sexta-feira, 25 de março de 2011

O circo chegou em Ponta Grossa

Unindo circo, teatro, dança, música e tecnologia, o Circo Roda estreou quinta-feira, 24, em Ponta Grossa com o auditório A do Cine Teatro Ópera lotado. Mais de 700 pessoas acompanharam, por uma hora e meia, o espetáculo DNA – somos todos muito iguais, roteirizado e dirigido por Hugo Possolo.

A peça apresenta uma temática que envolve assuntos como clonagem, mutação, deficiências físicas, ancestralidade e novas formas de vida. Possolo partiu da teoria da evolução das espécies, de Charles Darwin, para criar o roteiro. “Constatei algo científico que tem forte carga poética: entre os animais, a diferença no código genético é ínfima. Na maioria dos casos, entre os animais, nossos DNA’s são pouquíssimo diferentes. Então, somos todos muito iguais”, afirma o diretor e roteirista.

O Circo Roda nasceu da junção dos grupos teatrais Parlapatões e Pia Fraus, e une as experiências circenses de cada um, utilizando trapézios, malabares, tecido, corda, cama elástica, dentre outros. Além dos materiais comuns no circo, a companhia usa recursos da tecnologia para criar projeções no palco. O que não falta, porém, são os risos proporcionados pelos palhaços, que interagem durante toda a peça com o público.

O grupo já percorreu mais de 30 cidades brasileiras em cinco anos de atividade. Os espetáculos Oceano e Stapafúrdyo, que também passaram por Ponta Grossa, atingiram um público de mais de 300 mil espectadores em cerca de 470 apresentações no Brasil. Os 4200 ingressos para a turnê de seis apresentações na cidade esgotaram na tarde de quinta-feira. Os preços eram R$ 15 a inteira e R$ 7 a meia entrada.

Confira as fotos da primeira noite de espetáculos:














Texto e fotos: Eduardo Godoy

quinta-feira, 24 de março de 2011

Acamaruva associa 22 trabalhadores

Uma das entidades que recebe o lixo da Feira Verde, dos PEV’s, e que irá receber da coleta seletiva, é a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Uvaranas (Acamaruva). Instalada em um barracão próximo ao Campus Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a associação agrega 22 trabalhadores que trabalhavam como ‘carrinheiros’ (que passavam com ‘gaiotas’ pelas ruas recolhendo lixo reciclável) e catadores no antigo Lixão do Botuquara.

Segundo Waldir Macedo, responsável pelas associações, a Acamaruva recebe semanalmente 20 toneladas de lixo reciclável, separa os 34 tipos de materiais e vende para a empresa Rescisul. “Quase 1/3 do que recebemos é de ferro; os demais são outros materiais, como papelão, PET, garrafas de vidro, papel, plástico etc.”, explica Macedo. O que não é aproveitado, a empresa Ponta Grossa Ambiental recolhe diretamente no barracão.

Todos trabalham em uma cadeia de produção: as mulheres separam os materiais e os homens fazem o serviço de carregamento e prensa. Os associados recebem igualmente, de acordo com o que produzem. A renda média semanal de cada um é de R$ 130. Além da Acamaruva, outras três associações recebem lixo reciclável: em Oficinas (Acamaro), Nova Rússia (Acamaru) e Centro (Acamar).

O primeiro passo é a separação dos 34 tipos de materiais


Logo após, o material separado é prensado em uma máquina


O resultado são vários fardos de material reciclável, que depois são vendidos para uma empresa especializada em reciclagem


Isopor é um dos materiais inutilizáveis, que vão diretamente para o Aterro Sanitário do Botuquara



Texto e fotos: Eduardo Godoy

quarta-feira, 23 de março de 2011

Coleta seletiva é implantada em Ponta Grossa

A partir de abril, três bairros centrais de Ponta Grossa passam a contar com coleta seletiva do lixo reciclável. O projeto é uma parceria entre a Prefeitura Municipal, o Governo Estadual e empresas privadas e está em fase de contratação de motoristas e catadores de materiais recicláveis.

Segundo o diretor municipal de Meio Ambiente, Nelson Calderari, os primeiros meses funcionarão com um teste. “Os caminhões irão passar em dias alternados pelas ruas do Jardim Carvalho, Vila Estrela e Jardim América. Depois pretendemos expandir a coleta seletiva”, explica Calderari. Outros 143 pontos da cidade já recebem os caminhões da Feira Verde, onde o morador pode trocar dois quilos de materiais recicláveis por um quilo de frutas, verduras e legumes.

O material recolhido na Feira Verde é distribuído entre as quatro associações de catadores de materiais recicláveis de Ponta Grossa, mesma destinação que será dada à coleta seletiva. Os catadores irão recolher papel, plástico, vidro e alumínio, devidamente separados. Lixo orgânico continua sendo coletado pela Ponta Grossa Ambiental (PGA) e encaminhado para o Aterro Sanitário do Botuquara. O diretor conta que o contrato firmado com a PGA não especifica que seja feita a coleta seletiva.

Outro projeto de separação de lixo já existente em Ponta Grossa são os 21 Pontos de Entrega Voluntária (PEV’s), em parceria com supermercados e postos de gasolina. O destino também são as associações de catadores, que recebem semanalmente 2,5 toneladas de lixo recolhidos nestes pontos.


Texto: Eduardo Godoy

terça-feira, 22 de março de 2011

Vazamento de Gás interdita Restaurante Universitário

Os alunos do Campus Central da UEPG tiveram uma pequena surpresa no horário do almoço de hoje, 22. O Restaurante Universitário (R.U.) anunciava com um cartaz que não funcionaria. A placa informava que, por motivos de segurança, o R.U não serviria almoço, deixando os estudantes preocupados com o funcionamento do local.

A funcionária Laura Biscaia informou qual foi o problema que fechou o R.U. “Teve um vazamento de gás, daí não tinha como fazer o alimento hoje”. Laura também informou que o restaurante volta às atividades normais ainda hoje, servindo o jantar.

“Eu fico triste, porque a gente sempre almoça aqui e é uma opção fácil”, diz o aluno Adrian Delponte, mas ele afirma que a segurança realmente deve vir em primeiro lugar.


Texto:
Jean Marcel

domingo, 20 de março de 2011

Do Haiti para a UEPG


O cenário de um desastre. Foi isso que os jornalistas Vanessa Rumor e Paulo Martins encontraram no Haiti, na visita que fizeram ao país no mês de Janeiro desse ano. A experiência da repórter e do cinegrafista foi compartilhada com os estudantes de Jornalismo da UEPG no último ‘Diálogos Sobre Mídia Regional’ (17/03).



Texto e foto: Afonso Verner
(Mais imagens do evento em http://flickr.com/afonsoverner)

sábado, 19 de março de 2011

Em vez da capa, o capacete

Ao abrir uma revista ou ligar a televisão somos inundados de heróis e mais heróis criados pela mídia, forçando uma falsa identificação com o povo brasileiro. Vão desde BBB’s a cantores de qualidade discutível. Estes chegam e partem sem a gente se dar conta e são atualizados constantemente, como uma forma de revezamento do posto de herói nacional.

Porém, há um tipo de ‘super-homem’ que não sai da moda nos noticiários, principalmente em época de enchentes, deslizamentos, terremotos, tsunamis e outros males geológicos: o bombeiro. Diferente dos outros que eu citei, este tem uma razão sociológica para existir e ser idolatrado. Vale lembrar as últimas catástrofes naturais que colocaram os bombeiros à vista do público brasileiro. Vamos fazer um recorte, pegando apenas tragédias decorrentes de fortes chuvas. Em 2008 foi o Vale do Itajaí (SC); em 2009, os estados do Norte e Nordeste; em 2010 tivemos em Angra dos Reis (RJ), São Luiz do Paraitinga (SP) e Tomazina (PR); em 2011 foi a Região Serrana do Rio de Janeiro, a cidade de São Paulo e Morretes e Antonina, no Paraná. Em todos estes acontecimentos, a figura do bombeiro sempre esteve presente.

Eu e você vimos imagens, fotos e relatos de salvamentos realizados por esses heróis, colocando-os em status de redentores. Em pesquisas sobre a confiabilidade dos cidadãos em instituições, os bombeiros sempre aparecem nas primeiras colocações. Resultado da grande propaganda feita pela mídia gratuitamente a este grupo, responsável pelas cenas emocionantes que assistimos. Heróis nacionais, que aparecem para resgatar não só mocinhas e crianças em perigo, mas a todo um povo que chora diante da tragédia.


Texto: Eduardo Godoy

sexta-feira, 18 de março de 2011

Volta para casa interrompida



Um acidente por volta das 21h desta quinta-feira, 17, gerou transtornos no trânsito próximo à Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa. Um Palio, placa ANB 4699, vindo pela rua Coronel Dulcídio, cruzou a preferencial da rua Barão de Cerro Azul, chocando-se com um ônibus da Viação Campos Gerais (VCG), responsável pelo transporte público municipal. Os passageiros da linha Terminal Central - Palmeirinha tiveram que esperar a passagem de outro ônibus da empresa que o levassem para o destino final.

Texto e foto: Eduardo Godoy

quarta-feira, 16 de março de 2011

a m o r

A saudade corroi
A distância separa
A lembrança junta
E o amor...
Bom, o amor explode aqui dentro
e verte pelo sorriso no pensamento apaixonado


[E. Godoy]

Odontologia na Comunidade


Uma parceria entre a ABO-PG (Associação Brasileira de Odontologia de Ponta Grossa), Prefeitura e Cescage (Centro Superior de Ensino dos Campos Gerais) leva atendimento odontológico gratuito à Comunidade Cristo Rei. Cada entidade contribui da sua maneira. A Prefeitura cede o espaço da Unidade de Saúde do Bairro e os insumos básicos (algodão, luvas e anestésicos). A ABO doou cadeiras odontológicas e os alunos, supervisionados pelos professores, fazem o atendimento.

Texto e foto: Afonso Verner

quarta-feira, 2 de março de 2011

É hoje!


MAIS DE 30 CAIXAS DE CERVEJA OPEN!!!
FESTA SEM HORA PRA ACABAR, COM DJ AFONSO VERNER!!!

terça-feira, 1 de março de 2011

Batalhão comemora aniversário com serviços à comunidade

O 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), com sede em Ponta Grossa e responsável por nove cidades da região, comemorou nesta terça-feira, 1º, seu aniversário de 111 anos. Além da cerimônia oficial pela manhã, a companhia realiza uma megaoperação em vários pontos da cidade. “Estas abordagens são um presente para Ponta Grossa, uma forma de mostrar nossos serviços à população”, conta o capitão Schulli, comandante da 1ª Companhia do 1º BPM, responsável geral pela operação intitulada “1º de Março”.

Ao todo, são 11 pontos de blitz espalhados por Ponta Grossa, policiamento à pé e patrulhamento nas principais vias de acesso à cidade. “Chamamos todo nosso efetivo, com os militares que estavam de folga, outros de férias, além dos policiais que estão atuando normalmente”, explica Schulli, que enfatiza que a megaoperação começou às 8h e tem duração de 24 horas.

Segundo o tenente Aurélio, responsável pela blitz que começou às 18h30 na Avenida München, uma moto foi apreendida por falta de documentação, além de outras duas motocicletas em que o condutor teve que buscar os documentos para a retirada do veículo. “Nosso objetivo não é causar transtornos, mas não podemos deixar passar o que está irregular”, explica o tenente. Outras multas também foram aplicadas no local, como falta de cinto de segurança.

O caso mais grave registrado até a noite desta terça-feira foi a apreensão de crack em um bloqueio próximo ao campus Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). De acordo com Schulli, um motociclista portava a droga e, pela quantidade, foi caracterizado como tráfico de entorpecente.


Texto e foto: Eduardo Godoy

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Surto

“Saia daqui, seu monstro”, gritava, enquanto três enfermeiros amarravam a camisa de força no rapaz. Alguns de seus companheiros gritavam junto, outros nem ligavam para o que se passava e continuavam a comer aquele alimento nojento. A luz fraca do refeitório era compensada pela lua que entrava pelas janelas cheias de grade. O clima, para um estrangeiro, era um misto de medo, tristeza e indignação. “Saia!”, gritava mais forte ainda.

Os 37 dias no manicômio ainda eram poucos para o rapaz viciado em maconha se livrar das alucinações frequentes. Os pais choravam cada vez mais nas visitas semanais ao verem que o filho ainda não conseguia escapar dos surtos. “Eu não vou te dar a minha comida, seu monstro! É minha, só minha”, esbravejava enquanto era encaminhado para o local mais visitado por ele nas últimas semanas.

Silêncio.

Solidão.

Já se passavam quatro horas, era madrugada. O jovem começava a se lembrar do ocorrido há pouco. Um simples copo com suco de limão o fez surtar, mais uma vez. O quarto escuro, todo fechado, com apenas uma pequena janela no alto da parede oposta à porta de ferro o fazia refletir sobre sua vida. “O que estou fazendo aqui?”, pensava. E lembrava da namorada que havia deixado do lado de fora, a contragosto. Os pais o colocaram à força no manicômio, pensando se tratar de uma loucura o vício do filho.

“Vamos voar até à Sibéria? Depois voltamos e eu te levo para conhecer umas pombinhas lindas da Praça da República”. O pássaro que havia pousado no parapeito da janela apenas o fitava. Parecia querer responder. Começava mais uma alucinação. Ele tentava se levantar, mas não conseguia. Os remédios, aplicados à força no trajeto entre o refeitório e a ‘solitária’, faziam efeito durante horas. “Estou indo aí para voar com você. O que acha do Egito? Queria tanto conhecer aquele tal de Cristo Redentor que tem lá”. O surto era resultado da ingestão forçada de tantas drogas mais fortes que a maconha. O diferencial era apenas uma bula.

Me lembro destas conversas com o pássaro até hoje. Acho que ele me entendia. Ou simplesmente queria fazer um ninho por ali. Só sei que ele sempre aparecia quando eu estava no quarto escuro, para me fazer companhia. A fuga do manicômio me fez bem.

Bem.

Só me falta o pássaro azul. Ou era laranja? Devia ser preto. Preto da cor da minha solidão terrena. Preto da cor do ódio que sinto daqueles enfermeiros. Preto da cor da arma em cima da mesa.

Preto. Agora tudo está preto.


Texto: Eduardo Godoy