segunda-feira, 26 de abril de 2010

Páginas da Revolução (Sostiene Pereira?!)



Título: Páginas da revolução (Sostiene Pereira)
Ano: 1996
Diretor: Roberto Faenza
Produção: Portugal; França; Itália
Gênero: Drama
Duração: 104 minutos / cor
Tema: O Salazarismo e a influência da censura na mídia
Elenco: Marcello Mastroianni, Joaquim de Almeida, Daniel Auteuil, Stefano Dionisi, Nicolatta Braschi, Marthe Keller, Teresa Madruga, Nicolau Breyner, Filipe Ferrer, João Grosso



O filme Páginas da Revolução se passa na Lisboa dos anos 30, época de grande movimentação devido à Guerra Civil Espanhola e a ditadura de Salazar. O personagem principal, Pereira, é um senhor solitário, editor de cultura de um jornal. Ele conversa diariamente com o retrato de sua esposa, já morta, e convive com uma zeladora delatora em seu prédio.
Com o intuito de preparar necrológios antecipados de escritores famosos, Pereira contata-se com Monteiro Rossi, um jovem escritor de quem lera uma crônica sobre a morte. Eles marcam um encontro em um baile popular tipicamente fascista, com crianças uniformizadas militarmente e discursos acalorados. Rossi leva também sua namorada Marta, que é totalmente contra a ditadura de Salazar. O casal mostra bem a juventude contra-revolucionária, idealista e empolgada. O primeiro texto que Rossi entrega, porém, é altamente contra-revolucionário, e Pereira afirma que a censura não aceitaria a publicação. Entretanto pagá-o normalmente e concede adiantamentos para seu novo contratado.

O editor conhece Dr. Cardoso em uma clínica de emagrecimento. Este lhe fala sobre sua teoria de congregação das almas e sobre o “eu dominante”. O médico diz que o “eu dominante” de Pereira é o conservador, mas que outro “eu” pode estar surgindo e assumir a posição do “eu dominante” e isto vai alterar a forma de agir de Pereira. Esta mudança é percebida quando ele toma a decisão de ajudar a um fugitivo político amigo de Rossi e Marta a escapar da prisão. No começo da trama, Pereira mostra-se acanhado politicamente, sem reação. Ao longo do filme ele vai mudando, voltando sua visão para contra a ditadura Salazarista, e assume um ar jovial e idealista, influenciado pelo novo amigo escritor de necrológios.

No final, Pereira publica um artigo contra-revolucionário no jornal, enganando o responsável pela gráfica. Dr. Cardoso o ajuda, fazendo-se passar pelo censor que autoriza a publicação. Após isso, o editor aparentemente foge da possível represália que sofreria.

Um personagem importante é o barista Manuel, amigo de Pereira que o mantém informado dos fatos que ocorrem nas ruas de Lisboa e que a censura não permite a publicação. Vê-se aí a figura de um editor de um jornal que tem menos informações noticiosas do que um barman, já que o próprio jornalista não entra em contato com essa realidade em seus meios de comunicação fortemente censurados. Outro ponto a ser destacado é a importância que Rossi dá às coisas “escritas com o coração”. Pereira diz que no meio jornalístico isso não é o fundamental, porém ao longo do filme essa visão sofre mudanças.

A obra nos dá uma boa noção sobre como a censura age no jornalismo e nos jornalistas, alienando-os e colocando-os na posição que o poder maior (o governo vigente) exige. Porém, nos mostra como a liberdade de expressão é de suma importância para o alcance da informação e da formação opinativa da sociedade. A coragem do personagem principal do filme é algo em que os jornalistas devem se espelhar para a construção do jornalismo livre.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Saudade

Saudade que brota do fundo de minh'alma
e chega até meus lábios tristonhos,
saindo como um lamento,
carregado de letras que formam seu nome.

Que sou? Uma pobre criatura infeliz,
a remoer esperanças vãs, que sei,
nunca serão realidade!

Mas o que faço para fugir deste sentimento
que me arrasta até você,
levado somente pela lembrança do som de sua voz,
que ficou como uma suave melodia em meus ouvidos!?

- Maria Alice da Silva -

sábado, 10 de abril de 2010

Vida e morte: inevitáveis!

Acabei de ver um trecho do último capítulo da novela Cama de Gato, da TV Globo. Não que eu gostei e acompanhei a obra. Só estava mudando de canal e vi. Porém, esse pedaço que assisti me chamou muito a atenção. O “mocinho”, jovem, já doente, prevê que está chegando a hora de sua morte. Chama então seus três melhores amigos para se despedir. A comoção é geral entre todos. Porém, comoções diferentes. A mulher que o amava (com um sentido diferente de amor de amigo) chora pela perda de seu companheiro. A mulher que o jovem amava (com o mesmo sentido anterior) apenas se despede e deseja que Deus cuide dele. E o amigo de infância, que, depois de muitas brigas, consegue perdoá-lo por uma brincadeira, tenta falsear aquele momento e prolongar a vida do amigo. Entretanto, o jovem prestes a morrer apenas se despede. Podem-se notar no semblante dele sua calma, conformidade e alegria por ter aquelas três pessoas ali, ao seu lado. O momento mais aguardado da vida de qualquer pessoa chegou para ele: sua morte. A hora de ver o que nenhum ser vivente conhece, ou seja, o que há depois do fim. O que há depois do fim?





É tão difícil escrever sobre algo que não se conhece, se é que existe de fato. E por ser tão difícil e desconhecido é que se torna um mistério que levamos durante todo o tempo em que existimos aqui neste mundo. Quem nunca de deparou pensando em como será depois que partirmos daqui? É próprio do ser humano querer saber o que vai acontecer amanhã, semana que vem, no próximo ano, depois da morte. Necessitamos ter um cronograma de nossas vidas, mesmo sendo ele totalmente mutável. Amanhã vou estudar, semana que vem vou numa festa, no próximo ano vou comprar um carro, depois da morte vou... Não, eu não sei o que vou fazer quando morrer. É imprevisível e misterioso este momento.


Cada um de nós é como um livro, que guarda seu início, seu meio e seu fim.”


Mas voltando aos quatro amigos, vemos o quanto é importante o que fazemos a cada dia. Nosso comportamento, nossos ideais, nosso modo de viver, nossa terra, tudo é condicionante das pessoas que teremos ao nosso lado. O “início” é marcado pelos pais e pela família. No “meio” são os amigos (e muitas vezes os pais e a família também!) e a sociedade o ideal que buscamos. E o fim, parafraseando um professor meu, “é tudo. E sendo tudo é ao mesmo tempo nada.” É no fim que saberemos se o que foi feito durante tantos anos valeu a pena. Baterá naqueles que não souberam aproveitar a vida a sensação de arrependimento, tristeza e dor. A única chance foi desperdiçada.

Alguns podem achar feio eu estar escrevendo isso (se é que alguém vai ler), mas a morte é inevitável, infelizmente. Assim como a vida! Por isso quero viver intensamente, e não apenas sobreviver a cada dia. E no fim olhar pra trás e ver como foi bom! Quero morrer feliz.




P.S.: Não houve jeito de evitar os clichês!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Liberdade de expressão sim; ofensas não!

Programa RP2, da TV Vila Velha, é apresentado pelo "repórter-policial" Zeca. (Reprodução)



Um caso lamentável chocou os jornalistas (formados!), estudantes de Jornalismo e a sociedade brasileira esta semana. O apresentador do programa policial RP2, da TV Vila Velha de Ponta Grossa - PR, ameaçou e ofendeu moralmente um aluno e sua família ao vivo em seu programa devido a um artigo escrito no blog Crítica de Ponta, atualizado pelos alunos do 2º ano de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com críticas sobre a mídia regional e nacional para uma disciplina do curso. No artigo, com o título “Um exemplo a NÃO ser seguido”, o estudante escreve, principalmente, que o programa usa do sensacionalismo para chocar os telespectadores e conseguir aumentar seu índice de audiência. Porém, o texto é escrito sem agredir ao público do programa ou aos seus produtores. Entretanto, o apresentador e “repórter-policial” Zeca, viu essa crítica como pessoal. Aí vieram os xingamentos, as ameaças e as ofensas, não só ao aluno, mas também à sua família, ao curso, à classe e à Universidade.

O foco principal agora não é se o apresentador ou o estudante tem razão, ou o tipo de “jornalismo” que o RP2 faz. O que deve ser discutido é a liberdade de expressão. Não se pode mais opinar sobre algo que te chame a atenção? Uma crítica não é sinônima de ofensa. O que o estudante fez não foi insultar alguém, e sim dizer o que ele pensa sobre a forma como o programa é produzido e levado às casas dos assinantes desse canal de TV. O apresentador tem todo o direito de criticar a crítica, mas da mesma forma feita pelo aluno: civilizadamente. A liberdade de expressão é o suporte vital para a democracia, e deve ser feita com respeito. Como exigir que a soberania popular exista na sociedade se quem a faz não pode sequer apreciar sobre um simples programa televisivo ou se ofende com a opinião alheia, atacando o crítico? Se todos seguissem esse exemplo, a sociedade viraria um verdadeiro campo de batalhas, com afrontas de todos os lados. Seriam todos contra todos.

A censura é erguida com atos como o desse caso, pois dão respaldo ao fechamento do debate e sua repreensão. Ela suprime ações da comunicação de tal forma que o pensamento é monopolizado, não aceitando qualquer outra opinião.

O verdadeiro jornalista não censura! Ele sabe que a diversidade de ideias e ideais é que faz com que o coletivo evolua. Porém, isso dificilmente é aprendido fora de uma universidade, pois não é difundido na sociedade como deveria ser. São esses “jornalistas” que Vossas Excelências ministros do Supremo Tribunal Federal queriam?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O palanque perfeito


Pessutão busca a chefia do Palácio das Araucárias.



A 38ª Efapi – Exposição Feira Agropecuária, Comercial e Industrial do Norte Pioneiro, de Santo Antônio da Platina, serviu de palanque para a maioria dos pré-candidatos paranaenses. O governador do Estado e o vice peemedebistas Roberto Requião e Orlando Pessuti, respectivamente, aproveitaram a visita para entregar veículos ao Corpo de Bombeiros e à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) do Norte Pioneiro. Requião almeja o Senado. Pessuti quer o Governo Estadual, assim como Osmar Dias (PDT) e Beto Richa (PDSB). Dias também compareceu à feira e lembrou dos quase dez anos vividos na região. Apenas Richa não participou da Expo, já que, possivelmente, não precise dos votos do Norte Pioneiro, pois concentra a empreitada ao Palácio das Araucárias no sul do Estado.

A Efapi é o local perfeito para campanha, já que os políticos podem se aproximar do eleitorado. Nos discursos, promessas de mudança, para os novos, e exposições dos feitos realizados pelos que buscam a reeleição. As eleições são a oportunidade de escolher o representante ideal. A pesquisa da vida dos candidatos e a cobrança das promessas devem ser praticadas por nós, eleitores.




REFERÊNCIAS
Editorial “O palanque perfeito”. Tribuna Platinense, Santo Antônio da Platina, 26 de março de 2010, edição 1118, Artigos/Opinião, p. 2.

Construindo o fim da censura


Chico Buarque foi um dos principais contestadores da ditadura militar no Brasil. No álbum Construção, de 1971, Chico expõe a vida dura do trabalhador brasileiro na época. Ele, que tinha se exilado na Itália, volta ao Brasil em 1969 e lança esse disco, o melhor de sua carreira. A música “Deus lhe pague” abre o álbum, com sons parecidos com o de uma locomotiva, onde ele canta que o povo agradece, ironicamente, o pão pra comer, o chão pra dormir, a concessão pra sorrir, o ar pra respirar e até por deixá-lo existir. O sofrimento do povo é mostrado já no início do disco, que contesta o governo militar. Em seguida, “Cotidiano”, música que se tornou grande sucesso de Chico, revela como era, cronologicamente, o dia do brasileiro na época, colocando, para isso, uma história de um casal em primeiro plano. O samba “Desalento” dá um toque romântico ao disco. A quarta faixa, “Construção”, é a obra prima do disco e uma das melhores músicas brasileiras. Com apenas dois acordes, ele constrói a vida de um pedreiro sem perspectivas, destinado a morrer na construção civil. Na primeira parte da música, antes da morte, os fatos se relacionam, mas na segunda parte, após a morte do pedreiro, tornam-se desconexas, graças à troca da última palavra de cada verso. A sonoridade vai aumentando conforme o andamento da canção. Para finalizar, ele incorpora uma parte da música de abertura do álbum, “Deus lhe pague”, mostrando a relação entre a vida do pedreiro e o modo de vida que os militares estavam impondo aos brasileiros. Em “Cordão”, novamente uma crítica ao governo militar. “Ninguém vai me acorrentar enquanto eu puder cantar, enquanto eu puder sorrir”, diz uma parte da música. A próxima canção, “Olha Maria”, Tom Jobim participa com seu piano indescritível, porém parece não se relacionar com o restante do disco, ficando isolada das outras músicas. “Samba de Orly” traz, mais uma vez, referências ao momento passado pelo Brasil. Um amigo que se despede de outro no aeroporto europeu e pede para que traga notícias boas da terra tupiniquim. Uma canção de amor, “Valsinha” tornou-se outro sucesso de Chico, expondo um feliz encontro de um casal. “Minha história” traz uma alegre música do Menino Jesus. Finalizando essa obra prima, uma linda canção de ninar. “Acalanto” sugere que não vale a pena acordar, que a vantagem da negligência do sono é a vantagem absoluta para combater a realidade. Uma música curta que, com o som do violino ao fundo, traz um arranjo lindíssimo e dá um toque de fim, de sono ao álbum: as músicas e os ideais adormeceram.



REFERÊNCIAS
BUARQUE, Chico. LP “Construção”. Phonogram/Philips, 1971.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Receita de ano novo

Recebi um e-mail com esse poema do Carlos Drummond de Andrade. Tem tudo a ver com a época, com todos os seus clichês imprescindíveis.

Receita de ano novo
(Carlos Drummond de Andrade)

Para você ganhar belíssimo Ano Novo,
Cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação
Com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido)
Para você ganhar um ano
Não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
Mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
Novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
Novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
Mas com ele se come, se passeia,
Se ama, se compreende, se trabalha,
Você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
Não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
Passa telegramas?)

Não precisa
Fazer lista de boas intenções
Para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
Pelas besteiras consumidas
Nem parvamente acreditar
Que por decreto de esperança
A partir de janeiro as coisas mudem
E seja tudo claridade, recompensa,
Justiça entre os homens e as nações,
Liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
Direitos respeitados, começando
Pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
Que mereça este nome,
Você, meu caro, tem de merecê-lo,
Tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
Mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
Cochila e espera desde sempre.

Pense nisso...

Tenha um FELIZ ANO TODO!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Chega logo 2010!

Final de ano, época de balanços e promessas. Também quero fazer isso. O local é aqui e o momento é agora. Para começar, um trecho de uma música que acabei de ouvir: "Este ano quero paz no meu coração". Bom, acho que resumi tudo o quero para 2010. Fim.

Nããããão!!!! Vamos fazer direito.

2009 não foi lá aquelas coisas né, mas.... fazer o que? O jeito é seguir em frente. Começamos com crise econômica, gripe do porco, mudança no Enem, fraude do Enem. Pra melhorar foi meu ano de vestibulares. Tensão e cobrança na escola. Junta-se a isso um pouco de ansiedade e a saudade antecipada dos meus amigos, que praticamente todos irão se separar. Uma pitada de tristeza no amor (e que pitada!) e está feito um dos piores anos.

Mas por outro lado, 2009 foi o ano em que eu me decidi pelo Jornalismo. E isso é bom! Consegui um emprego bom, com o que eu quero. Fiz boas amizades na área, que acho que poderão me ajudar muito daqui pra frente (espero!). Descobri uma coisa muito importante sobre meu passado. Descobri que tenho uma irmã. Mas não sei quem é, onde mora, o que faz. Ainda.

Li bastante. Ri bastante. Cantei. Dancei. Me diverti. Fotografei. Beijei. Amei. Aconselhei. Rezei. Orei. Chorei. Me emocionei. Me despreocupei. Escrevi. Passeei. Fui em shows. Fiz teatro. Estive com meus amigos e aproveitei ao máximo. Disse a meus pais o quanto eu os amo. Abracei quase todos meus amigos e minha família.

Tá bom: não foi um ano tããão ruim assim. Mas não foi dos melhores não. Enfim, espero que 2010 seja melhor que 2009 e pronto.

O que eu espero para 2010? Sendo bem objetivo: que o curso de Jornalismo seja legal e eu goste, que eu encontre alguém pra amar, que minha família continue sempre unida, que eu cresça no meu trabalho e na minha área, que eu faça novos amigos e continue com os que já tenho. Só. Fácil, né?

Como as coisas mudam de um ano para outro, não? 2008 estava tudo diferente. 2009 (2000inove) as coisas mudaram de novo. E 2010 já promete muito mais mudanças. Então, que venha logo 2010, ano em que não podemos fazer trocadilho com os números, mas que espero ser realmente o das inovações!

Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal?

Qual o verdadeiro sentido do Natal? Parece clichê, mas mesmo assim ultimamente as pessoas não estão nem ligando pra isso. Não se fazem mais Natais como antigamente.

Eu estava em uma "ceia" agora há pouco. E fiquei pensando: com todo esse espírito de Natal, nascimento de Jesus e tal, como a gente pode se preocupar tanto com a quantidade e a variedade de carne que vamos comer??? A gente (digo "a gente" porque, mesmo não sendo nós os assassinos primários, somos nós que comemos) mata animais para poder comê-los na noite de Natal! Não deveria ser ao contrário? Uma noite de relação com a natureza que Deus fez e etc? Mas não. Nos deliciamos com o corpo de outros seres vivos. Jesus veio para salvar só os seres humanos ou toda a criação de Seu Pai??? Agora fiquei mais intrigado ainda!

Mas voltando ao espírito de Natal. Eu disse que não se fazem mais Natais como antigamente. Parece que a cada ano que passa, essa época vai ficando cada vez mais reduzida e "normal". Ontem que fui perceber que já era dia 23 de dezembro! As crianças não ligam mais tanto pra essa época. Só pensam nos presentes (e que presentes!!!)

Amanhã já até imagino como vai ser: bebedeira, comilança, falação das vidas alheias, etc etc etc. Família??? Sem comentários.

Estava assistindo ao final da Missa do Galo, direto do Vaticano. Pra quê tantas regras??? Por que eles fazem uma missa só para ricos??? Pra mim, o mais importante é compreender que estamos comemorando o nascimento de Jesus, que nasceu para morrer para nos salvar!!! Eu acho que Ele não gostaria de ver isso do jeito que é, no que se transformou. Tanto glamour, tantas regras, tantos bens materiais dentro da Sua Igreja. Enquanto isso muitas pessoas do lado de fora passando frio e fome.

Estou um pouco desacreditado em Natal. Feliz aniversário Jesus!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ESC

Às vezes é tão difícil terminar algo. Dar um ESC nas conversas, nos sonhos, nos encantos, no amor. Não é nada fácil. Sou do tipo de me apaixonar, não de "pegar". E quando realmente uma pessoa se apaixona, o fim se torna o momento mais angustiante. O amor verdadeiro demora para ir embora, dar um adeus definitivo, fechar a porta do coração para aquela paixão.

Quando a gente acha que acabou, vem uma nova conversa sutil, no horário que era de costume, com os mesmos assuntos de antes, com a música que sempre tocava... E a gente vê quão grave foi o erro cometido e que fez com que tudo que era bom terminasse. A saudade fala alto, grita que quer aqueles momentos novamente. Por que não podemos voltar atrás e consertar o que foi feito errado?

Amo amar, odeio ter que parar de amar! Que saudade de quando eu escrevia "eu te amo" quando o assunto acabava e ficava aquela lacuna de espaço para o próximo. Agora, o boa noite é apenas um boa noite. "Que amor era esse que não saiu do chão?"

Alguns cantores falam por mim. Por exemplo, agora, escutando Pouca Vogal (logo eles?): "A lembrança sempre vem numa noite sem luar".

domingo, 1 de novembro de 2009

O começo do fim e do recomeço



Primeiro dia do mês de novembro. Olhando o calendário, vejo que faltam apenas dois meses para o Ano Novo, 55 dias para o Natal, 50 dias para o PSS da UEPG, 43 dias para o Natal de Luz, 42 dias para a segunda fase da UFPR, 35 dias para o Enem, 29 dias para a primeira fase da UFPR, 25 dias para o final das aulas.

Final das aulas. Isso está mexendo um pouco comigo. É o final de um ciclo de 11 anos. A partir de agora não será mais escola, será faculdade. É outra coisa... Além disso tem os amigos né. Não só os amigos da sala, mas também os professores legais e a equipe do colégio. Esses 25 dias que faltam serão de "últimos". Última prova de cada matéria, última tarefa, últimos encontros, últimos risos juntos, últimos micos, últimas fotos, últimos intervalos, últimos cochilos na carteira...

Mas, como sempre, tudo que acaba é o início para uma nova fase. E é essa nova fase que está me deixando preocupado. Principalmente este final de semana. O final de semana da decisão. Ir ou ficar? É isso que eu tenho que responder a mim mesmo e depois comunicar aos que estão a minha volta. Quando comecei a escrever esse blog tinha a certeza de que iria embora fazer faculdade em Curitiba ou Ponta Grossa. Hoje já está diferente. Comecei a colocar na balança os pontos positivos e os negativos de ir e de ficar. Os pontos positivos de ficar ganharam. Trabalho fixo, oportunidades a curto prazo, oportunidades a longo prazo, gastos extremamentes menores e, principalmente, família mais tranquila (em todos os sentidos). Desde quinta-feira não estou conseguindo dormir por ficar pensando tanto nisso.

Como o tempo passa rápido, não é?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Quem?

A falta de memória pode nos atacar a qualquer momento. Isso é normal do ser humano. Uma hora ou outra isso vai assombrar a todos, seja um esquecimento sutil ou uma daquelas histórias inesquecíveis. Como do cara que encontrou com uma pessoa na rua e não se lembrava do nome do possível amigo. Ele tenta de todas as formas se lembrar e não consegue. No final, o "amigo" se despede e chama-o por outro nome, deixando evidente que o mal entendido foi criado pois eles realmente não se conheciam.

Nosso cérebro às vezes nos prega essas peças. E, em algumas delas, pode ser sério. O esquecimento pode atrapalhar um relacionamento, o trabalho, a escola, os amigos. A data do início do namoro, um telefonema que esqueceu de avisar o chefe, uma tarefa que esqueceu de fazer, uma festa que esqueceu de chamar alguém às vezes se torna o motivo para tomada de certas atitudes, acarretando em consequências não muito legais. Mas pode se tornar engraçado também, dependendo da forma como é tratado.

Com o avanço da idade, o esquecimento é cada vez mais normal. Ultimamente estou vivenciando isso de perto. Minha avó já começa a apresentar os sinais do tempo. É normal ela me chamar pelo nome de meu primo e vice-versa. Esses dias fui visitá-la e, não para minha surpresa, ela já chegou trocando meu nome. E conversa vai, conversa vem, e não tinha uma vez que ela acertava. O pior: ela perguntava as coisas que deveriam ser endereçadas a meu primo. Como vai a faculdade? E o escritório do seu pai? Você trocou a moto? Era impressionante. Eu não faço faculdade ainda, não é meu pai que tem um escritório e sim o meu tio, e não tenho Carteira de Habilitação para ter uma moto. Mas respondia isso tudo educadamente. Afinal, não é por querer que ela faz isso. Eis que chega meu primo. E, agora, era ele quem se via na frente da parede com as perguntas que deveriam ser feitas a mim. No final saimos de lá acreditando que um era outro e o outro era um. Aliás, quem sou eu mesmo?





P.S.: Esta crônica foi escrita para uma atividade da escola, portanto alguns fatos não representam a realidade. Vó: te amo!