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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Projeto de Combate à Homofobia tramita na Câmara de Vereadores

Tramita na Câmara Municipal de Ponta Grossa projeto de lei que visa instituir o Programa de Combate à Homofobia no Município. De autoria do vereador Edilson Fogaça (PTN), o projeto de lei nº 049/2011, protocolado em 12 de abril passado, tem a finalidade de promover a discussão sobre o tema nas escolas, atingindo não somente os alunos, mas também os gestores e os educadores.

Segundo a proposta, além de ser instituída nas escolas, o Poder Legislativo realizará campanhas, distribuindo gratuitamente materiais explicativos e de conscientização sobre o assunto nas redes de ensino. A ampliação e elaboração do material a ser difundido ficarão a cargo da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, agregando a Secretaria de Educação e a Secretaria de Saúde.

O vereador também esclarece que o projeto tem apoio de várias entidades, entre elas o Grupo Renascer. Contudo como comenta a assistente social do Grupo Renascer, Fernanda de Almeida, eles ainda não tiveram acesso ao projeto. “Nós apoiamos o projeto de lei. Porém precisamos conhecer suas especificidades e mudar o que for necessário para garantir os direitos dos homossexuais”, completa Fernanda.

Fogaça explica que, devido ao crescimento dos casos de homofobia tanto no cenário mundial quanto nacional, exigiu que o Poder Público interviesse com políticas públicas para garantir a cidadania a todos. “Quanto mais o poder Público tiver políticas que levem orientação e campanhas que possibilitem que o jovem entenda a importância de respeitar as minorias é que vai levar na fase adulta uma condição de respeito quanto à sexualidade de outras pessoas”, completa Fogaça. O vereador reforça que o programa é uma forma de diminuir o preconceito e apoia os eventos como o Miss Gay Ponta Grossa que aconteceu no último 28 de abril. Segundo ele, são manifestações como essa que mostram que os homossexuais estão unidos e se fazem ouvir perante a sociedade local.

Se aprovado, também ficará a cargo do município determinar a data do Dia Municipal de Combate ao Preconceito Homofóbico e promover ações de entretenimento, informações e de inclusão social. O projeto já entrou em primeira discussão e teve parecer favorável da Comissão de Justiça e de Redação e da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Cidadania. Edilson Fogaça explica que é provável que até o final deste maio o projeto entre em 2º discussão para ser votado em plenário.


Texto: Diandra Nunes

sábado, 30 de abril de 2011

O conto do Kassab

De Cesar o que é de Cesar e de Kassab o que é de Kassab

Era uma vez, um político paulista que sonhava em ser Lionel Brizola. Seu sonho ia contra as diretrizes do seu partido, o DEM (Antigo PFL, Arena...), que além disso não concordava com o sonho “Kassabista” de se tornar governador do estado, afinal, o cargo era garantido para o maior aliado dos Democratas.

Kassab, que gosta mais da Dilma do que gostava de Serra, aproveitou uma brecha na lei eleitoral e fundou um partido. Fundar um partido, algo que deveria ser feito por pessoas cujo as ideologias revolucionam e não se encaixam em nenhum dos partidos já existentes, surgiu como solução para que políticos, cansados de seus partidos, optem por uma mudança sem perder o cargo para a “infidelidade partidária”.

Me ocorre pensar agora, que se a moda pega, chegaremos às urnas com uma dificuldade maior de lembrar os dois primeiros números de um candidato (os do partido) do que o resto. Vamos aguardar para ver se no Conto do Kassab, o lenhador realmente vai apoiar a companheira de chapéu vermelho ou se os lobos maus e as vovozinhas democratas conseguirão, de alguma forma, impedir que o político paulista tenha um “felizes para sempre”.


Texto: Jean Marcel

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Continua o impasse das comissões na Câmara Municipal de Ponta Grossa

Foi adiado novamente a formação das comissões da Câmara. Os vereadores George Luiz de Oliveira (PMN) e Doutor Pascoal Adura (PMDB) foram à tribuna para pedirem aos demais parlamentares que o problema fosse resolvido o mais rápido possível, porém o presidente da Câmara, Mauricio Silva (PSB) afirmou que usará o prazo limite apontado pelo regimento interno.

Fundamental para a votação dos projetos, o impasse sobre as comissões já ameaça até a festa mais popular do país, o carnaval. Sem votações, a câmara não pode repassar a verba para a Liga das Escolas de Samba de Ponta Grossa, comprometendo o bom andamento da festa. Dentre os que foram acompanhar a sessão estava o presidente da Liga e seus auxiliares.

Texto: Jean Marcel Ferreira

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Romanelli é contra dissidência na Amunorpi

O deputado estadual licenciado e secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), afirmou, pelo seu perfil no Twitter (@Romanelli_), ser contra a divisão da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi). Perguntado sobre a dissidência, Romanelli disse ser “um horror. Sou contra. Precisamos retomar o caminho da unidade. Ficaremos mais fracos ainda”.

O secretário, em resposta a este jornalista, afirmou que “a discussão ainda está na região”, falando sobre uma possível conversa do Governo do Estado com os 13 prefeitos dissidentes. Segundo ele, “os de ‘fora’ que estimularam as profundas divergências, desaparecerão”.

Conforme divulgado pelo npdiario.com na noite de sexta-feira, dia quatro, 13 prefeitos da região decidiram por formar uma nova associação de municípios, separando-se da Amunorpi. A nova entidade pretende englobar as cidades de Joaquim Távora, Tomazina, São José da Boa Vista, Carlópolis, Santana do Itararé, Jundiaí do Sul, Pinhalão, Curiúva, Jaboti, Conselheiro Mairinck, Ibaiti e Wenceslau Braz. Poderão se incorporar ao grupo ainda municípios dos Campos Gerais, como afirmou o prefeito de Wenceslau Braz, Athayde Ferreira dos Santos Junior (PCdoB).


Texto: Eduardo Godoy
Foto: http://bocamaldita.blogspot.com

sábado, 8 de janeiro de 2011

Bernardo está com medo da Globo. E mistura “liberdades”

- Do blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim (****)

O Ministro das Comunicações Paulo Bernardo prometia. Era o primeiro Ministro das Comunicações desde o fim do regime militar que não tratava a Globo com mel. Não fazia reverência ao Senador Evandro Guimarães, todo-poderoso homem da Globo em Brasília. Ia tudo muito bem – ele peitou as teles e disse que ia fazer banda larga a R$ 30. Até que ele se viu diante da Globo. E, aí, ele piscou.

O repórter Samuel Possebon, da respeitada Teletime, revelou que Bernardo não considera um marco regulatório, ou Ley de Medios, ou “como enquadrar a Globo” – prioritário. Bernardo, aí, disse no twitter que esse pessoal está muito “ansioso”. Devem ser o Possebon e este ansioso e ordinário blogueiro, que reproduziu a excelente matéria do Possebon. Agora vem a comprovação: Bernardo também tem medo da Globo. Vamos à prova indiscutível.

Hoje, na Folha (*), pág. A4, aparece uma entrevista do Ministro Bernardo à reporter Elvira Lobato: “Ministro defende proibição de que políticos tenham TV”. (Trata-se de uma defesa inócua, porque ele mesmo diz que é mais facil decretar um impeachment de Presidente do que aprovar isso no Congresso.)

Vamos ao que interessa. Lobato pergunta o que ele vai fazer com o projeto do Franklin Martins (nascido aos 45′ do segundo tempo do Governo Lula) sobre a regulação. Bernardo responde: “O projeto tem que ser colocado em debate público”. Tradução: vou depositar o projeto do Franklin na mesma lata de lixo em que repousam os quatro projetos de Ley de Medios do Governo Fernando Henrique. Se há um assunto que não precisa mais ser discutido é a Ley de Medios. Até porque o Governo anterior – a que Bernardo serviu com lealdade – convocou um fórum internacional para discutir a matéria e, aí, se tornou claro que “regulação” não é “controle”.

E quando houver a próxima eleição e a Globo derrubar a Dilma? Aí, então, o Ministro Bernardo vai se lembrar que o Brasil discute o papel da Globo há décadas? Será que ele nunca ouviu falar em “o povo não é bobo …”? Será que lá dentro, no Palácio, no dia da posse, ele chegou a ouvir essa singela homenagem do povo à Globo?

Lobato pergunta: o Governo quer controlar a imprensa (como se “regulação” significasse “controle”)? É a pergunta típica do PiG (**): misturar uma coisa com a outra para afugentar ministros trabalhistas. Resposta do ministro trabalhista: “… precisamos de um marco regulário” (Mas, todavia, contudo, entretanto – PHA) … há questões econômicas a definir : se teles vão fazer TV a cabo em larga escala, se a convergência das midias se dará livremente ou se vai ter regra para o jogo. Acho que tem que haver uma regra. A liberdade de expressão é vital na democracia e ninguém no Governo não vai mexer nisso.” Tradução: trata-se de um desastre revestido numa tragédia.

Primeiro. Se o Brasil for esperar para saber se a tv a cabo das teles vai ser “em grande escala” (sic). Se o Brasil tiver que esperar pela regulação da convergência das mídias… Se o Brasil tiver que esperar pela utilização do Windows nos tablets, como pretende Steve Ballmer (Estadão, pág. B12). Se o Brasil for esperar o Padim Pade Cerra romper com o Fernando Henrique. O Ronaldo Fenômeno emagrecer. Se o Brasil for esperar… Se esperar, a Globo, como faz desde o Governo João Goulart, vai operar num “marco regulatório” em que ela faz o que quer. (Especialmente dos parlamentares trabalhistas, que morrem de medo dela.)

Outra tradução: o Ministro não quer mexer na “liberdade de expressão”. O Ministro precisaria dar uma lida no excelente livro do professor Venício Lima, com prefácio de Fabio Comparato, sobre a diferença capital entre “liberdade de imprensa” e “liberdade de expressão”. “Liberdade de imprensa ” nessa democracia do Ministro Bernardo é a liberdade dos filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio. “Liberdade de expressão” foi o que faltou à Dilma, no jornal nacional, para responder à campanha do aborto que a Blá-blá Marina e o Cerra lançaram contra ela. “Liberdade de expressão” não têm os trabalhadores, os nordestinos, os homossexuais, os cadeirantes, os benficiários do Bolsa Familia, quando os “colonistas (***) do PiG e da Globo os desmerecem. “Liberdade de imprensa” o Cerra tem. “Liberdade de expressão” foi o que faltou à Dilma. “Liberdade de expressão” foi o que o Lula nunca teve no jornal nacional. “Liberdade de expressão” foi o que o Lula não teve quando o Ali Kamel levou a eleição para o segundo turno em 2006 – clique aqui para ler “O Primeiro Golpe já houve, falta o segundo”. Onde o Lula poderia se defender? Como a Dilma se defendeu das acusações do Cerra, da mulher do Cerra e da Blá-blá Marina sobre o aborto? No horário eleitoral gratuito, e olhe lá.

Essa mistura de “liberdade de imprensa” com “liberdade de espressão ” é exatamente a ideologia do PiG. E o Ministro Bernardo comprou o bonde do PiG.

Por fim, o Ministro defende – por omissão – a posição do PiG e da Globo num outro capítulo central. Pergunta a Lobato: o senhor acha justo que o Terra, que é da Telefonica de Espanha, tenha um portal da internet (a pergunta não foi bem assim. Foi oblíqua.)? Resposta do Ministro, recostado no muro de couro macio que o PiG armou: não sei. Isso é coisa para o Supremo. Supremo? Então, o “marco regulatório” também vai ficar para o Supremo? E o pré-sal, Ministro, o Lula deixou para o Supremo, ou aprovou no Congresso? O Ministro Bernardo usa uma antiga forma de despiste. Reveste de questão “tecnológica” uma questão “política”. Passa “ciência” com manteiga no pão da “ideologia”.

Amigo navegante, como diria o Galvão Bueno, depois que a Holanda empatou: a coisa já esteve melhor para o Brasil. Quando Paulo Bernardo foi nomeado e se pensava que ele não tratava o Senador Evandro de “Senador”. Parece que trata.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(****) Link deste artigo: http://migre.me/3v1QD

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Clichê necessário

A era Dilma começa agora e é sempre bom lembrarmos um pouco sobre a realidade brasileira de tantos e tantos anos... desde Cabral. Essa realidade, porém, pode e deve ser mudada. Não só por políticos, mas pelo brasileiro! Afinal, somos espelhos uns dos outros, desde os atos mais simples, cotidianos, aos grandes rombos públicos. Começo de ano é o momento em que todos pensam em renovação. Renovemos também nosso pensamento. Esperançoso e justo 2011 a todos!



UNIMULTIPLICIDADE
Composição: Ana Carolina e Tom Zé

Neste Brasil corrupção
Pontapé bundão
Puto saco de mau cheiro
Do Acre ao Rio de Janeiro

Neste país de manda-chuvas
Cheio de mãos e luvas
Tem sempre alguém se dando bem
De São Paulo a Belém

Eu pego meu violão de guerra
Pra responder essa sujeira

E como começo de caminho
Quero a unimultiplicidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade

Não tenho nada na cabeça
A não ser o céu
Não tenho nada por sapato
A não ser o passo

Neste país de pouca renda
Senhoras costurando
Pela injustiça vão rezando
Da Bahia ao Espírito Santo

Brasília tem suas estradas
Mas eu navego é noutras águas

E como começo de caminho
Quero a unimultiplicidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade


SÓ DE SACANAGEM
Texto: Elisa Lucinda

Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

sábado, 27 de novembro de 2010

Financiamento é liberado para construção do Centro de Música

Na manhã deste sábado, 27, o governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), assinou a liberação de verba estadual para que seja construído o Centro de Música de Ponta Grossa. A assinatura aconteceu na Câmara Municipal e foi acompanhada pelo prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB), o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e superintendente do ParanáCidade, Wilson Lipski, deputado estadual Péricles de Mello (PT), reitor da UEPG, João Carlos Gomes, presidente do Legislativo de Ponta Grossa, Alessandro Lozza (PSDB), secretário municipal de Planejamento, Ribamar Krüger, secretário municipal de Governo, João Barbiero, e outras autoridades.

O prédio será erguido no terreno das antigas Indústrias Wagner (próximo ao Muffato, região de Olarias), onde está em pé somente uma de suas chaminés, tombada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico (foto). O Centro de Música custará R$ 4,3 mi, por meio de financiamento do Governo Estadual. No mesmo local será construída ainda a nova Biblioteca Municipal, no valor de R$ 3,7 mi. Há um projeto de construção também da Pinacoteca de Ponta Grossa.

Segundo o maestro da Banda Lyra dos Campos, Juliano Amaral, o Centro “é um excelente projeto, porque Ponta Grossa é uma cidade musical, tem várias bandas, tem orquestra, tem banda militar e o Centro de Música vai agrupar tudo isso em um só local”. De acordo com ele, mesmo não sendo no centro da cidade, os grupos irão ganhar com o projeto. “É um local amplo que vai ter bastante condição de melhorar o nível dos músicos de Ponta Grossa e não é tão afastado do centro”, conclui Amaral.

Lyra dos Campos faz concerto
A Banda Lyra dos Campos faz uma apresentação especial no dia 15 de dezembro, às 20h, no auditório A do Cine-Teatro Ópera. Segundo o maestro Juliano Amaral, o concerto terá um repertório especial. “É um repertório bem eclético, trabalhado o ano inteiro pela Banda, que vai do erudito ao popular”, conta Amaral. A entrada será franca.

A Banda Escola Lyra dos Campos completou 58 anos de fundação no dia 22 de novembro. Começou com 24 componentes e sob regência de maestro Paulino Martins Alves, que hoje dá nome ao Conservatório Musical. Hoje conta com 50 alunos e um quadro de troféus invejável por bandas e fanfarras.


Texto: Eduardo Godoy

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cobertura fotojornalística - Tércio Albuquerque

O secretário estadual de Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná, Tércio Albuquerque, esteve em Ponta Grossa na manhã da quinta-feira, 25. Albuquerque comandou a primeira reunião descentralizada do Conselho do Trabalho do Paraná. Na visita à Agência do Trabalhador local, conheceu os serviços prestados aos trabalhadores da cidade, como uma sala montada para atendimento de INSS, outra para Qualificação do Trabalho e ainda o programa Lanche Saúde, que distribui sanduíche e suco aos trabalhadores que passam pela Agência. Ele concedeu ainda entrevista exclusiva à Fabíola Thibes, da Rádio CBN - Ponta Grossa.

Um dos principais motivos para a visita foi o anúncio da implementação do Banco Social em Ponta Grossa. No programa, é concedido empréstimo à chefes de família que queiram iniciar uma micro ou pequena empresa. "Os valores vão de R$ 300 a R$ 10 mil, que podem ser utilizados para compra de máquinas de costura, como exemplo", conta Albuquerque. Após o pagamento do empréstimo, a mulher empreendedora pode ser atendida pelo Banco de Fomento, chegando a R$ 300 mil.

Na parte da tarde, o secretário participou de uma reunião com o prefeito Pedro Wosgrau Filho, o presidente do Conselho Municipal do Trabalho, Luiz Gustavo Batista de Carvalho e o superintendente estadual do Trabalho e Emprego, Elias Martins, que representou o Ministro do Trabalho e Emprego. Foi assinada a resolução 299/2010, que trata das Normas Operacionais Básicas do Conselho Público do Trabalho. Foi conversado também sobre a transferência patrimonial (mobiliários, equipamentos, materiais, maquinários e um veículo) do Estado para o Município.

Confira as fotos da visita à Agência do Trabalhador:

























Texto:
Eduardo Godoy
Fotos: Eduardo Godoy

sábado, 30 de outubro de 2010

Exclusivo: Gleisi Hoffmann acompanha apuração com Dilma, em Brasília


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, reunirá os líderes de seu partido amanhã, 31, em sua residência, em Brasília. Gleisi Hoffmann (PT), senadora eleita pelo Paraná, confirmou a presença na noite de quinta, 28, quando estava em Ponta Grossa. Dilma ligou para Gleisi na tarde de quinta, convidando a senadora para assistir à apuração dos votos em sua casa, a partir das 17h. Hoffmann informou que votará em Curitiba pela manhã, depois almoça em sua casa com a família, descansa e pega o avião para Brasília, para ficar ao lado de Lula e Dilma.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os primeiros números devem sair a partir das 19h, devido ao fuso horário diferente em alguns estados brasileiros em conjunto com o horário de verão no Sul e Sudeste.

Pesquisa divulgada hoje, 30, pelo Instituto Datafolha, prevê vitória de Dilma Rousseff (PT) com 55% dos votos válidos. José Serra (PSDB) aparece com 45%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistas 6.554 pessoas neste sábado, sendo um número maior do que outras sondagens. A pesquisa tem registro no TSE sob o número 37.903/2010, e foi encomendada pela Folha e Rede Globo.

Se as pesquisas confirmarem, Dilma deve ser eleita a 40º presidente do Brasil, sendo a primeira do sexo feminino. Nas últimas sondagens, a petista sempre aparece em primeiro lugar, variando pouco e dentro da margem de erro.

Texto: Eduardo Godoy
Foto: Eduardo Godoy
Legenda: Em visita à Ponta Grossa, Gleisi fez campanha para Dilma Rousseff

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

“Descriminalização do aborto não irá resolver tudo”, afirma Gleisi em visita à UEPG

Gleisi Hoffmann concedeu entrevista coletiva a alunos de Comunicação Social da UEPG; entre os temas, representatividade feminina, aborto, reforma agrária e PEC dos Jornalistas

A senadora recém-eleita pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que o aborto ultrapassa o tema saúde pública e descriminalização não irá resolver o problema. “Isso tem a ver com a emancipação da mulher na sociedade, com o respeito da mulher e com a cultura social que temos de hierarquização de gênero”, disse a senadora, em entrevista coletiva na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), para alunos do curso de Comunicação Social.

Hoffmann defendeu a criação de Redes de Apoio de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. “É um absurdo o que temos de mulheres vítimas de violência, seja violência dentro de casa ou violência externa”, denunciou Gleisi. Ela citou a Região Metropolitana de Curitiba, onde o índice de assassinatos de mulheres é elevado. De acordo com ela, as mulheres tentam continuar o trabalho dos maridos presos por conta do tráfico de drogas, mas, como não têm preparo, acabam perdendo a vida.

Sobre a participação feminina na política, a senadora afirmou que as mulheres estão ocupando maior destaque, porém “ainda é pequeno perto do que representamos na sociedade”. Segundo ela, antes da Constituição de 1934 não havia representação nenhuma das mulheres, “então de votar a sermos votadas é um grande passo”, contou. Gleisi afirmou ainda que as mulheres estão percebendo que as decisões políticas afetam diretamente a educação, segurança e saúde delas e dos filhos.

Outros temas também foram abordados, como a tramitação no Senado da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Jornalistas, que prevê a volta da exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. A senadora disse ser favorável à PEC e lutará pela sua regulamentação, “tanto que quando o Supremo [Tribunal Federal] teve aquela decisão desastrosa, eu era presidente do PT e divulgamos uma nota de apoio aos profissionais”.

Gleisi chegou aos Campos Gerais por volta das 14h, vinda de Londrina. Concedeu uma entrevista coletiva para a imprensa regional e depois visitou a UEPG. Após, Hoffmann fez uma caminhada pelo Calçadão da Coronel Cláudio, ao lado de lideranças políticas da cidade e militantes, para campanha em favor da candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Para fechar a passagem por Ponta Grossa, a senadora participou ao vivo de um telejornal local.

Texto: Eduardo Godoy
Foto: Eduardo Godoy

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

É Serra na cabeça


Quem está com a dor de cabeça maior: o chefe Paulo Pucci, acamado desde domingo pela derrota do Santos para o Grêmio Prudente, ou José Serra, atingido na careca por pequena bolinha de papel? É Serra na cabeça! Todo mundo ficou espantado: durante caminhada no Rio de Janeiro, jogaram pequena bolota de papel no candidato que precisou fazer tomografia computadorizada. A Rede Globo fez enorme estardalhaço com o caso. Vocês pensam que é exagero, mas quando eu tinha 10 anos tio Zeca jogou uma bola de papel na minha cabeça e eu não fiz tomografia - acho que foi por isto que fiquei sem juízo até hoje e voto na Dilma...

Graças a Deus não houve lesão séria e transmito aos leitores a boa notícia: Serra já respira sem ajuda de aparelhos, mas ficou meio tonto: dizem que ele chegou ao hospital delirando e gritando que lidera as pesquisas e vai ganhar as eleições! O médico não deu nenhum ponto na careca do candidato – que desejava ganhar 12 pontos para se aproximar nas pesquisas da líder Dilma Rousseff.

Dizem que Serra aproveitou a estada no hospital e distribuiu santinhos até para os internados na UTI... Conversei com um médico que viu o vídeo e concluiu: “depois desta, o Serra precisa ficar de repouso. Minha recomendação é que ele fique quatro anos em repouso...”.

Acho mais fácil votar na Venezuela, lá só tem duas opções: tecla verde: quero que Chávez continue; tecla vermelha: quero que Chávez não saia... Mas quem não gostou da urna eletrônica foi tio Asclepíades, ele reclama que as pessoas mais velhas não sabem usá-las. “Tinha uma velha surda na minha frente que trouxe anotado a senha e o número da sua conta no banco, ela queria tirar extrato na urna eletrônica e sacar sua pensão! Levaram duas horas para tirar a surdinha de lá...”

Cunhado Eucrésio, encostado no INSS há seis anos por uma unha encravada, reclamou: “todos os candidatos prometem trabalho, trabalho, trabalho. Se aparecer um que prometa férias, férias, férias, eu voto”! Já tia Maria está indecisa. “todos prometem ajudar os pobres a ganhar sexta básica. Mas eu não quero só sexta, quero quinta básica, segunda básica, terça, quarta...” Tentei convencer tia Maria que não é sexta básica, mas sim cesta básica mas ela não se convenceu e saiu bufando.

Como não teve comício em Castro nestas eleições, sábado fui a São Paulo assistir a um do José Serra. Enquanto ele falava, enorme multidão de umas 40 pessoas gritava “Serra, Serra, Serra...” Cheguei perto do palanque e notei vários petistas também gritando “Serra, Serra...”. Isso não podia ser verdade, o candidato do PT é a Dilma, por que eles gritavam “Serra”? De repente, o palanque caiu, despencou com todo mundo em cima. Foi aí que eu notei uns homens junto ao palanque com uns serrotes nas mãos e entendi os gritos de “serra, serra...”.

Na propaganda política os ataques continuam: a turma do governo diz que Serra vai privatizar
a Petrobrás, Banco do Brasil, o Corinthians e o Flamengo. Já a oposição diz que Dilma vai estatizar tudo, a Vale do Rio Doce, o restaurante Casantiga, a turma dos Secas-Pimenteira, o tio Zeca e até a Casa de Pedra. Oba, vai ter bolsa-casa de pedra, vou fazer já minha inscrição!

*Depois do grave ataque no Rio de Janeiro, cuidado: quem andar nas ruas com papel na mão pode ser preso por porte ilegal de arma. Coitados dos office-boys!




Texto: Paulo Magalhães
Foto 1: Antônio Cruz/ABr
Foto 2: http://ptpernambuco.blogspot.com/2010/08/campanha-do-tucano-jose-serra-sera-oito.html

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dilma lança documento com 13 diretrizes de governo

Do G1, em São Paulo
Disponível em: http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/dilma-lanca-documento-com-13-diretrizes-de-governo.html

A candidata do PT à Presiência da República, Dilma Rousseff, apresentou nesta segunda-feira (25) um documento com 13 “compromissos programáticos”, que chamou de diretrizes de governo. Dilma disse que o documento é fruto de "consenso" entre as legendas que apoiam sua candidatura.

Os 13 pontos apresentados pela candidata petista são: fortalecer a democracia política e econômica; expansão do emprego e renda; projeto que assegure sustentável transformação produtiva; defender o meio ambiente; erradicar a pobreza absoluta; atenção especial aos trabalhadores; garantir educação para a igualdade social; transformar o Brasil em potência tecnologia; garantir a qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS); prover habitação e vida digna aos brasileiros; valorizar a cultura nacional; combater o crime organizado; defender a soberania nacional - confira abaixo mais detalhes sobre cada ponto.

Antes da divulgação do documento, que aconteceu num hotel em São Paulo, ela teve uma reunião fechada por cerca de meia hora com representantes dos partidos aliados.

"Estamos entregando nossos 13 compromissos programáticos que refletem a força da nossa coligação, desses 11 partidos, em deixar claras quais são as nossas diretrizes", disse, na saída do evento. Dez siglas assinam o documento apresentado nesta segunda: PT, PMDB, PC do B, PR, PDT, PRB, PSC, PSB, PTC e PTN. O 11º partido citado pela candidata, segundo sua assessoria de imprensa, é o PP, que passou a apoiar recentemente a candidatura petista.

Dilma comentou o fato de os pontos serem genéricos e não apresentarem metas. "São esses 13 compromissos que fundam a nossa governabilidade. Obviamente, são gerais, podem fazer alguma referência a metas, mas têm o sentido de dar diretrizes."

Ela justificou ainda o fato de as diretrizes só terem sido apresentadas a seis dias do segundo turno das eleições: "Não é simples fazer 13 propostas com 11 partidos. Isso, se não tiver muito processo de debate, não sai."

Segundo a petista, todas as propostas apresentadas já haviam sido divulgadas anteriormente em seus programas eleitorais no rádio e na TV. “Nós expusemos isso em todos os programas de televisão. Estamos formalizando para o futuro porque, se Deus quiser e eu for eleita, será a base para a governabilidade”, afirmou.


Texto: Mariana Oliveira

domingo, 24 de outubro de 2010

Agenda política da semana (decisiva!)

do blog do Fernando Rodrigues, na UOL
Disponível em: http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2010-10-24_2010-10-30.html

Segunda (25.out.2010)
Pesquisa Vox Populi –
instituto pode divulgar seus números novos. A lei eleitoral pede intervalo de 5 dias a partir do registro no TSE até a divulgação. O registro foi feito em 20.out.2010.

Dilma x Serra na “Record” – 3° debate do 2° turno. Começa às 23h.

Dilma em São Paulo – de 12h a 14h, reúne-se, no Hotel Mercury, com presidentes dos partidos de sua coligação e lança documento com compromissos de governo (a 6 dias da eleição...).

Lula no Rio – pela manhã, entrega unidades do Minha Casa, Minha Vida para moradores do Complexo do Alemão desalojados pelas chuvas de abril. Às 15h, lança embarcação ao mar no estaleiro da Ilha do Governador.

Alckmin no Rio Grande do Sul – tucano, governador de São Paulo, faz campanha para Serra em Porto Alegre e em Santa Maria.

Jaques Wagner no Roda Viva – governador reeleito da Bahia, filiado ao PT, grava entrevista à tarde, em São Paulo. Transmissão a partir das 22h, pela “TV Cultura”.

Anastasia e o Cansei – em São Paulo, governador reeleito de Minas, pelo PSDB, almoça com empresários do Lide – associação presidida por João Dória, fundador do movimento anti-Lula “Cansei”, em 2007.

Inflação – FGV divulga IPC-S. Ao longo da semana, publica outros indicadores. Aqui, calendário completo de divulgação.


Terça (26.out.2010)
Pesquisa Datafolha –
instituto termina as entrevistas e já pode divulgar os resultados. O registro foi feito em 21.out.2010.

Faltam 5 dias para a eleição – nenhum eleitor pode ser preso, exceto em flagrante, até 48h depois da votação de domingo (31.out.2010). Candidatos contam com esse benefício desde 18.out.2010 (artigo 236 do Código eleitoral).

Lula em Curitiba – faz campanha na capital do Paraná, à noite. Antes, em Brasília, vai à reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e encontra representantes do movimento de atingidos por barragens.

Tony Blair em São Paulo – toma café da manhã com o presidente do Santos, Luís Álvaro, em São Paulo. No Hotel Unique, fala sobre as oportunidades oferecidas pela Copa de 2014 em evento do Lide, de João Dória. Talvez consiga encontrar Geraldo Alckmin.

Beto Richa ajuda Serra – tucano, eleito governador do Paraná, vai a Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, pela manhã. À tarde, à Goiânia. Talvez Serra o acompanhe.

Dilma no Nordeste – às 18h30, visita Vitória da Conquista (Bahia) com Jaques Wagner. Dos 417 municípios baianos, Serra só ganhou em Vitória da Conquista e em Presidente Tancredo Neves. A candidata também visita Fortaleza (Ceará) e Caruaru (Pernambuco).

Inflação – Fipe divulga IPC referente ao período de 23.set.2010 a 23.out.2010.


Quarta (27.out.2010)
Pesquisa CNT/Sensus
– resultados já podem ser divulgados. Registro no TSE foi feito em 22.out.2010.

Dilma X Serra no Nordeste – o SBT anunciou o encontro, a partir de 12h20.

Lula faz 65 anos – em 2002, o 2° turno da eleição presidencial, vencido por Lula pela 1ª vez, caiu nesse dia (último domingo do mês, como determina a lei eleitoral). Em 2010, a campanha de Dilma divulgará o bordão: "dê um presente ao Lula: conquiste mais um voto para Dilma".

Lula em Santa Catarina – entrega última fase da reconstrução do Porto de Itajaí. Na hora do almoço, volta pra Brasília.

STF julga Ficha Limpa – em pauta, recurso de Jáder Barbalho (PMDB), candidato a senador pelo Pará considerado ficha suja pelo TSE.

Casagrande ajuda Dilma – governador do Espírito Santo, eleito pelo PSB, faz campanha para a aliada no Piauí.

Desemprego – Dieese divulga pesquisa mensal sobre emprego e desemprego. Aqui, calendário de divulgações do Dieese.

Política econômica – Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc) faz sua reunião mensal.


Quinta (28.out.2010)
Pesquisa Ibope –
Datafolha faz entrevistas para nova sondagem e pode divulgar resultado em 29.out.2010. Ibope termina entrevistas e já pode divulgar os números novos.

Faltam 3 dias paras a eleição – último dia para realização de comícios (artigo 240 do Código Eleitoral e artigo 39 da lei 9504).

Lula no Recife – sem Dilma, faz último comício da campanha faz campanha na capital pernambucana, no fim da tarde. Antes, pode ir para o Rio por causa do início da produção de petróleo do pré-sal.

Beto Richa no Paraná – participa de eventos pró-Serra no interior do Estado.

Política econômica – Conselho Monetário Nacional (CMN) faz reunião mensal.


Sexta (29.out.2010)
Pesquisa Datafolha –
pode divulgar resultado de sondagem feita em 28.out.2010.

Serra x Dilma na “Globo” – 4° debate do 2° turno, transmitido a partir das 22h15. Aqui, lista com todos os debates da eleição presidencial de 2010.

Faltam 2 dias para a eleição – último dia do horário político no rádio e na TV. Também é o prazo: realização de debates, divulgação de propaganda eleitoral em páginas institucionais na internet e de propaganda paga na mídia impressa, segundo artigo 49 da lei 9504.

Lula em São Paulo – pela manhã, visita o Salão Internacional do Automóvel, no Anhembi.

FHC ajuda Serra – vai a passeata em apoio ao correligionário. Começa no largo São Francisco, centro de São Paulo.


Sábado (30.out.2010)
Falta 1 dia para a eleição –
último dia para promoção de carreata e distribuição de propaganda política. Não se pode mais usar alto-falantes e amplificadores de som para apoiar candidatos (artigo 39 da lei 9504).

Maradona faz 50 anos – craque argentino faz aniversário, 1 semana depois de Pelé comemorar 70 anos, em 23.out.2010.

Beto Richa – encerra sua campanha pró-Serra com caminhada em Curitiba.


Domingo (31.out.2010)
Eleição – enfim, o 2° turno. Pode-se votar das 8h às 17h, no horário local de cada cidade. As últimas urna devem ser fechadas às 18h (hora de Brasília) em locais que seguem a hora de Manaus e adotaram o horário de verão.

Referendo no Acre – além de escolher o presidente, acrianos dizem nas urnas se aprovam a supressão, já em vigor, de seu fuso horário (2 horas a menos em relação a Brasília, sem contar horário de verão).

Folha.com e UOL ao vivo – os dois portais fazem operação conjunta para transmitir em vídeo (na web, iPhones, iPads etc.) todos os acontecimentos no dia da eleição e da apuração, a partir do início da noite.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

E no Chile, todos tiveram luz


Uma festa política e midiática surgida a partir de uma tragédia. Esse foi um dos aspectos principais do resgate dos mineiros presos na mina San José, no Chile. O presidente chileno, Sebastian Piñera, era o principal ator da operação. Deixou uma reunião do Unasul para mostrar trabalho junto aos trabalhos de resgate. É tido como o articulador das decisões e trabalhos e ficava na mina, no deserto, sempre que um fato importante seria anunciado (por ele, claro!).

Foi assim nos últimos dias do resgate, principalmente a partir do dia 12 de outubro. Foi Piñera quem divulgou o início da operação de retirada dos mineiros pela Fênix 2, diante de dezenas de câmeras do mundo inteiro. Foram mais de mil repórteres que se deslocaram de suas redações para o deserto chileno, com o propósito de cobrir o resgate e mostrar a angústia das famílias, os trabalhos e a ação do presidente.

É impressionante observar a correria dos jornalistas atrás da mesma imagem, da mesma fala, das mesmas pessoas, das mesmas informações. Foi talvez com esse objetivo de afastar um pouco os repórteres que houve a decisão da licença apenas para a TVN, pública, fazer filmagens no local nos dois dias finais da operação. Outra hipótese é a certeza de que o presidente chileno seria mostrado sempre em ótima posição, confortando as famílias antes da saída dos mineiros e abraçando os sobreviventes dessa história que, sem dúvida, será objeto de livros, filmes e documentários. Foi tentado mostrar o chefe do governo como um representante presente em todos os momentos necessários junto ao seu povo. E conseguiu.

O traço mais marcante neste acontecimento foi, porém, a presença maciça de bandeiras chilenas, por toda a parte, a todo o momento. Além das bandeiras, os gritos de “Si, si, si, ye, ye, ye; soy minero del Chile”. A população (ou os comandados do presidente) transformou todo esse episódio em um grande evento para se mostrar ao mundo. Foram dois meses em que as câmeras se voltaram a um país apagado internacionalmente. Em um jogo de marketing, aproveitou-se o momento para expor a imagem do presidente preocupado e perfeito nas decisões, a favor de um povo nacionalista e solidário. Toda essa festa com um pano de fundo trágico, lembra a morte de Tancredo Neves, o presidente que nunca assumiu, onde o brasileiro foi às ruas gritar por mudança, enquanto o caixão do ex-chefe passava atrás.

Desta vez, tudo deu certo. Os 33 mineiros estão nas suas casas, com bons empregos certos e eternizados nas páginas de livros e fitas de vídeo (ou em arquivos digitais, para ser mais moderno e realista). As famílias tiveram seus minutos de fama. O presidente teve sua imagem de bom moço divulgada no mundo inteiro, com vistas a um cargo mais importante internacionalmente. A população pode fazer sua agitação e mostrar seu valor cultural e solidário. A mídia conseguiu uma notícia para vários dias de trabalho. E alguns jornalistas puderam até fazer uma cobertura internacional, com a viagenzinha paga pela chefia. Todos saíram ganhando. E agora, qual é o próximo assunto?

Texto: Eduardo Godoy
Foto: Carlos Espinoza/AP

domingo, 17 de outubro de 2010

Carta aberta aos presidenciáveis


Os jornalistas brasileiros, legitimamente representados pela FENAJ e os seus 31 Sindicatos filiados, vêm a público reivindicar dos candidatos à Presidência da República que se comprometam com as bandeiras da democratização da comunicação e com a defesa do Jornalismo como bem público essencial à democracia, e dos jornalistas como categoria profissional responsável pela efetivação do direito da sociedade à informação.

Há no país uma ação permanente patrocinada pelos grandes grupos de comunicação para desqualificar o Jornalismo, confundindo propositadamente a produção de informação com entretenimento, ficção e mera opinião. Igualmente, a categoria dos jornalistas sofre ataques à sua constituição e organização.

Por isso, mais uma vez, os jornalistas brasileiros afirmam a defesa da regulamentação da profissão e conclamam a futura ou futuro presidente a apoiar a luta pela aprovação das Propostas de Emendas Constitucionais (PECs), em tramitação no Congresso Nacional, que restituem a exigência da formação de nível superior específica para o exercício do Jornalismo.

Nossa categoria entende que a luta pela regulamentação da profissão e pela democracia da comunicação é de interesse público. Baseada nesta compreensão, pede a continuidade da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) como instância democrática e plural de discussão e deliberação das políticas públicas para o setor.

Afirmamos a necessidade de o governo brasileiro dar sequência às decisões da 1ª Confecom, destacando como prioridade a criação do Conselho Nacional de Comunicação como instância deliberativa, do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ) e do Código de Ética do Jornalismo assim como a aprovação de uma nova e democrática Lei de Imprensa para o país.

Os jornalistas brasileiros têm a certeza de que o futuro ou futura presidente da República comprometer-se-á com a construção desse grande projeto nacional porque significa a defesa da Liberdade de Expressão e Imprensa e da democracia no Jornalismo, na Comunicação e no Brasil.

FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas

Brasília, 15 de outubro de 2010.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eleitores de Ponta Grossa têm opiniões diversas sobre mudança na política

De dois em dois anos, as ruas são tomadas por bandeiras, cartazes, santinhos, carros de som e adesivos publicitários de campanha. A sensação de mudança na política causada pelas eleições volta sempre à tona. Em Ponta Grossa, a opinião varia sobre uma transformação na representatividade com o pleito do próximo domingo, 3 de outubro, onde serão escolhidos o Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados Federais e Estaduais.

Para o técnico laboratorial Reinaldo dos Santos, a grande quantidade de candidatos que concorrem a uma das vagas é fator determinante para mudança. “Como são vários candidatos, acho que vai alterar bastante. Só temos que prestar bem atenção nas coligações”, opina. Segundo ele, a chance do país ter uma presidenta traz também outra novidade à disputa e “poderá entrar pra história da democracia no Brasil se Dilma [Rousseff, do PT] ou Marina [Silva, do PV] ganharem”, diz Reinaldo.

Já seu colega de profissão, Wilson José do Nascimento, não acredita em uma alteração, principalmente se a candidata do PT for eleita, pois “aí sim o PT vai continuar no comando, não mudando nada pra gente”. Wilson afirma ainda que votará em candidatos da região para uma das cadeiras da Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. “Só eles poderão trazer benefícios para Ponta Grossa. Não adianta votar em gente de outro lugar”, enfatiza o técnico.

A Lei Ficha Limpa também influencia essas eleições, de acordo com o agente de vigilância José Richter. “Essa lei já tirou bastante gente da disputa, acho que foi um ganho para os eleitores”, afirma. Ele alerta ainda para as pesquisa que, segundo ele, induzem as pessoas a votarem em quem aparece na liderança. Richter não votará em políticos da região para deputado federal ou estadual, pois “não teve retorno com os últimos eleitos”.

Há ainda quem não se interessa por política, como a cozinheira Neuci Aparecida Pontes. “Não acho que vai ter mudança, por isso não fico perdendo tempo na frente da televisão vendo a baixaria dos programas políticos”, diz Neuci. A votação ocorre das 8h às 17h e é obrigatório a apresentação do título de eleitor e um documento com foto. O eleitor que estiver fora do seu domicílio eleitoral deve justificar a ausência no dia da eleição ou com requerimento até 2 de dezembro dirigido ao juízo da Zona Eleitoral em que é inscrito.


Texto: Eduardo Godoy

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Candidatos do Norte Pioneiro já arrecadaram mais de R$ 400 mil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, pelo seu portal na internet, a primeira prestação de contas dos candidatos. Na lista organizada pela Gazeta do Povo dos dez deputados federais do Paraná que concorrem à reeleição e mais arrecadaram nesta primeira etapa, aparecem os nomes de dois representantes do Norte Pioneiro. Chico da Princesa (PR) ficou em 6º lugar, com receita de R$ 150 mil, através de Fundo Partidário, e nada de gasto. Em 8º lugar na lista está o nome de Abelardo Lupion (DEM), com arrecadação de R$ 90 mil, sendo metade de recursos próprios e metade de recursos do partido. Sua despesa ficou em R$ 70.828,12, contando com R$ 31 mil em publicidade por material impresso, R$ 300 por publicidade em jornais e revistas, R$ 5,80 com encargos financeiros e taxas bancárias, e R$ 39.522,32 com cessão ou locação de veículos. A candidata pelo PSC, Leia Fernanda de Souza Ritti Ricci angariou, diferente dos outros dois, apenas R$ 2 mil através de recursos próprios, e não teve nenhum gasto. O paranaense que mais arrecadou foi Odílio Balbinotti (PMDB), com R$ 1,019 milhão e gasto de R$ 414,9 mil.

Para a Assembleia Legislativa do Paraná, seis platinenses buscam ocupar uma de suas cadeiras. Entre eles, o que teve maior arrecadação foi Junior Pucci (PR) com R$ 70 mil, por meio de recursos próprios, e gasto nulo. Depois aparece Pedro Lupion (DEM), que obteve R$ 30 mil de recursos do partido e R$ 5 mil de recursos próprios. Pedro Claro de Oliveira Neto (DEM) arrecadou R$ 30 mil de recursos próprios e gastou R$ 3 mil para despesa com pessoal. Celso de Souza Schmidt (PT) obteve R$ 23 mil de recursos próprios e utilizou R$ 14.750 na sua campanha, sendo R$ 3 mil com locação/cessão de imóveis, R$ 6.750 com publicidade por materiais impressos e R$ 5 mil na produção de vinhetas, jingles e slogans. O candidato do PSC, Paulo César Tiri Gomes, teve receita de R$ 200 através de recursos próprios e não utilizou nada deste dinheiro. Já a candidata Romilda Maria Beckert (PR) não arrecadou e, consequentemente, não gastou nada. Em todo o estado, Alexandre Curi (PMDB) foi quem mais obteve receita, com R$ 578.800 e despesa de R$ 124,9 mil.

Para acessar a prestação de contas de todos os candidatos à Presidência da República, Senado Federal, Congresso, Governos Estaduais e Assembleias Legislativas, basta acessar www.tse.jus.br .

Texto:
Eduardo Godoy

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Candidatos apresentam propostas para Campos Gerais

Os cidadãos dos Campos Gerais tiveram a oportunidade de, na noite de quinta-feira, 5, conhecer as principais propostas dos deputados estaduais e federais da região. Dez candidatos participaram do I Fórum de Representação e Legitimação Política no Grande Auditório do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG. O evento, organizado pelo Movimento Campos Gerais de Igual para Igual e que iniciou na terça-feira, 3, teve como objetivo discutir os desafios e propostas em defesa dos Campos Gerais e foi aberto ao público. Cerca de 100 pessoas estavam presentes.

Compareceram os aspirantes à Câmara Federal Sandro Alex (PPS), Tavinho Luck (PV), Osni Ferreira de Souza (PSOL) e Sérgio Demichurki (PRTB). Já dos que estão na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa, estiveram presentes os candidatos Marcelo Rangel (PPS), George Luiz de Oliveira (PMN), Selma Cogo (PPS), Lauro Padilha (PV), Ivo Nei Migdalski (PRTB) e Leandro Santos Dias (PSOL). Todos os concorrentes ao Governo Estadual, Senado e deputados federais e estaduais foram convidados a participarem do Fórum antecipadamente, como lembrado pela organização.

Na primeira parte, os candidatos tiveram dez minutos para apresentar suas principais propostas. Marcelo Rangel defendeu a ética, melhorias na UEPG e a representatividade da região. Seu correligionário e irmão, Sandro Alex, seguiu a linha de pensamento de Rangel, reforçando ainda a luta pelo diploma para o exercício da profissão de jornalista. George Luiz falou sobre os jovens, a ação na área da segurança e as melhores condições no lazer. Migdalski apontou os prós e contras de ser um deputado estadual. Lauro Padilha discorreu sobre o respeito aos eleitores, a educação e lembrou que o Partido Verde não deixou que seus filiados “fichas sujas” registrassem sua candidatura. Leandro Dias falou sobre a educação e destinou a maior parte de seu tempo para ataques a outros partidos. Selma Cogo, a única mulher presente, defendeu a presença feminina na disputa e, posteriormente, ocupando uma das cadeiras da Assembleia. Osni Ferreira falou sobre a lei Ficha Limpa, a reforma política, separação de poderes e a questão ambiental. Demichurki ponderou sobre o regionalismo e a lealdade e honestidade que os políticos devem ter com seus eleitores. Por fim, Tavinho Luck apoiou a reforma tributária e o fortalecimento da região. Na sequência, foi aberto espaço para perguntas dos presentes aos candidatos.

O Fórum foi realizado com apoio da Agência de Jornalismo UEPG, Conselho Nacional de Leigos Católicos, de Ponta Grossa, Movimento Combate à Corrupção Eleitoral, Observatório Social, Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG) e Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Ponta Grossa. O evento ocorreu pouco antes do primeiro debate dos presidenciáveis na televisão (Band).

Texto
Eduardo Godoy

domingo, 1 de agosto de 2010

Espera-se a novidade

São Paulo, 14 de julho de 2010



Tarde fria e chuvosa, tempo característico da capital paulista. São Paulo é conhecida como a terra da garoa, não que essa antonomásia seja adequada contemporaneamente, caberia melhor terra dos temporais ou mais amplamente a terra que saturou.

A segunda maior cidade da América Latina tem um número de habitantes descomedido: 10.886.518. Estes algarismos se refletem na economia, sendo assim dona do décimo maior acúmulo econômico do mundo e que inevitavelmente tem resultados no seu sistema de transportes e moradia, constituindo cernes de discussões constantes, mas de soluções ainda não existentes.

A exposição de números sobre a capital econômica do país poderia tomar um espaço e tempo imensuráveis com a amostra de dados sobre a quantidade de água gasta por seus habitantes, a produção de lixo em São Paulo, o quanto deste lixo é reciclado e assim por diante. Porém não é este o objetivo deste texto. Tais informações poderiam ser facilmente obtidas em qualquer site de buscas ao alcance de alguns meros cliques.

Todavia, essa imensidão de dados é inerte se não for analisada de uma maneira minimamente crítica e menos elitista possível. É difícil imaginar como essa quantidade imensa de pessoas se locomove em uma cidade que não foi planejada para tanto, sem contar com os outros tantos indivíduos residentes nos municípios vizinhos - a urbe que forma a chamada área metropolitana - e se dirigem à capital para trabalhar, estudar ou fazer compras. Levando em conta isto, essa idealização fica cada vez mais distante e até certo ponto impossível; não que isso preocupe as autoridades responsáveis, que apenas colocam ‘panos quentes’ no assunto para a próxima gestão, concebendo assim uma discussão sem afinco e objetivo.

Esta constatação, que não é inédita obviamente, interessa muito mais ao proletariado do que à elite, pois esta tem meios para amenizar tal incômodo e não depende tanto do transporte público e outros serviços quanto a classe operária. Até aqui, nada de novo. A nata política não se empenha em resolver o problema de uma vez por todas e assim apenas o maquia temporariamente, enquanto a grande massa sofre com o descaso.



A inovação acontece quando a época de campanha eleitoral se aproxima e com ela os poucos representantes do poder saem de seus palacetes e se dirigem aos grandes conglomerados populacionais, transportados obviamente por seus carros de luxo, para pedirem, e muitas vezes comprarem, o voto dessas pessoas por quantias desprezíveis ou até mesmo por comida, remédios e até dentaduras.

Até aqui a novidade é periódica. A cada campanha eleitoral recomeça a atividade teatral dos candidatos - como também é periódico o ufanismo dos brasileiros, a cada quatro anos lá estão as bandeiras à mostra em todas as casas e lugares, acompanhadas de um patriotismo meramente futebolístico.

A novidade será realmente nova e inédita quando alguém enxergar um político usando o transporte público em São Paulo e sentindo-se satisfeito com isto, quando o paulistano não perder quatro horas por dia no trânsito e quando alguém, com poderes e vontade suficiente, finalmente se empenhar em resolver tal empecilho legitimamente metropolitano.

Texto:
Afonso Verner

Fotos:
1 - Glauco Araújo/G1
2 - Luiz Guarnieri/Futura Press