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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Lyra dos Campos se apresenta hoje


A Banda Escola Lyra dos Campos se apresenta hoje, 18, no auditório A do Cine Teatro Ópera. O concerto será em homenagem ao maestro Paulino Martins Alves, que dá o nome ao Conservatório Musical. A apresentação será a partir das 20h, com entrada gratuita.

Texto e foto: Eduardo Godoy

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Clichê necessário

A era Dilma começa agora e é sempre bom lembrarmos um pouco sobre a realidade brasileira de tantos e tantos anos... desde Cabral. Essa realidade, porém, pode e deve ser mudada. Não só por políticos, mas pelo brasileiro! Afinal, somos espelhos uns dos outros, desde os atos mais simples, cotidianos, aos grandes rombos públicos. Começo de ano é o momento em que todos pensam em renovação. Renovemos também nosso pensamento. Esperançoso e justo 2011 a todos!



UNIMULTIPLICIDADE
Composição: Ana Carolina e Tom Zé

Neste Brasil corrupção
Pontapé bundão
Puto saco de mau cheiro
Do Acre ao Rio de Janeiro

Neste país de manda-chuvas
Cheio de mãos e luvas
Tem sempre alguém se dando bem
De São Paulo a Belém

Eu pego meu violão de guerra
Pra responder essa sujeira

E como começo de caminho
Quero a unimultiplicidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade

Não tenho nada na cabeça
A não ser o céu
Não tenho nada por sapato
A não ser o passo

Neste país de pouca renda
Senhoras costurando
Pela injustiça vão rezando
Da Bahia ao Espírito Santo

Brasília tem suas estradas
Mas eu navego é noutras águas

E como começo de caminho
Quero a unimultiplicidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade


SÓ DE SACANAGEM
Texto: Elisa Lucinda

Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Depois De Nós

Engenheiros do Hawaii
Composição: Carlos Maltz


Hoje os ventos do destino
Começaram a soprar
Nosso tempo de menino
Foi ficando para trás
Com a força de um moinho
Que trabalha devagar
Vai buscar o teu caminho
Nunca olha para trás

Hoje o tempo voa nas asas de um avião
Sobrevoa os campos da destruição
É um mensageiro das almas dos que virão ao mundo
Depois de nós

Hoje o céu está pesado
Vem chegando temporal
Nuvens negras do passado
Delirante flor do mal
Cometemos o pecado
De não saber perdoar
Sempre olhando para o mesmo lado
Feito estátuas de sal

Hoje o tempo escorre dos dedos da nossa mão
Ele não devolve o tempo perdido em vão
É um mensageiro das almas dos que virão ao mundo
Depois de nós

Meninos na beira da estrada escrevem mensagens com lápis de luz
Serão mensageiros divinos, com suas espadas douradas, azuis
Na terra, no alto dos montes, florestas do Norte, cidades do Sul
Meninos avistam ao longe
A estrela do menino Jesus

sábado, 18 de dezembro de 2010

Natal de Luz 2010 encanta público do Norte Pioneiro

O Natal de Luz 2010 começou no último sábado, 11, com público estimado em 2,5 mil pessoas. Com o tema “Tradição, Cultura e Fé”, o grupo, de 109 crianças e adolescentes, pretende mostrar os traços culturais brasileiros com muita música, cores e luzes. Ao final de cada apresentação, um espetáculo de fogos de artifício encanta o povo que assiste durante uma hora a apresentação, em pé, em frente ao Centro Pastoral Catequético Frei Clemente Vendramin. O show é organizado pelo Grupo de Canto Sementinha, Spaço Arte e Música e Paróquia Santo Antônio de Pádua, sob coordenação de Neuzeli França Ribeiro César e Marly Prado Papi Crespo. O evento, que em 2011 completa 10 anos, é patrocinado pelo Sicredi, Bordignon, Samp Fiat e Schmidt Honda, com apoio da Prefeitura Municipal de Santo Antônio da Platina. As próximas apresentações serão no domingo, 19, e o encerramento na quinta-feira, 23 de dezembro, com grande show pirotécnico ao final. Confira algumas fotos da apresentação de ontem, sexta-feira, 17.








Texto: Eduardo Godoy

Foto: Eduardo Godoy

Rock in Rio: brasileiro até que medida?

Platéia na Cidade do Rock - Rock in Rio 2010 Lisboa



por Afonso Verner

Depois de anos longe, o Rock in Rio voltou à terra tupiniquim. A última edição no Brasil (2001) teve atrações internacionais como Iron Maiden, Foo Figthers, Guns N' Roses e Red Hot Chili Peppers. Na edição de 2011 o festival promete agradar com os shows já confirmados das bandas ‘gringas’ Coldplay, Motorhead, Snow Patrol e Metallica. Mas, em termos de atrações nacionais, o Rock in Rio 2011 deixa a desejar.

Na sua primeira edição (1985), o Rock in Rio teve na programação artistas principiantes no cenário musical brasileiro - como Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Kid Abelha - que depois se tornaram referência para as próximas gerações. Na edição seguinte (1991) a organização continuou a acertar na escolha dos shows nacionais e internacionais. Dentre os gringos que subiram ao palco estavam Jimmy Cliff e Judas Priest; os brasileiros foram bem representados por Engenheiros do Hawaii, Titãs, Roupa Nova, Sepultura, Inimigos do Rei, Lobão, Paulo Ricardo, Capital Inicial, Léo Jaime e Nenhum de Nós. Em 2001 o destaque internacional foi para o Iron Maiden; já nesta edição notava-se a queda das atrações nacionais; nesse ano o destaque era Cássia Eller, que estava no auge da sua carreira. Antes divido entre três ou quatro artistas, agora o peso de atração principal do Rock nacional recaía apenas sobre a cantora.

Desde então o cenário nacional ficou estagnado. No festival de 2011 as atrações, legitimamente brasileiras, são quase todas remanescentes da década de 90 e até de 80; como Skank, Capital Inicial, Sepultura e Angra; fato que reflete a baixa produtividade do Rock Nacional nos últimos anos. A única exceção é a cantora Pitty, que participou da gravação do ‘jingle’ do Festival. A baiana de 33 anos lançou seu primeiro CD no ano de 2003 e participou do Rock In Rio Lisboa (2004), além de ter gravado ao lado de lendas do Rock Nacional, como no Acústico MTV da Banda Ira.

Contudo, apenas um artista em dez anos é muito pouco para o cenário roqueiro nacional. A escassez de atrações brasileiras, vindas da nova safra, na programação do Festival não é culpa ou escolha da organização. Parece mais com um conjunto de fatores, que envolve o público, meios de comunicação e as grandes gravadoras. O país tem sofrido uma invasão de ‘roqueiros’ que vestem colorido e falam de ‘amor adolescente’; o Rock politizado tem perdido espaço e se retido aos porões, cada vez menos freqüentados. Não é meu intuito entrar no mérito de isso é bom ou aquilo é ruim, mas desde a virada do milênio o Brasil perece de Bandas de Rock.

As últimas bandas aclamadas pela mídia e pelo público são do final da década de 90 e parte delas já se desfez. O Raimundos praticamente acabou depois da saída do vocalista Rodolfo Abrantes. Hoje o grupo voltou à estaca zero, atuando quase como uma banda independente. Rodolfo montou o Rodox, banda formada por músicos já rodados na cena, como o baterista Fernando Schaefer (ex-Pavilhão 9 e Korzus) e o guitarrista Patrick Laplan (atual Eskimo, ex-Biquini Cavadão e Los Hermanos). O grupo propôs um som pesado, intitulado por alguns como Hardcore Cristão, porém que não durou muito: em menos de dois anos o Rodox se desfez com uma briga em pleno show. O Charlie Brown Junior passou pela situação inversa: apenas o vocalista permaneceu e todos os outros integrantes deixaram o projeto. Chorão recrutou novos membros e continuou o trabalho, mas a banda nunca mais foi a mesma e o seu som mudou consideravelmente. Champignon assumiu o baixo da banda Nove Mil Anjos, formada também por Peu Sousa (guitarrista, ex-Pitty), Junior Lima (baterista, ex-Sandy & Junior) e Péricles Carpigiani (vocalista, ex-Fuga). O grupo logo ganhou destaque na mídia, já que os integrantes tinham fama individual anteriormente, porém esse sucesso não se repetiu com o Nove Mil Anjos, que não agradou nem publico nem crítica. Outras bandas como Tihuana, Detonautas, Matanza, Dead Fish, CPM 22 (deixando de citar várias outras) não renderam o que os críticos e o público esperavam e acabaram por ocupar um lugar secundário na mídia.

Se a descoberta de novas bandas virá em tempo ou não, aí é uma questão que foge do nosso controle. Mas a constatação de que o país anfitrião do Festival não terá a representação devida nos palcos é algo preocupante. Porém, é prepotência imaginar que o Brasil não tem bandas competentes o bastante para representá-lo bem. Basta imaginar que essas bandas estão por aí, perdidas em algum barzinho ou porão, sem ter o espaço midiático merecido. O que resta é descobri-las.

Texto: Afonso Verner
Foto: Agência Zero - http://www.flickr.com/photos/rockinrio/5126621811/

sábado, 27 de novembro de 2010

Financiamento é liberado para construção do Centro de Música

Na manhã deste sábado, 27, o governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), assinou a liberação de verba estadual para que seja construído o Centro de Música de Ponta Grossa. A assinatura aconteceu na Câmara Municipal e foi acompanhada pelo prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB), o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e superintendente do ParanáCidade, Wilson Lipski, deputado estadual Péricles de Mello (PT), reitor da UEPG, João Carlos Gomes, presidente do Legislativo de Ponta Grossa, Alessandro Lozza (PSDB), secretário municipal de Planejamento, Ribamar Krüger, secretário municipal de Governo, João Barbiero, e outras autoridades.

O prédio será erguido no terreno das antigas Indústrias Wagner (próximo ao Muffato, região de Olarias), onde está em pé somente uma de suas chaminés, tombada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico (foto). O Centro de Música custará R$ 4,3 mi, por meio de financiamento do Governo Estadual. No mesmo local será construída ainda a nova Biblioteca Municipal, no valor de R$ 3,7 mi. Há um projeto de construção também da Pinacoteca de Ponta Grossa.

Segundo o maestro da Banda Lyra dos Campos, Juliano Amaral, o Centro “é um excelente projeto, porque Ponta Grossa é uma cidade musical, tem várias bandas, tem orquestra, tem banda militar e o Centro de Música vai agrupar tudo isso em um só local”. De acordo com ele, mesmo não sendo no centro da cidade, os grupos irão ganhar com o projeto. “É um local amplo que vai ter bastante condição de melhorar o nível dos músicos de Ponta Grossa e não é tão afastado do centro”, conclui Amaral.

Lyra dos Campos faz concerto
A Banda Lyra dos Campos faz uma apresentação especial no dia 15 de dezembro, às 20h, no auditório A do Cine-Teatro Ópera. Segundo o maestro Juliano Amaral, o concerto terá um repertório especial. “É um repertório bem eclético, trabalhado o ano inteiro pela Banda, que vai do erudito ao popular”, conta Amaral. A entrada será franca.

A Banda Escola Lyra dos Campos completou 58 anos de fundação no dia 22 de novembro. Começou com 24 componentes e sob regência de maestro Paulino Martins Alves, que hoje dá nome ao Conservatório Musical. Hoje conta com 50 alunos e um quadro de troféus invejável por bandas e fanfarras.


Texto: Eduardo Godoy

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Para meus amigos...

Irmãos da lua
Renato Teixeira



Somos todos irmãos da lua
Moramos na mesma rua
Bebemos no mesmo copo
A mesma bebida crua
O caminho já não é novo
Por ele é que passa o povo
Farinha do mesmo saco
Galinha do mesmo ovo
Mas nada é melhor, que a água
A terra é a mãe de todos
O ar é que toca o homem
E o homem maneja o fogo
E o homem possui a fala
E a fala edifica o canto
E o canto repousa a alma
Da alma depende a calma
E a calma é irmã do simples
E o simples resolve tudo
Mas tudo na vida às vezes
Consiste em não se ter nada

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Infinita Highway


Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger


Você me faz correr demais
Os riscos desta highway
Você me faz correr atrás
Do horizonte desta highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto
Deserta highway
Estamos sós e nenhum de nós
Sabe exatamente onde vai parar

Mas não precisamos saber pra onde vamos
Nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos
Nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos
Nós estamos vivos e é tudo
É sobretudo a lei
Dessa infinita highway

Quando eu vivia e morria na cidade
Eu não tinha nada, nada a temer
Mas eu tinha medo, medo dessa estrada
Olhe só, veja você
Quando eu vivia e morria na cidade
Eu tinha de tudo, tudo ao meu redor
Mas tudo que eu sentia era que algo me faltava
E à noite eu acordava banhado em suor

Não queremos lembrar o que esquecemos
Nós só queremos viver
Não queremos aprender o que sabemos
Não queremos nem saber
Sem motivos, nem objetivos
Estamos vivos e é só
Só obedecemos a lei
Da infinita highway

Escute, garota, o vento canta uma canção
Dessas que a gente nunca canta sem razão
Me diga, garota: será a estrada uma prisão?
Eu acho que sim, você finge que não
Mas nem por isso ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão
"Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre"
Se tanta gente vive sem ter como comer

Estamos sós e nenhum de nós
Sabe onde vai parar
Estamos vivos, sem motivos
Que motivos temos pra estar?
Atrás de palavras escondidas
Nas entrelinhas do horizonte dessa highway
Silenciosa highway

Eu vejo um horizonte trêmulo
Eu tenho os olhos úmidos
Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas "a dúvida é o preço da pureza"
É inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo
"não corra, não morra, não fume"
Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes

Minha vida é tão confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional
Escute, garota, façamos um trato:
Você desliga o telefone se eu ficar muito abstrato
Eu posso ser um Beatle, um beatnik
Ou um bitolado
Mas eu não sou ator
Eu não tô à toa do teu lado
Por isso, garota, façamos um pacto
De não usar a highway pra causar impacto

Cento e dez, cento e vinte
Cento e sessenta
Só prá ver até quando o motor agüenta
Na boca, em vez de um beijo,
Um chiclet de menta
E a sombra do sorriso que eu deixei
Numa das curvas da highway

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Músico platinense lança disco solo

O cantor, compositor e multi-instrumentista Antônio Altvater, em sua nova carreira solo, acaba de lançar seu disco na internet. O álbum, intitulado “Sessão Sonora I”, conta com 10 faixas, fazendo uma mistura harmoniosa entre a música folk, o rock e o blues. Todas as músicas são autorais, incluindo uma versão acústica de “Central”, que fez parte do disco de estreia de sua banda Plues.

“Esse disco é resultado de uma compilação de gravações do primeiro e começo do segundo semestres de 2010, publicadas da forma mais cru possível. Boa parte das músicas foi gravada de uma vez só para ficar o mais próximo possível do ‘ao vivo’”, afirma Altvater. Segundo ele, o álbum lembra a linha dos primeiros discos do cantor norte-americano Bob Dylan, com violão, voz e harmônica em no máximo três pistas, “já que as condições e os recursos que tenho não me possibilitam muita ambição de uma super-produção”.

O download gratuito do disco pode ser feito através do blog que Antônio Altvater mantém sobre sua carreira e indicações de boas músicas. O endereço é o http://sessaosonora.blogspot.com.



Antônio Altvater
O jovem artista, autodidata, é cantor, compositor e multi-instrumentista. Atualmente, é integrante da banda Plues. Estudante de História na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Antônio Altvater se apresenta regularmente em festivais e bares da região e da capital paranaense. Ganhou repercussão com os convites para participar de programas de rádio e TV de Curitiba, como na TV Transamérica. Recentemente se apresentou no Palco Alternativo da Fetexas, em Jacarezinho. Antônio é dono de um talento reconhecido por revistas, sites especializados e profissionais do meio musical.

Texto: Eduardo Godoy

sábado, 25 de setembro de 2010

Natal de Luz 2010 já tem tema e datas definidos

Cerca de 7500 pessoas assistiram ao Natal de Luz 2009



Com o tema “Tradição, cultura e fé”, o Natal de Luz 2010 chega ao 9º ano com os preparativos a todo vapor. As organizadoras Neuzeli França R. Cesar e Marly Prado Papi Crespo divulgaram esta semana as datas das apresentações. A abertura será no dia 11 de dezembro, sábado, com demais espetáculos nos dias 15 (quarta-feira), 17 (sexta-feira), 19 (domingo) e 23 (quinta-feira), sempre às 22h.

Sobre o tema, Neuzeli explica que “a cultura da população brasileira está calcada na fé, na alegria da dança e da música, principalmente nas cidades fora do eixo comercial, onde as festas são o ponto de encontro de toda a comunidade”. Segundo as organizadoras, o show deste ano faz uma viagem por todas as regiões do país. “Queremos mostrar as cores e detalhes de expressões vivas de alegria, satisfação e devoção de um povo. Para isso, nossas crianças e adolescentes cantarão, durante o espetáculo, músicas que embalam a tradição, a cultura e a fé brasileira”, conta Marly.

As músicas começaram a ser ensaiadas no final de julho. Cerca de 110 crianças e adolescentes participam este ano, nas 24 janelas e duas sacadas do Centro Pastoral Catequético (CEPAC), ao lado da Igreja Matriz. As reuniões entre as coordenadoras, porém, acontecem deste março. A novidade deste ano será um palco montado ao lado do prédio, aumentando assim a visibilidade das crianças que se apresentam também do lado de fora. As organizadoras contam que o espetáculo terá algumas surpresas, que não quiseram revelar.

Todas as sextas-feiras, à tarde, voluntários se reúnem no terceiro andar do CEPAC para a confecção dos adereços utilizados pelos cantores durante as apresentações. “Estamos precisando de mais gente para a montagem dos adereços. Voluntários são sempre bem-vindos”, conta Neuzeli.

Como nos outros anos, o espetáculo é realizado pelo Grupo de Canto Sementinha, Spaço Arte & Música e Conselho Paroquial da Paróquia Santo Antônio de Pádua, com o patrocínio da Bordignon, Sicredi, Samp Fiat e Schmidt Honda. Conta ainda com o apoio da Prefeitura de Santo Antônio da Platina, rádios Vale do Sol FM e Difusora Platinense AM, jornais Tribuna Platinense e Tribuna do Vale e site Npdiario.com.

Texto e foto: Eduardo Godoy

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

... vem que está chegando o Natal...




Arte: Eduardo Godoy

Vagalumes

O Teatro Mágico

Brincando de correr entre vagalumes
Sem querer pegamos uma estrela baixa
Roubamos todas as flores pra esconder perfumes
Estrelas, vagalumes dentro de uma caixa

E foi até estranho, a gente nem deu conta
Talvez na outra ponta, alguém pudesse pensar
Menino vagalume, flor, menino estrela, a brisa mais forte veio te buscar

Pra temperar os sonhos e curar as febres
Inserir nas preces do nosso sorriso
Brincando entre os campos das nossas idéias
Somos vagalumes a voar perdidos...a voar perdidos...

E quando a gente apaga, tudo fica escuro
Mas o medo não vence, pois não "tamos" só
Por de cima do muro, a gente enxerga o mundo,
A fábrica de Deus fazendo gente do pó

Deixa pra lá, o que não interessa,
A gente não tem pressa de viver assim
Feito platéia da nossa própria peça, histórias, prosas, rimas, sem começo e fim

Pra temperar os sonhos e curar as febres
Inserir nas preces do nosso sorriso
Brincando entre os campos das nossas idéias
Somos vagalumes a voar perdidos...
A voar perdidos (5x)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Amanhã é 23

Kid Abelha
Composição: George Israel/Paula Toller


As entradas do meu rosto
E os meus cabelos brancos
Aparecem a cada ano
No final de um mês de Agosto...

Há vinte anos você nasceu
Ainda guardo um retrato antigo
Mas agora que você cresceu
Não se parece nada comigo...

Esse seu ar de tristeza
Alimenta a minha dor
Tua pose de princesa
De onde você tirou...

Amanhã! Amanhã!
Amanhã! Amanhã!...

Amanhã é 23
São 8 dias para o fim do mês
Faz tanto tempo
Que eu não te vejo
Queria o seu beijo
Outra vez...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A onda

Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger


Força não há capaz de enfrentar
Uma ideia cujo tempo tenha chegado
A força não é capaz de salvar
Uma ideia cujo tempo tenha passado

Pra pegar a onda tem que estar
Na hora certa, num certo lugar
Pra pegar a onda, deixa estar:
Deixa a onda te pegar
Deixa a onda te levar

Pra pegar a onda tem que estar
Na hora certa, num certo lugar
Pra pegar a onda, deixa estar:
Deixa a onda te pegar
Deixa a onda te levar

Pra pegar a onda tem que estar
Surfando Karmas & DNA
Não dá pra domar a força do mar
Deixa a onda te pegar
Deixa a onda te levar (5x)

http://www.youtube.com/watch?v=7w5gT7A1fqY

quarta-feira, 30 de junho de 2010

No caminho para o mundo



Antônio Altvater


Olhos se apagam/ Diante da chama/ Que queima nos ventos do sul.
Pássaros cobrem/ Um céu de dilemas/ Espelhos refletem o azul.

Meu Pai/ Estou no caminho pro mundo
Meu pai/ Estou no caminho pro mundo

As rodas cortaram/ O asfalto cinzento/ Com marcas que o tempo apagou


O amor vai morrendo/ Em cada janela/ Eu fecho a cortina pra dor

Oh mãe/ Estou no caminho pro mundo
Oh mãe/ Estou no caminho pro mundo

Pássaros voam e cantam comigo...


Letra e música: Antônio Altvater
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/antonioaltvater
http://sessaosonora.blogspot.com/

terça-feira, 1 de junho de 2010

Rainy day in june / Dia chuvoso em junho



I need some sunshine on my face
To help me dry my eyes
I need a blue sky over here
So I can clear my mind
Maybe your soft breath on my back
To make me feel at ease
Anything more than what I've got
On this rainy day in June

It's a rainy day in June
The sky is grey and I am blue
Tryin' to make it without you
On this rainy day in June

Yesterday morning I woke up
On the wrong side of the bed
And on the right side laid a note
I knew what it said
Then the rain came, hasn't stopped
I don't know if it will
But I'll keep waiting with the hopeful heart
On this rainy day in June

It's a rainy day in June
The sky is grey and I am blue
Tryin' to make it without you
On this rainy day in June

The thunder rolls, the lightning flashes
Every thought began with you
I see your face in every clouded paths
On this rainy day in June

It's a rainy day in June
The sky is grey and I am blue
Tryin' to make it without you
On this rainy day in June


TRADUÇÃO



Eu preciso de alguns raios solares em minha face
Para me ajudar a secar as lagrimas dos meus olhos
Eu preciso de um ceu azul aqui em cima
Para que eu posso arrumar meus pensamentos
Talvez a sua respiração suave nas minhas costas
Para me fazer sentir à vontade
Nada mais do que eu tenho
Neste dia chuvoso em junho

É um dia chuvoso em junho
O ceu esta cinza e eu estou triste
Tente passar por isso sem você
Neste dia chuvoso em junho

Ontem de manha eu acordei
Do lado errado da cama
E do lado certo esta um bilhete
E eu sabia o que dizia
Então a chuva veio, e não mais parou
E não sei se ela vai
Mas eu continuo esperando com esperança no coração
Neste dia chuvoso em junho

É um dia chuvoso em junho
O ceu esta cinza e eu estou triste
Tente passar por isso sem você
Neste dia chuvoso em junho

O barulho dos trovões, o relampago
Todo pensamento começa com você
Eu vejo seu rosto em todos os caminhos nublado
Neste dia chuvoso em junho

É um dia chuvoso em junho
O ceu esta cinza e eu estou triste
Tente passar por isso sem você
Neste dia chuvoso em junho


(Alan Jackson)

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=JrQjyoxeH4s

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sonho

O Teatro Mágico

Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz
Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa
Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá
A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração
A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mais as vezes não é doce não

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah... e o mundo é perfeito!
Hum...e o mundo é perfeito!
E o mundo é perfeito!

Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração
Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso
Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é pura alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia
Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Mas o sonho
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito!
Mas o mundo é perfeito!
O mundo é perfeito!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Construindo o fim da censura


Chico Buarque foi um dos principais contestadores da ditadura militar no Brasil. No álbum Construção, de 1971, Chico expõe a vida dura do trabalhador brasileiro na época. Ele, que tinha se exilado na Itália, volta ao Brasil em 1969 e lança esse disco, o melhor de sua carreira. A música “Deus lhe pague” abre o álbum, com sons parecidos com o de uma locomotiva, onde ele canta que o povo agradece, ironicamente, o pão pra comer, o chão pra dormir, a concessão pra sorrir, o ar pra respirar e até por deixá-lo existir. O sofrimento do povo é mostrado já no início do disco, que contesta o governo militar. Em seguida, “Cotidiano”, música que se tornou grande sucesso de Chico, revela como era, cronologicamente, o dia do brasileiro na época, colocando, para isso, uma história de um casal em primeiro plano. O samba “Desalento” dá um toque romântico ao disco. A quarta faixa, “Construção”, é a obra prima do disco e uma das melhores músicas brasileiras. Com apenas dois acordes, ele constrói a vida de um pedreiro sem perspectivas, destinado a morrer na construção civil. Na primeira parte da música, antes da morte, os fatos se relacionam, mas na segunda parte, após a morte do pedreiro, tornam-se desconexas, graças à troca da última palavra de cada verso. A sonoridade vai aumentando conforme o andamento da canção. Para finalizar, ele incorpora uma parte da música de abertura do álbum, “Deus lhe pague”, mostrando a relação entre a vida do pedreiro e o modo de vida que os militares estavam impondo aos brasileiros. Em “Cordão”, novamente uma crítica ao governo militar. “Ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar, enquanto eu puder sorrir”, diz uma parte da música. A próxima canção, “Olha Maria”, Tom Jobim participa com seu piano indescritível, porém parece não se relacionar com o restante do disco, ficando isolada das outras músicas. “Samba de Orly” traz, mais uma vez, referências ao momento passado pelo Brasil. Um amigo que se despede de outro no aeroporto europeu e pede para que traga notícias boas da terra tupiniquim. Uma canção de amor, “Valsinha” tornou-se outro sucesso de Chico, expondo um feliz encontro de um casal. “Minha história” traz uma alegre música do Menino Jesus. Finalizando essa obra prima, uma linda canção de ninar. “Acalanto” sugere que não vale a pena acordar, que a vantagem da negligência do sono é a vantagem absoluta para combater a realidade. Uma música curta que, com o som do violino ao fundo, traz um arranjo lindíssimo e dá um toque de fim, de sono ao álbum: as músicas e os ideais adormeceram.



REFERÊNCIAS
BUARQUE, Chico. LP “Construção”. Phonogram/Philips, 1971.

sábado, 24 de outubro de 2009

Apenas

"(...) É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir"

Só!

domingo, 4 de outubro de 2009

Oração pela paz

Cristo, quero ser instrumento
De tua paz e do teu infinito amor
Onde houver ódio e rancor que eu leve a concórdia
Que eu leve o amor

Onde a ofensa que dói, que eu leve o perdão
Onde houver a discórdia, que eu leve a união e a paz!


Mesmo que haja um só coração
que duvide do bem, do amor e do céu
quero com firmeza anunciar
a Palavra que traz a clareza da fé!

Onde houver erro Senhor
que eu leve a verdade, fruto de tua luz.
Onde encontrar desespero
Que eu leve a esperança do teu nome Jesus!



Acho esta música A melhor. Com o Sementinha cantando, melhor ainda. Saudade...

Beijo, abraço e aperto de mão.