quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A pipa do meu vô não sobe mais

Meu vô é mestre em pipas. Pipas, ou papagaios, como queiram. Eu prefiro chamar de pipa. Pois bem, meu avô é expert na arte de construir pipas. Pipas que rasgam o céu azul de Santo Antônio da Platina, voando levemente com a brisa das férias. Minha maior lembrança da infância é ver meu vô vendendo pipas e jujóias (ou saquinhos, ou sacolés) nas tardes quentes do verão platinense.

Eu passava horas e mais horas na casa da minha vó durante as férias. Às vezes meu primo também ia. Nos dias mais animados, brincávamos com os vizinhos em um terreno abandonado ali do lado. Fazíamos caça ao tesouro, que não passava de uma latinha ou qualquer outro objeto que achávamos. Ou simplesmente ficávamos conversando sentados nas ruínas do que um dia tinha sido uma casa, enquanto tentávamos destruir as pequenas paredes que ainda estavam em pé. Os tijolos mais antigos são mais resistentes!

Em outros dias, outros tempos, brincávamos de carrinho de rolemã na rua da casa da minha vó, íngreme e não tão movimentada como hoje. Lembro de minha vó gritando pra gente brincar na calçada. Eu não gostava da calçada: me fez arrancar uma lasca da ponta do dedão do pé em uma descida mal planejada pelos co-pilotos. O freio falhou e eu estava de chinelo. Ou eu parava com meu pé na calçada de cimento ou ia direto para a rua e um buraco do outro lado, correndo o risco ainda de ser atropelado. Fiquei com a primeira opção.

Bom, mas voltando às pipas, dizia que meu vô é mestre nessa arte. Nas férias, vendia cerca de 10 a 15 por dia! Os garotos deviam me invejar por não ter que pagar minha pipa e ainda poder escolher a cor e o tamanho da rabiola (a cauda, feita com tiras de sacolas de plástico). E ainda tinha jujoia de graça! Qualquer sabor, a qualquer hora. Era a infância perfeita na casa da minha vó.

Hoje meu vô não constroi mais pipas com a agilidade de antigamente. Não que sua técnica tenha sido esquecida ou seus movimentos tenham ficado menos ágeis. É que não precisa mais atender a tanta demanda. Vende uma, ou duas, por semana. Segundo minha vó, os garotos aprenderam a fazer pipa. Não precisam mais comprar. O papel encontra em qualquer papelaria, com inúmeros desenhos, de todos os tipos e cores. O bambu é fácil de achar no supermercado ou em lojas de produtos rurais. Tudo ficou muito fácil. E meu vô não vende mais pipas. Mas eu garanto que nenhum desses garotos conhece a arte de construir pipas. Só sabem fazer. Isso até eu sei. Mas construir mesmo, com toda a engenharia milimétrica, rústica e apurada, é só com meu vô. Eles não sabem o que estão perdendo!

Texto: Eduardo Godoy

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Incêndio destroi duas casas

Um incêndio no Jardim São Cristóvão na madrugada da terça-feira, 28, deixou duas casas de madeira destruídas. O fogo, que começou à 01h20, só foi controlado por volta das 2h30. Já o rescaldo deve prosseguir até cerca das 3h. Ninguém ficou ferido, apesar das chamas terem alcançado em torno de 10 metros. A família conseguiu retirar a tempo um botijão de gás e colchões, porém móveis, roupas e eletrodomésticos foram todos queimados. A tragédia mobilizou dois caminhões do Corpo do Bombeiros, uma ambulância e outra viatura da corporação. Dezenas de pessoas saíram de suas casas para acompanhar o trabalho do Corpo de Bombeiros, além de órgãos da imprensa, como o portal de notícias npdiario.com, jornal Tribuna do Vale e as rádios Difusora Platinense AM e Vale do Sol FM. É a primeira vez que ocorre um incêndio de tamanha proporção na vila e arredores.





Texto: Eduardo Godoy

Fotos: Eduardo Godoy

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Depois De Nós

Engenheiros do Hawaii
Composição: Carlos Maltz


Hoje os ventos do destino
Começaram a soprar
Nosso tempo de menino
Foi ficando para trás
Com a força de um moinho
Que trabalha devagar
Vai buscar o teu caminho
Nunca olha para trás

Hoje o tempo voa nas asas de um avião
Sobrevoa os campos da destruição
É um mensageiro das almas dos que virão ao mundo
Depois de nós

Hoje o céu está pesado
Vem chegando temporal
Nuvens negras do passado
Delirante flor do mal
Cometemos o pecado
De não saber perdoar
Sempre olhando para o mesmo lado
Feito estátuas de sal

Hoje o tempo escorre dos dedos da nossa mão
Ele não devolve o tempo perdido em vão
É um mensageiro das almas dos que virão ao mundo
Depois de nós

Meninos na beira da estrada escrevem mensagens com lápis de luz
Serão mensageiros divinos, com suas espadas douradas, azuis
Na terra, no alto dos montes, florestas do Norte, cidades do Sul
Meninos avistam ao longe
A estrela do menino Jesus

domingo, 19 de dezembro de 2010

Natal do consumismo

Mais um Natal. Mais uma vez o consumismo ofuscando o motivo principal da festa. Em 2009 já escrevi sobre isso nesse mesmo espaço. Tinha esperanças que em 2010 o nascimento de Jesus aparecesse mais em relação à forma capitalista de comemorar. Que engano. As propagandas com produtos natalinos começaram no início de novembro, há cerca de dois meses da data.

Comprar, comprar e comprar! Este é o grito de guerra que move os consumidores. “É só uma lembrancinha”, “Presente de amigo-secreto”, “Tenho que fazer uma lista pra não esquecer de ninguém”, “Meu 13º vai todo pra comprar presentes”. Essas são as frases mais ouvidas em reportagens sobre compras de Natal na 25 de Março, em São Paulo (‘carne de vaca’ que faz parte do calendário jornalístico contemporâneo). Para os vendedores e empresários, vender, vender e vender! Tenho a impressão de que antes de começarem a jornada de 14 horas exaustivas de consumismo desenfreado, os lojistas gritem “vender, vender e vender!”.

As metas aumentam a cada ano. Porcentagens só sobem. Produtos estão sempre mais modernos. Crianças querem sempre mais. E no meio disso tudo, até os presépios vão desaparecendo das vitrines. Quem deu início a toda essa festa é esquecido, renegado às pequenas representações. Ninguém mais lembra o porquê de tantas compras, tanta comilança na ceia do dia 24, tanta confusão pelos melhores presentes.

Jesus? Ah... é aquele que nasceu na Páscoa, não é? O cara que realmente importa em dezembro é o Papai Noel. E em 2011, infelizmente, será da mesma forma.
Texto: Eduardo Godoy

sábado, 18 de dezembro de 2010

Natal de Luz 2010 encanta público do Norte Pioneiro

O Natal de Luz 2010 começou no último sábado, 11, com público estimado em 2,5 mil pessoas. Com o tema “Tradição, Cultura e Fé”, o grupo, de 109 crianças e adolescentes, pretende mostrar os traços culturais brasileiros com muita música, cores e luzes. Ao final de cada apresentação, um espetáculo de fogos de artifício encanta o povo que assiste durante uma hora a apresentação, em pé, em frente ao Centro Pastoral Catequético Frei Clemente Vendramin. O show é organizado pelo Grupo de Canto Sementinha, Spaço Arte e Música e Paróquia Santo Antônio de Pádua, sob coordenação de Neuzeli França Ribeiro César e Marly Prado Papi Crespo. O evento, que em 2011 completa 10 anos, é patrocinado pelo Sicredi, Bordignon, Samp Fiat e Schmidt Honda, com apoio da Prefeitura Municipal de Santo Antônio da Platina. As próximas apresentações serão no domingo, 19, e o encerramento na quinta-feira, 23 de dezembro, com grande show pirotécnico ao final. Confira algumas fotos da apresentação de ontem, sexta-feira, 17.








Texto: Eduardo Godoy

Foto: Eduardo Godoy

Natal da Apae conta com 185 Papais Noéis

O Papai Noel chegou à Apae de Santo Antônio da Platina. Ele entregou 185 presentes doados pela comunidade platinense no projeto “Madrinhas e Padrinhos do Natal da Apae”, realizado todo ano. Cada madrinha ou padrinho adotou um ou mais alunos da entidade para a doação de um brinquedo. A entrega, feita pelo Bom Velhinho, aconteceu na sexta-feira, 10, nos períodos da manhã e tarde.Além dos presentes, os alunos aprenderam sobre a história do presépio de Natal e escutaram passagens bíblicas. No final, o Papai Noel levou os estudantes ao delírio na entrega dos brinquedos.

Segundo a diretora da Escola de Educação Especial Renascer, Rita de Cássia Botareli, a solidariedade do povo platinense novamente se fez presente. “É mais um momento em que vemos como a comunidade confia no nosso trabalho”, afirma Botareli. Segundo ela, a Escola Renascer e o Centro Clínico Especializado, mantidos pela Apae, atendem 185 pessoas, de 0 a 60 anos com deficiência intelectual ou múltipla.

Apae em 2010
Durante o ano, a Apae realizou inúmeros projetos e teve diversas conquistas. O Grupo Renascer, de fanfarra, flauta doce e canto, participou do Festival Estadual Nossa Arte, se apresentando no Teatro Guaíra, em Curitiba. Em agosto houve a Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual ou Múltipla, levando informações às escolas, bancos e comunidade platinense. O Centro de Equoterapia começou a funcionar na Apae Rural, com um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo em uma abordagem multidisciplinar, buscando o desenvolvimento biopsicossocial do assistido.

Em parceria com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro (Cisnorpi), o Centro Clínico Especializado entregou 26 aparelhos de tecnologia assistiva, como cadeiras de rodas adaptadas, órteses, carrinhos de rodas, andadores, estabilizadores e cadeiras de banho. E a construção da Nova Apae continua, com o Salão de Eventos, Centro Profissionalizante, casa para vigia e Caixa coletora de água da chuva.

De acordo com o secretário regional da Apae, Alexandre Augusto Botareli César, “mais do que a construção de prédios, entendemos que a maior obra da Apae está em trabalhar na construção de cidadania para as pessoas com deficiência intelectual e múltipla que atende”. Na próxima semana será distribuído gratuitamente à comunidade platinense a quarta edição do Vejapae, uma revista com as realizações do ano, prestação de contas e informações sobre a Escola Renascer.


Texto: Eduardo Godoy
Foto: Eduardo Godoy

Rock in Rio: brasileiro até que medida?

Platéia na Cidade do Rock - Rock in Rio 2010 Lisboa



por Afonso Verner

Depois de anos longe, o Rock in Rio voltou à terra tupiniquim. A última edição no Brasil (2001) teve atrações internacionais como Iron Maiden, Foo Figthers, Guns N' Roses e Red Hot Chili Peppers. Na edição de 2011 o festival promete agradar com os shows já confirmados das bandas ‘gringas’ Coldplay, Motorhead, Snow Patrol e Metallica. Mas, em termos de atrações nacionais, o Rock in Rio 2011 deixa a desejar.

Na sua primeira edição (1985), o Rock in Rio teve na programação artistas principiantes no cenário musical brasileiro - como Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Kid Abelha - que depois se tornaram referência para as próximas gerações. Na edição seguinte (1991) a organização continuou a acertar na escolha dos shows nacionais e internacionais. Dentre os gringos que subiram ao palco estavam Jimmy Cliff e Judas Priest; os brasileiros foram bem representados por Engenheiros do Hawaii, Titãs, Roupa Nova, Sepultura, Inimigos do Rei, Lobão, Paulo Ricardo, Capital Inicial, Léo Jaime e Nenhum de Nós. Em 2001 o destaque internacional foi para o Iron Maiden; já nesta edição notava-se a queda das atrações nacionais; nesse ano o destaque era Cássia Eller, que estava no auge da sua carreira. Antes divido entre três ou quatro artistas, agora o peso de atração principal do Rock nacional recaía apenas sobre a cantora.

Desde então o cenário nacional ficou estagnado. No festival de 2011 as atrações, legitimamente brasileiras, são quase todas remanescentes da década de 90 e até de 80; como Skank, Capital Inicial, Sepultura e Angra; fato que reflete a baixa produtividade do Rock Nacional nos últimos anos. A única exceção é a cantora Pitty, que participou da gravação do ‘jingle’ do Festival. A baiana de 33 anos lançou seu primeiro CD no ano de 2003 e participou do Rock In Rio Lisboa (2004), além de ter gravado ao lado de lendas do Rock Nacional, como no Acústico MTV da Banda Ira.

Contudo, apenas um artista em dez anos é muito pouco para o cenário roqueiro nacional. A escassez de atrações brasileiras, vindas da nova safra, na programação do Festival não é culpa ou escolha da organização. Parece mais com um conjunto de fatores, que envolve o público, meios de comunicação e as grandes gravadoras. O país tem sofrido uma invasão de ‘roqueiros’ que vestem colorido e falam de ‘amor adolescente’; o Rock politizado tem perdido espaço e se retido aos porões, cada vez menos freqüentados. Não é meu intuito entrar no mérito de isso é bom ou aquilo é ruim, mas desde a virada do milênio o Brasil perece de Bandas de Rock.

As últimas bandas aclamadas pela mídia e pelo público são do final da década de 90 e parte delas já se desfez. O Raimundos praticamente acabou depois da saída do vocalista Rodolfo Abrantes. Hoje o grupo voltou à estaca zero, atuando quase como uma banda independente. Rodolfo montou o Rodox, banda formada por músicos já rodados na cena, como o baterista Fernando Schaefer (ex-Pavilhão 9 e Korzus) e o guitarrista Patrick Laplan (atual Eskimo, ex-Biquini Cavadão e Los Hermanos). O grupo propôs um som pesado, intitulado por alguns como Hardcore Cristão, porém que não durou muito: em menos de dois anos o Rodox se desfez com uma briga em pleno show. O Charlie Brown Junior passou pela situação inversa: apenas o vocalista permaneceu e todos os outros integrantes deixaram o projeto. Chorão recrutou novos membros e continuou o trabalho, mas a banda nunca mais foi a mesma e o seu som mudou consideravelmente. Champignon assumiu o baixo da banda Nove Mil Anjos, formada também por Peu Sousa (guitarrista, ex-Pitty), Junior Lima (baterista, ex-Sandy & Junior) e Péricles Carpigiani (vocalista, ex-Fuga). O grupo logo ganhou destaque na mídia, já que os integrantes tinham fama individual anteriormente, porém esse sucesso não se repetiu com o Nove Mil Anjos, que não agradou nem publico nem crítica. Outras bandas como Tihuana, Detonautas, Matanza, Dead Fish, CPM 22 (deixando de citar várias outras) não renderam o que os críticos e o público esperavam e acabaram por ocupar um lugar secundário na mídia.

Se a descoberta de novas bandas virá em tempo ou não, aí é uma questão que foge do nosso controle. Mas a constatação de que o país anfitrião do Festival não terá a representação devida nos palcos é algo preocupante. Porém, é prepotência imaginar que o Brasil não tem bandas competentes o bastante para representá-lo bem. Basta imaginar que essas bandas estão por aí, perdidas em algum barzinho ou porão, sem ter o espaço midiático merecido. O que resta é descobri-las.

Texto: Afonso Verner
Foto: Agência Zero - http://www.flickr.com/photos/rockinrio/5126621811/

sábado, 27 de novembro de 2010

Financiamento é liberado para construção do Centro de Música

Na manhã deste sábado, 27, o governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), assinou a liberação de verba estadual para que seja construído o Centro de Música de Ponta Grossa. A assinatura aconteceu na Câmara Municipal e foi acompanhada pelo prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB), o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e superintendente do ParanáCidade, Wilson Lipski, deputado estadual Péricles de Mello (PT), reitor da UEPG, João Carlos Gomes, presidente do Legislativo de Ponta Grossa, Alessandro Lozza (PSDB), secretário municipal de Planejamento, Ribamar Krüger, secretário municipal de Governo, João Barbiero, e outras autoridades.

O prédio será erguido no terreno das antigas Indústrias Wagner (próximo ao Muffato, região de Olarias), onde está em pé somente uma de suas chaminés, tombada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico (foto). O Centro de Música custará R$ 4,3 mi, por meio de financiamento do Governo Estadual. No mesmo local será construída ainda a nova Biblioteca Municipal, no valor de R$ 3,7 mi. Há um projeto de construção também da Pinacoteca de Ponta Grossa.

Segundo o maestro da Banda Lyra dos Campos, Juliano Amaral, o Centro “é um excelente projeto, porque Ponta Grossa é uma cidade musical, tem várias bandas, tem orquestra, tem banda militar e o Centro de Música vai agrupar tudo isso em um só local”. De acordo com ele, mesmo não sendo no centro da cidade, os grupos irão ganhar com o projeto. “É um local amplo que vai ter bastante condição de melhorar o nível dos músicos de Ponta Grossa e não é tão afastado do centro”, conclui Amaral.

Lyra dos Campos faz concerto
A Banda Lyra dos Campos faz uma apresentação especial no dia 15 de dezembro, às 20h, no auditório A do Cine-Teatro Ópera. Segundo o maestro Juliano Amaral, o concerto terá um repertório especial. “É um repertório bem eclético, trabalhado o ano inteiro pela Banda, que vai do erudito ao popular”, conta Amaral. A entrada será franca.

A Banda Escola Lyra dos Campos completou 58 anos de fundação no dia 22 de novembro. Começou com 24 componentes e sob regência de maestro Paulino Martins Alves, que hoje dá nome ao Conservatório Musical. Hoje conta com 50 alunos e um quadro de troféus invejável por bandas e fanfarras.


Texto: Eduardo Godoy

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cobertura fotojornalística - Tércio Albuquerque

O secretário estadual de Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná, Tércio Albuquerque, esteve em Ponta Grossa na manhã da quinta-feira, 25. Albuquerque comandou a primeira reunião descentralizada do Conselho do Trabalho do Paraná. Na visita à Agência do Trabalhador local, conheceu os serviços prestados aos trabalhadores da cidade, como uma sala montada para atendimento de INSS, outra para Qualificação do Trabalho e ainda o programa Lanche Saúde, que distribui sanduíche e suco aos trabalhadores que passam pela Agência. Ele concedeu ainda entrevista exclusiva à Fabíola Thibes, da Rádio CBN - Ponta Grossa.

Um dos principais motivos para a visita foi o anúncio da implementação do Banco Social em Ponta Grossa. No programa, é concedido empréstimo à chefes de família que queiram iniciar uma micro ou pequena empresa. "Os valores vão de R$ 300 a R$ 10 mil, que podem ser utilizados para compra de máquinas de costura, como exemplo", conta Albuquerque. Após o pagamento do empréstimo, a mulher empreendedora pode ser atendida pelo Banco de Fomento, chegando a R$ 300 mil.

Na parte da tarde, o secretário participou de uma reunião com o prefeito Pedro Wosgrau Filho, o presidente do Conselho Municipal do Trabalho, Luiz Gustavo Batista de Carvalho e o superintendente estadual do Trabalho e Emprego, Elias Martins, que representou o Ministro do Trabalho e Emprego. Foi assinada a resolução 299/2010, que trata das Normas Operacionais Básicas do Conselho Público do Trabalho. Foi conversado também sobre a transferência patrimonial (mobiliários, equipamentos, materiais, maquinários e um veículo) do Estado para o Município.

Confira as fotos da visita à Agência do Trabalhador:

























Texto:
Eduardo Godoy
Fotos: Eduardo Godoy

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Exposição mostra trabalhos de alunos de projeto social

Foi lançada hoje, 24, no Shopping Total, a exposição artística do Projeto Descobrindo Novos Talentos, da Unimed Ponta Grossa. Ao longo do último semestre, 60 alunos da Escola Municipal Professora Kazuko Inoue, em Uvaranas, tiveram atividades na área de artes com um artista plástico e uma assessora. A mostra tem o objetivo de expor as telas pintadas pelos participantes do programa como uma forma de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.

A parceria entre a Unimed Ponta Grossa e a Prefeitura Municipal já dura cinco anos, com quase mil alunos atendidos de diversas escolas municipais. A escolha dos estabelecimentos beneficiados é feita pelo Departamento de Educação do Executivo, levando em conta as escolas que têm mais necessidade de ações culturais, isolamento geográfico e que precisam de apoio privado na área artística. Já à empresa fica responsável pela contratação dos profissionais que ministram as aulas e organização do programa.

Segundo o chefe regional do setor de Responsabilidade Social da Unimed, Jorge Soistak, as atividades são feitas no contra-turno escolar. “A participação é aberta e os alunos não são obrigados a continuar, porém vemos que a adesão é grande”, conta Soistak, lembrando ainda que os estudantes que têm maiores dificuldades nas relações sociais e no desempenho escolar são convidados a participar. “Esse são, inclusive, os que têm mais aproveitamento no programa”, completa.

De acordo com Soistak, o projeto, rotativo, é desenvolvido a cada semestre e traz contribuições notáveis aos alunos atendidos. “É visível a melhora das notas e também na área organizacional e educacional dos alunos”, diz.

O lançamento da exposição contou ainda com apresentação natalina e entrega de medalhas para os alunos participantes. A mostra fica aberta à visitação no Shopping Total, no bairro Nova Rússia, nos mesmos horários de funcionamento das lojas.

Texto: Eduardo Godoy

Dez alunos são indicados para título 'Garota Entorta Foca'


A coordenação do bloco 'Entorta Foca', dos alunos e professores do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para a Münchenfest, divulga amanhã, 25, a lista com os dez indicados para o título 'Garota Entorta Foca 2010'. Fugindo da tradição do bloco, este ano são cotados dez integrantes, de todos os períodos, para receber a honraria. O nome, porém, será revelado somente minutos antes do desfile, na sexta-feira, 26.

“A escolha não será por votação direta. Os coordenadores classificaram esses dez concorrentes, mas a 'Garota Entorta Foca' já está escolhida”, conta André Luis Salustiano, um dos organizadores do bloco. Segundo ele, os candidatos, entre homens e mulheres, foram classificados pela presença constante nas festas do curso e pela animação. “A beleza é apenas mais um requisito, mas não é o ponto principal”, revela Salustiano.

Laís Ribeiro, Aline Pavezi e Elaine Javorski, professora do curso, já foram coroadas com o título nos anos anteriores, respectivamente. Chegando à 4ª edição, o bloco 'Entorta Foca' se despede da coordenação original, que conta com Salustiano, Josué Teixeira e Michael Ferreira, criadores do grupo, que passam a responsabilidade para outros membros em 2011. A transmissão de cargos será feita na concentração, antes do desfile.

Michael Ferreira conta que a organização do bloco está a todo vapor. “Estamos nos últimos preparativos para que tudo dê certo. Nosso último ano na coordenação não pode sair nada errado”, explica Michael, em tom descontraído. A vice-presidente da Associação Atlética de Jornalismo (AAJ), Milena Rezende, conta que a AAJ é uma das patrocinadoras do bloco. “Este é o primeiro ano que fazemos essa parceria. A Atlética espera que a sociedade prospere”, conta Milena.

Derek Kubaski, do 4º ano de Jornalismo, diz que participa desde o começo do 'Entorta Foca'. “O primeiro ano foi o melhor, foi o ano que reunimos toda a turma para o desfile pelo bloco”, lembra Kubaski. Para Afonso Verner, que participa pela primeira vez, o clima é de ansiedade. “Espero que seja mais uma festa do curso para ficar na história. A integração entre os alunos parece ser o ponto alto”, diz Verner. O desfile de abertura da München será na sexta-feira, 26, a partir das 19h30, na Avenida Vicente Machado. Logo após, os participantes se dirigem para o Centro de Eventos Cidade de Ponta Grossa, onde acontece a festa, que segue até o dia 4 de dezembro.

Texto: Eduardo Godoy

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Natal de Luz aumenta ritmo de ensaios para apresentações, que começam dia 11

Faltando menos de 20 dias para a abertura do Natal de Luz 2010, os ensaios se intensificaram nessa semana. Cerca de 110 crianças e adolescentes participam da apresentação deste ano, que começa no próximo dia 11, sábado, e prossegue nos dias 15 (quarta-feira), 17 (sexta-feira), 19 (domingo) e 23 (quinta-feira), sempre às 22h. Na reta final de preparativos, os cantores ensaiam de duas a três vezes por semana.

Segundo Marly Prado Papi Crespo, uma das organizadoras do evento, esses últimos dias são decisivos. “São nos últimos ensaios que fazemos ajustes em coreografias e vemos se o que planejamos no cronograma inicial dará realmente certo. Em alguns casos, só nos ensaios com os cantores que percebemos que algo deve ser mudado”, conta Marly.

Este cronograma costuma ter quatro ou cinco páginas, onde todos os passos do espetáculo estão descritos, como explica Neuzeli França Ribeiro César, também da organização. “Colocamos no roteiro tudo o que vai acontecer durante os 55 minutos de espetáculo, como adereços, figurinos, solistas e apresentações externas. Eles são disponibilizados em todos os pares de janelas, entradas de sacada, coordenadores e responsáveis técnicos”, descreve Neuzeli.

Para 2010, a organização promete mais uma vez um show de luzes e músicas. Espetáculos pirotécnicos devem encantar ao final das apresentações, assim como todo o aparato tecnológico empregado. As músicas devem seguir o tema deste ano – “Tradição, cultura e fé” – fazendo uma viagem pelas tradições culturais e religiosas do país. A novidade deste ano será um palco montado ao lado do prédio, aumentando assim a visibilidade das crianças que se apresentam também do lado de fora.

Em sua 9ª edição, o Natal de Luz é mais uma vez organizado pela Paróquia Santo Antônio de Pádua, Grupo de Canto Sementinha, Spaço Arte & Música e empresas parceiras. O público esperado para as cinco noites de apresentação é de 8 mil espectadores.

Texto: Eduardo Godoy

domingo, 14 de novembro de 2010

O Quadro das Maravilhas

Peça: O Quadro das Maravilhas
Autor: Jacques Prévert
Direção: Ângela Finardi
Grupo: Companhia de Teatro de Repertório da Univille
Cidade: Joinville - SC
Local: Calçadão
Data e horário: 09/11 – 10h
Duração: 55 minutos
Classificação: livre

A peça O Quadro das Maravilhas, apresentada pela Companhia de Teatro de Repertório da Univille, de Joinville (SC), acertou na interpretação, porém errou no formato. O que aconteceu não foi teatro de rua, e sim teatro na rua (o que é bem diferente). O espetáculo não foi feito para apresentação em pleno Calçadão, onde dezenas de pessoas passam a todo momento. Uma intervenção em um local totalmente público, com o palco e um camarim tomando conta do passeio mais movimentado da cidade. É preciso tomar cuidado ao intervir tão bruscamente assim em uma zona pública, local.

O “O Quadro...” teria acertado se fosse feito em um palco italiano, ou então em uma semi-arena, com o público centrando o olhar em um quadro mesmo (como acontece com as peças “tradicionais”). Os atores, bancados pela Univille, entretanto, demonstraram que sabiam o que iriam fazer. Tudo bem marcado, com as falas na ponta da língua e a interpretação bem ensaiada. Para o teatro de rua, repito, isso não é uma vantagem, já que é preciso lidar, muitas vezes, com a presença do público muito próximo e, eventualmente, com surpresas (como ocorreu na apresentação do dia anterior – Saltimbembe Mambembancos – que tiveram que lidar com um espectador um pouco alterado e o incorporaram à peça).
Destaque para a atriz Alessandra Passos (na foto, sentada), que deu vida, magistralmente, a um mendigo do século XVI, imaginado por Cervantes. Estrelinha dourada também para a diretora da trupe, Ângela Finardi, que consegue gerenciar os 14 atores como se fosse uma mãe (transpareceu isso no debate, após a peça). E aplausos para a Univille, que investe no teatro e mantém a Companhia, custeando todos os gastos que eles têm.

No geral, repito, a peça deveria ser apresentada em um palco italiano, com aparato de luz e um público que esteja lá com o intuito principal de ver o espetáculo. Seria melhor para os atores, amadores ainda, e para o público.

Nota: 8,0
Crítico: Eduardo Godoy
Foto: Eduardo Godoy/Lente Quente