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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

“Descriminalização do aborto não irá resolver tudo”, afirma Gleisi em visita à UEPG

Gleisi Hoffmann concedeu entrevista coletiva a alunos de Comunicação Social da UEPG; entre os temas, representatividade feminina, aborto, reforma agrária e PEC dos Jornalistas

A senadora recém-eleita pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que o aborto ultrapassa o tema saúde pública e descriminalização não irá resolver o problema. “Isso tem a ver com a emancipação da mulher na sociedade, com o respeito da mulher e com a cultura social que temos de hierarquização de gênero”, disse a senadora, em entrevista coletiva na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), para alunos do curso de Comunicação Social.

Hoffmann defendeu a criação de Redes de Apoio de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. “É um absurdo o que temos de mulheres vítimas de violência, seja violência dentro de casa ou violência externa”, denunciou Gleisi. Ela citou a Região Metropolitana de Curitiba, onde o índice de assassinatos de mulheres é elevado. De acordo com ela, as mulheres tentam continuar o trabalho dos maridos presos por conta do tráfico de drogas, mas, como não têm preparo, acabam perdendo a vida.

Sobre a participação feminina na política, a senadora afirmou que as mulheres estão ocupando maior destaque, porém “ainda é pequeno perto do que representamos na sociedade”. Segundo ela, antes da Constituição de 1934 não havia representação nenhuma das mulheres, “então de votar a sermos votadas é um grande passo”, contou. Gleisi afirmou ainda que as mulheres estão percebendo que as decisões políticas afetam diretamente a educação, segurança e saúde delas e dos filhos.

Outros temas também foram abordados, como a tramitação no Senado da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Jornalistas, que prevê a volta da exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. A senadora disse ser favorável à PEC e lutará pela sua regulamentação, “tanto que quando o Supremo [Tribunal Federal] teve aquela decisão desastrosa, eu era presidente do PT e divulgamos uma nota de apoio aos profissionais”.

Gleisi chegou aos Campos Gerais por volta das 14h, vinda de Londrina. Concedeu uma entrevista coletiva para a imprensa regional e depois visitou a UEPG. Após, Hoffmann fez uma caminhada pelo Calçadão da Coronel Cláudio, ao lado de lideranças políticas da cidade e militantes, para campanha em favor da candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Para fechar a passagem por Ponta Grossa, a senadora participou ao vivo de um telejornal local.

Texto: Eduardo Godoy
Foto: Eduardo Godoy

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pesquisa em Jornalismo é tema de evento estadual na UEPG

O Pequeno Auditório do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) recebe até sexta-feira, 22, o VIII Encontro Paranaense de Pesquisa em Jornalismo, promovido pela Agência de Jornalismo, Departamento de Comunicação, Centro Acadêmico João do Rio (Cajor) e Curso de pós-graduação e Grupo de Pesquisa “Mídia, Política e Atores Sociais”. O evento teve início na tarde de ontem, 20, com a apresentação de nove trabalhos de alunos e professores da UEPG e da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Segundo o coordenador do Encontro, professor Emerson Urizzi Cervi, “a ideia do evento é fazer mesas temáticas. Neste primeiro dia tivemos uma mesa que preconizou Mídia e Política e outra com os projetos de extensão do curso”. Ele explica que a tematização das mesas faz com que se direcione o debate e o torne mais qualitativo. Como balanço de primeiro dia, o professor avalia como “proveitoso, em uma tarde produtiva com as duas mesas”.

Rafael Schoenherr, professor de Jornalismo da UEPG e um dos autores do trabalho sobre legendas no projeto ‘Lente Quente: Cobertura Fotográfica da Cena Cultural de Ponta Grossa’, afirma que as apresentações dão pista de uma ligação entre as disciplinas e a extensão. “Um aspecto importante da pesquisa na extensão é distinguir as demandas que grupos sociais fazem de produtos jornalísticos”, pontua Schoenherr.

O artigo sobre legendas foi produzido por Rafael e mais cinco alunos do projeto. Entre eles, Giovana Celinski, do 3º ano, que considera que a pesquisa é “uma oportunidade de refletir sobre a prática e tematizar em um artigo científico com embasamento teórico”. De acordo com a aluna, após o debate é possível também aprimorar as produções em foto-legenda cultural que o projeto se dispõe a fazer.

“Eventos anuais como este são uma forma de vincular pesquisa à extensão de uma maneira muito inteligente”, diz o professor Carlos Alberto de Souza, que apresentou um artigo sobre a Agência de Jornalismo. Hoje, 21, o evento segue com mesas temáticas às 14h, 16h30, 19h e 21h30, com participação gratuita e emissão de certificados. Serão 19 trabalhos de alunos e docentes da UEPG, UFPR, UniBrasil (Curitiba) e Universidade Federal de Santa Maria – RS (UFSM). Outras informações em http://agenciauepg.blogspot.com.

Texto: Eduardo Godoy

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Festa em Ponta Grossa marca preparativo para Comunica Beach 2010

“Um grande preparativo para o 'Comunica Beach 2010'”. É assim que o presidente da Associação Atlética de Jornalismo da UEPG (AAJ), Sebastião Machado Neto, caracteriza a festa 'Comunicaí', promovida em parceria com o 3º ano de Jornalismo da UEPG. O evento será no dia 23 de outubro no Lupullus Chalé, na rua Coronel Dulcídio, próximo à Mansão Vila Hilda, no centro de Ponta Grossa. Programada para começar às 15h, a festa será 'open bar' de cerveja Skol e Brahma, vodka, refrigerante e água.

Segundo Daniel Petroski, um dos organizadores, o evento será um “esquenta para o Comunica Beach e, ao mesmo tempo, uma forma de angariar fundos para a formatura do atual 3º ano”. O som para animar a galera ficará por conta do Dj Afonso Verner e de uma dupla sertaneja ainda não confirmada. De acordo com Petroski, a festa vai contar ainda com cama-elástica e piscina. Os ingressos custam R$ 20 e podem ser adquiridos com os organizadores ou nas blitz que serão feitas próximas à UEPG para divulgação.

O 'Comunica Beach 2010' – jogos entre os alunos de Comunicação Social do Sul do país – será realizado este ano na Praia de Ferrugem, município de Garopaba, Santa Catarina, entre os dias 12 e 14 de novembro. O presidente da AAJ, Sebastião Neto, afirma que mais de 6 mil pessoas participarão dos jogos. “Precisamos divulgar o 'Comunica', por isso entramos nessa parceria com o 3º ano. Quase todas as delegações das outras universidades fazem essa festa de esquenta, e este ano faremos na UEPG também”, informa Sebastião.

“Será um momento aprazível, de descontração e ao mesmo tempo divulgando um grande evento e arrecadando fundos para a formatura”, diz Nataniel Zanferrari, do 3º ano de Jornalismo e diretor de comunicação da AAJ. Para ele, a participação será maciça principalmente entre os alunos do curso de Jornalismo. “Será a primeira festa promovida pela Atlética e o pessoal do curso deverá ir em peso para prestigiar”

De acordo com Daniel Petroski, são 350 ingressos antecipados, ao valor de R$ 20, sendo que já foram vendidos quase 200. Na hora, serão disponibilizados mais 50 ingressos, porém, com acréscimo no preço. A promoção da festa é da Mega Produções e Sagae Formaturas. Para participar do 'Comunica Beach' com a delegação da UEPG, basta procurar um dos diretores da Associação Atlética de Jornalismo. O valor, R$ 330, inclui transporte, pousada, caneca, camiseta e pacote de festas.

Texto: Eduardo Godoy

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ciclo de Debates apresenta métodos para produção de reportagem


Começa na próxima quinta-feira, 7, o Ciclo de Debates “Estratégias de Reportagem”, promovido pela Agência de Jornalismo e Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O evento está programado para começar às 19h no Pequeno Auditório do Campus Central da UEPG, com entrada gratuita e emissão de certificados ao final do projeto, em 2011. O primeiro debate acontece com a jornalista curitibana Anna Carolina Azevedo, autora do livro “Dinamite – Uma tragédia em Curitiba”.

Rafael Schoenherr, coordenador do evento, afirma que o objetivo é fazer um contato entre profissionais e estudantes de Jornalismo, apresentando os métodos para a produção de reportagem. “O projeto dialoga com várias disciplinas, principalmente as de produção jornalística. Vamos discutir os bastidores da construção de uma reportagem”, explica Schoenherr. A proposta é, segundo ele, a verificação do tratamento de fontes, organização dos dados e, principalmente, a escolha da narrativa.

A primeira convidada é Anna Carolina Azevedo, que lançou recentemente seu livro contando a história do dia em que um caminhão com dinamite explodiu em Curitiba, em 1976. O livro-reportagem, resultado de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em 2008, foi escolhido em um edital da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná para ser impresso na Imprensa Oficial do Paraná e distribuído nas bibliotecas públicas do estado.

Para a chefe do Departamento de Comunicação da UEPG, Karina Janz Woitowicz, o Ciclo de Debates é um espaço para reflexão e contato com a produção de reportagem, que “está ganhando maior espaço no jornalismo diário, revistas e publicação de livros”. Kevin Kossar, do 2º ano de Jornalismo da UEPG, destaca que a participação no evento é oportuna e será seu primeiro contato com grandes reportagens. “Gostando ou não, cabe a nós, futuros jornalistas, termos o domínio das técnicas de produção”, afirma Kevin.

Segundo Rafael, a ideia do projeto nasceu em uma banca de avaliação de TCC em 2009, onde surgiu a discussão de quais estratégias utilizar para a construção de uma reportagem. “Queremos continuar o Ciclo em 2011, transformando-o em um curso de extensão reconhecido pela Pró-Reitoria de Extensão”, diz o coordenador. Ele espera que nos próximos encontros, programados para acontecerem uma vez por mês, profissionais com reportagem pronta ou projetos de reportagem possam participar. Outras informações em http://agenciauepg.blogspot.com.br/


Texto: Eduardo Godoy

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eleitores de Ponta Grossa têm opiniões diversas sobre mudança na política

De dois em dois anos, as ruas são tomadas por bandeiras, cartazes, santinhos, carros de som e adesivos publicitários de campanha. A sensação de mudança na política causada pelas eleições volta sempre à tona. Em Ponta Grossa, a opinião varia sobre uma transformação na representatividade com o pleito do próximo domingo, 3 de outubro, onde serão escolhidos o Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados Federais e Estaduais.

Para o técnico laboratorial Reinaldo dos Santos, a grande quantidade de candidatos que concorrem a uma das vagas é fator determinante para mudança. “Como são vários candidatos, acho que vai alterar bastante. Só temos que prestar bem atenção nas coligações”, opina. Segundo ele, a chance do país ter uma presidenta traz também outra novidade à disputa e “poderá entrar pra história da democracia no Brasil se Dilma [Rousseff, do PT] ou Marina [Silva, do PV] ganharem”, diz Reinaldo.

Já seu colega de profissão, Wilson José do Nascimento, não acredita em uma alteração, principalmente se a candidata do PT for eleita, pois “aí sim o PT vai continuar no comando, não mudando nada pra gente”. Wilson afirma ainda que votará em candidatos da região para uma das cadeiras da Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. “Só eles poderão trazer benefícios para Ponta Grossa. Não adianta votar em gente de outro lugar”, enfatiza o técnico.

A Lei Ficha Limpa também influencia essas eleições, de acordo com o agente de vigilância José Richter. “Essa lei já tirou bastante gente da disputa, acho que foi um ganho para os eleitores”, afirma. Ele alerta ainda para as pesquisa que, segundo ele, induzem as pessoas a votarem em quem aparece na liderança. Richter não votará em políticos da região para deputado federal ou estadual, pois “não teve retorno com os últimos eleitos”.

Há ainda quem não se interessa por política, como a cozinheira Neuci Aparecida Pontes. “Não acho que vai ter mudança, por isso não fico perdendo tempo na frente da televisão vendo a baixaria dos programas políticos”, diz Neuci. A votação ocorre das 8h às 17h e é obrigatório a apresentação do título de eleitor e um documento com foto. O eleitor que estiver fora do seu domicílio eleitoral deve justificar a ausência no dia da eleição ou com requerimento até 2 de dezembro dirigido ao juízo da Zona Eleitoral em que é inscrito.


Texto: Eduardo Godoy

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Páginas da Revolução (Sostiene Pereira?!)



Título: Páginas da revolução (Sostiene Pereira)
Ano: 1996
Diretor: Roberto Faenza
Produção: Portugal; França; Itália
Gênero: Drama
Duração: 104 minutos / cor
Tema: O Salazarismo e a influência da censura na mídia
Elenco: Marcello Mastroianni, Joaquim de Almeida, Daniel Auteuil, Stefano Dionisi, Nicolatta Braschi, Marthe Keller, Teresa Madruga, Nicolau Breyner, Filipe Ferrer, João Grosso



O filme Páginas da Revolução se passa na Lisboa dos anos 30, época de grande movimentação devido à Guerra Civil Espanhola e a ditadura de Salazar. O personagem principal, Pereira, é um senhor solitário, editor de cultura de um jornal. Ele conversa diariamente com o retrato de sua esposa, já morta, e convive com uma zeladora delatora em seu prédio.
Com o intuito de preparar necrológios antecipados de escritores famosos, Pereira contata-se com Monteiro Rossi, um jovem escritor de quem lera uma crônica sobre a morte. Eles marcam um encontro em um baile popular tipicamente fascista, com crianças uniformizadas militarmente e discursos acalorados. Rossi leva também sua namorada Marta, que é totalmente contra a ditadura de Salazar. O casal mostra bem a juventude contra-revolucionária, idealista e empolgada. O primeiro texto que Rossi entrega, porém, é altamente contra-revolucionário, e Pereira afirma que a censura não aceitaria a publicação. Entretanto pagá-o normalmente e concede adiantamentos para seu novo contratado.

O editor conhece Dr. Cardoso em uma clínica de emagrecimento. Este lhe fala sobre sua teoria de congregação das almas e sobre o “eu dominante”. O médico diz que o “eu dominante” de Pereira é o conservador, mas que outro “eu” pode estar surgindo e assumir a posição do “eu dominante” e isto vai alterar a forma de agir de Pereira. Esta mudança é percebida quando ele toma a decisão de ajudar a um fugitivo político amigo de Rossi e Marta a escapar da prisão. No começo da trama, Pereira mostra-se acanhado politicamente, sem reação. Ao longo do filme ele vai mudando, voltando sua visão para contra a ditadura Salazarista, e assume um ar jovial e idealista, influenciado pelo novo amigo escritor de necrológios.

No final, Pereira publica um artigo contra-revolucionário no jornal, enganando o responsável pela gráfica. Dr. Cardoso o ajuda, fazendo-se passar pelo censor que autoriza a publicação. Após isso, o editor aparentemente foge da possível represália que sofreria.

Um personagem importante é o barista Manuel, amigo de Pereira que o mantém informado dos fatos que ocorrem nas ruas de Lisboa e que a censura não permite a publicação. Vê-se aí a figura de um editor de um jornal que tem menos informações noticiosas do que um barman, já que o próprio jornalista não entra em contato com essa realidade em seus meios de comunicação fortemente censurados. Outro ponto a ser destacado é a importância que Rossi dá às coisas “escritas com o coração”. Pereira diz que no meio jornalístico isso não é o fundamental, porém ao longo do filme essa visão sofre mudanças.

A obra nos dá uma boa noção sobre como a censura age no jornalismo e nos jornalistas, alienando-os e colocando-os na posição que o poder maior (o governo vigente) exige. Porém, nos mostra como a liberdade de expressão é de suma importância para o alcance da informação e da formação opinativa da sociedade. A coragem do personagem principal do filme é algo em que os jornalistas devem se espelhar para a construção do jornalismo livre.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Construindo o fim da censura


Chico Buarque foi um dos principais contestadores da ditadura militar no Brasil. No álbum Construção, de 1971, Chico expõe a vida dura do trabalhador brasileiro na época. Ele, que tinha se exilado na Itália, volta ao Brasil em 1969 e lança esse disco, o melhor de sua carreira. A música “Deus lhe pague” abre o álbum, com sons parecidos com o de uma locomotiva, onde ele canta que o povo agradece, ironicamente, o pão pra comer, o chão pra dormir, a concessão pra sorrir, o ar pra respirar e até por deixá-lo existir. O sofrimento do povo é mostrado já no início do disco, que contesta o governo militar. Em seguida, “Cotidiano”, música que se tornou grande sucesso de Chico, revela como era, cronologicamente, o dia do brasileiro na época, colocando, para isso, uma história de um casal em primeiro plano. O samba “Desalento” dá um toque romântico ao disco. A quarta faixa, “Construção”, é a obra prima do disco e uma das melhores músicas brasileiras. Com apenas dois acordes, ele constrói a vida de um pedreiro sem perspectivas, destinado a morrer na construção civil. Na primeira parte da música, antes da morte, os fatos se relacionam, mas na segunda parte, após a morte do pedreiro, tornam-se desconexas, graças à troca da última palavra de cada verso. A sonoridade vai aumentando conforme o andamento da canção. Para finalizar, ele incorpora uma parte da música de abertura do álbum, “Deus lhe pague”, mostrando a relação entre a vida do pedreiro e o modo de vida que os militares estavam impondo aos brasileiros. Em “Cordão”, novamente uma crítica ao governo militar. “Ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar, enquanto eu puder sorrir”, diz uma parte da música. A próxima canção, “Olha Maria”, Tom Jobim participa com seu piano indescritível, porém parece não se relacionar com o restante do disco, ficando isolada das outras músicas. “Samba de Orly” traz, mais uma vez, referências ao momento passado pelo Brasil. Um amigo que se despede de outro no aeroporto europeu e pede para que traga notícias boas da terra tupiniquim. Uma canção de amor, “Valsinha” tornou-se outro sucesso de Chico, expondo um feliz encontro de um casal. “Minha história” traz uma alegre música do Menino Jesus. Finalizando essa obra prima, uma linda canção de ninar. “Acalanto” sugere que não vale a pena acordar, que a vantagem da negligência do sono é a vantagem absoluta para combater a realidade. Uma música curta que, com o som do violino ao fundo, traz um arranjo lindíssimo e dá um toque de fim, de sono ao álbum: as músicas e os ideais adormeceram.



REFERÊNCIAS
BUARQUE, Chico. LP “Construção”. Phonogram/Philips, 1971.