de mensagens enviadas e de ligações feitas - nós tornamos o impossível possível, tomando controle de nossa democracia. Nós trouxemos de volta o poder político para as mãos da população.
E só estamos começando. Meio milhão de brasileiros estão recebendo este alerta. Juntos podemos nos tornar uma grande força para gerar mudanças políticas e sociais em nosso país e no mundo.
A Ficha Limpa ainda não é lei. Ela ainda precisa passar pelo senado e depois receber a sanção presidencial- talvez vamos precisar agir novamente nas próximas semanas, mantendo a pressão para garantir que a Ficha Limpa não seja enfraquecida ou mudada.
Mais de 550.000 pessoas se mobilizaram através da Avaaz. Nós nos tornamos a maior rede virtual de engajamento político na história do Brasil, e parte do maior movimento global online do mundo.
Nós vimos que trabalhando junto nosso poder é fenomenal - juntos nós podemos começar a construir o Brasil, e o mundo, com que sonhamos.
Fonte: Avaaz.org (e-mail recebido por quem se cadastrou e votou a favor do projeto Ficha Limpa)
Quando a Ficha Limpa foi apresentada, muitos acreditavam que ela nunca iria passar. Até o presidente da Câmara, Michel Temer, disse diversas vezes que não acreditava que existia apoio político o suficiente para aprovar o projeto de lei.
No entanto, eles não esperavam a maior campanha online na história do Brasil. Com milhões de assinaturas, milhares de mensagens enviadas e de ligações feitas - nós tornamos o impossível possível, tomando controle de nossa democracia. Nós trouxemos de volta o poder político para as mãos da população.
E só estamos começando. Meio milhão de brasileiros estão recebendo este alerta. Juntos podemos nos tornar uma grande força para gerar mudanças políticas e sociais em nosso país e no mundo.
A Ficha Limpa ainda não é lei. Ela ainda precisa passar pelo senado e depois receber a sanção presidencial- talvez vamos precisar agir novamente nas próximas semanas, mantendo a pressão para garantir que a Ficha Limpa não seja enfraquecida ou mudada.
Mais de 550.000 pessoas se mobilizaram através da Avaaz. Nós nos tornamos a maior rede virtual de engajamento político na história do Brasil, e parte do maior movimento global online do mundo.
Nós vimos que trabalhando junto nosso poder é fenomenal - juntos nós podemos começar a construir o Brasil, e o mundo, com que sonhamos.
Fonte: Avaaz.org (e-mail recebido por quem se cadastrou e votou a favor do projeto Ficha Limpa)
quarta-feira, 12 de maio de 2010
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