sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Aos olhos de todos e todas
Corredor
Em uma das pontas, um menino, juntamente com seu tutor, esperava a passagem de alguém. O garotinho parecia eufórico e ao mesmo tempo extremamente preocupado, tanto que uma ruga se formava em cima de sua testa. Estava vestido em um conjunto de moletom, os cabelos estavam bem penteados para o lado direito e os tênis brancos estavam limpíssimos. O visual era alinhado demais para um menino de uns 8 anos, o que fazia qualquer um que o visse acreditar que quem ele esperava era importante o suficiente para fazê-lo até lavar os tênis.
Em uma tarde quente de verão a mãe havia chegado à casa com o novo namorado. O cara passava a impressão de que era envolvido com algo perigoso. O menino torceu o nariz para ele, e, logo em seguida, ouviu a sirene da polícia. Muitas viaturas pararam na porta da casa e os policiais, todos fardados, entraram quebrando tudo. Sem perguntar nada, renderam a mãe do garoto e começaram a revirar suas coisas. Dentro da grande bolsa vermelha que ela carregava, o policial encontrou um pacotinho com algumas gramas de cocaína, e, embaixo do assoalho da casa, outro policial encontrou a balança que o dito namorado usava para pesar a droga, que mais tarde seria vendida para algum viciado. Foi assim que a mãe do menino foi presa e o namorado mal-encarado, por ter nível superior completo, foi para a delegacia com uma intimação para julgamento e após algumas horas foi liberado.
Quem acompanhava o garoto era o advogado da mãe. A família tinha razoáveis posses, pois o pai do garoto, morto já havia alguns anos, tinha deixado um escritório de contabilidade que rendia um bom lucro mensal. Era o suficiente para manter o menino em uma escola particular e dar a ele todos os video-games que ele poderia usar e dar à mãe todos os sapatos e bolsas que ela gostava.
O pequeno menino desprendeu-se de sua lembrança e saiu correndo em direção aos braços da mãe. O advogado tentou freiá-lo em vão, porque seus minúsculos ombros escaparam por entre os dedos do defensor da lei. Com os braços abertos e os olhos cheios de lágrimas, o garoto corria e a mãe chorava lembrando-se do pedido que havia feito ao advogado dias antes da data do julgamento ser marcada. “Leve meu filho para me esperar passar pelo corredor do Fórum. Essa será a única hora que eu conseguirei vê-lo porque provavelmente eu serei condenada”, disse a mãe ao homem de terno que a defendia.
Ela seria condenada porque, algumas horas antes do julgamento acontecer, a família do então ex-namorado havia a procurado. A proposta era que ela dissesse que era culpada para ele sair ileso. Caso contrário o menino iria pagar pelo crime da mãe com a vida. E, enquanto o filho não fosse morto, eles não iriam ficar satisfeitos.
Em um violento gesto o policial colocou o braço esquerdo na frente do menino e jogou-o para o canto do corredor. Ele chorava desesperadamente e a mãe em prantos foi arrastada para dentro da sala de julgamento. O garoto ficou sem o abraço da mãe e ela soube imediatamente que não veria o filho crescer, pois passaria boa parte de sua vida na cadeia. Assim o menino passou pelo corredor como provavelmente tantos outros meninos já passaram. Naquela noite ele dormiu pensando que o policial não poderia ter filhos, tamanha a frieza com que ele foi lançado longe da mãe pelo homem de farda. Então abraçou o ursinho de pelúcia que ganhou da avó e dormiu. Durante o sonho uma lágrima escorreu de seu pequeno olho. Assim que ele acordou pensou duas vezes antes de gritar 'MÃE' porque sabia que ela não iria correr para o quarto e acalmá-lo. Ficou quieto e dormiu, visto que estava desamparado dentro de sua própria casa.
Texto: Luiza Slaviero
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Continua o impasse das comissões na Câmara Municipal de Ponta Grossa
Fundamental para a votação dos projetos, o impasse sobre as comissões já ameaça até a festa mais popular do país, o carnaval. Sem votações, a câmara não pode repassar a verba para a Liga das Escolas de Samba de Ponta Grossa, comprometendo o bom andamento da festa. Dentre os que foram acompanhar a sessão estava o presidente da Liga e seus auxiliares.
Texto: Jean Marcel Ferreira
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Trote
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Boa fase no Bom Dia Paraná
Com apresentação competente de Wilson Soler, que também ocupa o cargo de diretor de Fiscalização do Exercício Profissional do Sindijor-PR, e Thais Beleze, formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, o jornal conta com 60 minutos de duração, das 6h30 às 7h30, quando dá lugar ao Bom Dia Brasil. Um dos fatos que me surpreendeu foi a quantidade de links ao vivo em pleno começo de manhã. Só hoje foram seis: Curitiba, Maringá, Londrina, Paranavaí, Cascavel e Foz do Iguaçu, além de imagens de Caiobá, Paranaguá e Guarapuava. Isso mostra a valorização empregada pela central televisiva do GRPCom, da capital, nas praças do interior.
Outro ponto que chamou a atenção foi a participação, também ao vivo, de personagens e fontes importantes, como uma advogada do Procon de Curitiba, uma personagem de Londrina, o presidente da Sociedade Rural de Paranavaí e o secretário estadual de Infraestrutura e Logística.
A seleção de pautas também é outro aspecto positivo, indo de economia, política, agrobusiness e cotidiano a assuntos menos factuais, porém de grande importância para o telespectador da manhã, como o quadro semanal sobre direitos do consumidor (que ocupou cerca de 15 minutos do noticiário, com entrevista no estúdio e link ao vivo do Calçadão de Londrina) e a situação estrutural dos aeroportos do Paraná (com entrevista ao vivo no estúdio de Maringá).
A previsão do tempo, apresentada por Adriana Milczewski, também não deixa a desejar, mostrando ainda a previsão pluviométrica do dia nas regiões do estado. O ponto negativo, porém, vai para um assunto que não muda em todos os outros noticiários do grupo: a polarização do futebol paranaense em torno dos times da capital. Uma matéria hoje mostrou a péssima fase do Paraná Clube, que perdeu ontem para o Operário, de Ponta Grossa. Em nenhum momento foi citado o merecimento do time pontagrossense, que venceu o jogo por 2 a 1, apenas a má etapa do time da capital do estado.
Como se viu, porém, há um superávit entre os pontos positivos e negativos do Bom Dia Paraná. A RPC TV não poderia dispensar outro tratamento ao telejornal diário mais antigo da rede, fundado em 1983, junto com os outros Bom Dia Praça e o Bom Dia Brasil. O telespectador paranaense da manhã tem a oportunidade ideal para “começar o dia bem informado sobre as principais notícias do estado”, como diz a chamada do programa.
Texto: Eduardo Godoy
Imagem: Divulgação
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
A vida nas filas
Enquanto espera, uma senhora morena, aparentando 40 anos, lê a Folha Universal. Observo. Ela me olha friamente e logo ataca: “Os jovens de hoje precisam de Deus. Necessitam de um caminho. Você não acha?” Respondo positivamente com a cabeça. Ela abaixa o rosto e continua lendo. Logo a minha frente dois senhores conversam. É uma daquelas conversas que os jovens deveriam prestar atenção. Um deles, sempre que termina de contar um ‘causo’, afirma com muita ênfase: “Viu, mais é verdade mesmo, eu num tinha porquê menti”.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Romanelli é contra dissidência na Amunorpi
O secretário, em resposta a este jornalista, afirmou que “a discussão ainda está na região”, falando sobre uma possível conversa do Governo do Estado com os 13 prefeitos dissidentes. Segundo ele, “os de ‘fora’ que estimularam as profundas divergências, desaparecerão”.
Conforme divulgado pelo npdiario.com na noite de sexta-feira, dia quatro, 13 prefeitos da região decidiram por formar uma nova associação de municípios, separando-se da Amunorpi. A nova entidade pretende englobar as cidades de Joaquim Távora, Tomazina, São José da Boa Vista, Carlópolis, Santana do Itararé, Jundiaí do Sul, Pinhalão, Curiúva, Jaboti, Conselheiro Mairinck, Ibaiti e Wenceslau Braz. Poderão se incorporar ao grupo ainda municípios dos Campos Gerais, como afirmou o prefeito de Wenceslau Braz, Athayde Ferreira dos Santos Junior (PCdoB).
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
39ª Efapi lança site e divulga programação

A programação artística também está praticamente acertada, com dois shows gratuitos, dois pagos e ainda o Show de Calouros, que encerra a exposição, no domingo, 03. A 39ª Efapi começa em uma quarta-feira com o show pago de Fernando e Sorocaba, em final de negociações. Na quinta-feira, 31 de março, é a tradicional atração Jair SuperCap Show, que há anos anima uma noite da feira. A dupla sertaneja Jad e Jéferson sobe ao palco na sexta-feira. E no sábado mais um show pago, com a dupla Teodoro e Sampaio, também em final de negociações.
A escolha da Anfitriã da Efapi acontece na noite do dia 18 de fevereiro no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Santo Antônio da Platina (ACESAP). As inscrições já podem ser realizadas no Departamento de Turismo ou no Departamento de Cultura da Prefeitura platinense, na Av. Oliveira Motta, 1100, próximo ao Platina Shopping. A ficha de inscrição também está disponível no http://www.santoantoniodaplatina.pr.gov.br/ . Entre os requisitos, a jovem deve ter entre 16 e 23 anos, morar em Santo Antônio da Platina e se comprometer a participar de todos os eventos da Efapi 2011.
Os leilões serão comandados mais uma vez pela Cia de Leilões Arão Dias Neto. No dia 24 de março será comercializado Gado Geral, assim como no dia 29. No dia 31 é a vez do Gado Charolês. Gado Canchin será leiloado no dia 1º de abril. No dia 02, Gado de Leite. E fechando a agenda, Gado de Corte no dia 03. Os lances serão no Recinto de Leilões da Efapi.
Como nos anos anteriores, a LondriPark será responsável pela diversão das crianças e jovens. Entre os brinquedos instalados, estarão o Kamikaze, Samba, CrazyDance, Evolution, Barca Viking, Happy Mountain e Tapete Mágico. No domingo pela manhã acontece a Cavalgada da Efapi pelas ruas centrais de Santo Antônio da Platina, saindo da Avenida Frei Guilherme Maria e seguindo pelas ruas Marechal Deodoro da Fonseca e Rui Barbosa. Da mesma forma que 2010, não será permitida a ingestão de bebidas alcoólicas durante a cavalgada, que conta com o apoio da Polícia Militar.
O rodeio ainda não foi divulgado pela organização, porém já se sabe que terá novidades. O ex-deputado federal Francisco Beckert vendeu sua Cia de Rodeios Chico da Princesa, que participava anualmente da Efapi. Os eventos técnicos, com o apoio da Emater, também não tiveram divulgação.
O site da 39ª Efapi é o www.expofapi.com.br/2011.
Texto: Eduardo Godoy
Imagem: Divulgação
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
(des)Respeito ao passado
Antiga Biblioteca; futuro entulho
A foto acima, tirada na tarde de hoje, 11, é, talvez, uma das últimas imagens de mais um prédio que está morrendo em Santo Antônio da Platina. A casa, na rua Rui Barbosa, abrigou, durante anos, a Biblioteca Municipal José de Alencar. É (ou era) uma das últimas casas antigas no centro da cidade, tomada pelo comércio que vem se revitalizando nos últimos anos e enchendo as fachadas de placas e mais placas.
A Biblioteca foi alvo de uma matéria minha em 2008 devido aos problemas estruturais e administrativos. Chovia nas dezenas de livros armanezados em prateleiras que poderiam cair a qualquer minuto. Vi a situação pelas janelas, entreabertas, já que fui duas vezes ao local e não havia funcionário. Na terceira vez consegui conversar com um atendente, que informou que não poderia responder pelos problemas estruturais e a ausência de atendimento se devia à falta de funcionários da prefeitura.
Saí da Biblioteca e fui ao gabinete do Chefe do Departamento de Cultura, órgão integrante da Secretaria de Educação e Cultura. Dr. Neno Bartholomei disse que uma reforma era realmente necessária e iria sair, porém, sem data prevista. Sobre a falta de funcionários, resolveu na hora. Telefonou ao responsável, que disse estar de atestado médico. Acredite quem quiser... Em 2009 outros meios da imprensa local denunciaram a situação da Biblioteca Municipal, que foi transferida para uma recém-terminada ‘sala de comércio’, sem nenhuma característica que lembrasse um prédio cultural. Os livros foram salvos, mas o marco da cultura local, necessitada apenas de uma reforma, agora está indo abaixo.
Ao lado da demolição já é possível ver outro grande terreno, talvez do mesmo dono, com a terraplanagem pronta para se incorporar à área ‘limpa’. Possivelmente será construído mais um grande prédio para abrigar um comércio. Enquanto isso, a Casa da Cultura Platinense está fechada, esperando a prometida reforma; o prédio da antiga Casa Carvalho foi transformado em uma rosada lojinha de bijouterias; o velho Foto Tanko está dando lugar a outro ponto de comércio; a Casa das Meias morreu e em seu lugar levantaram duas lojas; o Calçadão Manoel Arrabaça Ribeirete, que eu chamava carinhosamente de ‘Calçadão Bossa-Nova’, foi transformado em uma mescla de cores estranhas, com pequenos espaços (das mesmas cores) para comércio de lanches e com postes de luzes horríveis; a praça São Benedito foi tomada por prédios públicos, inclusive uma Biblioteca Cidadã, do Governo Estadual, com arquitetura ‘sem-sal’; e a praça Frei Cristóvão Capinzal está às escuras, também aguardando a prometida reforma, principalmente no coreto (por mim tirava-o e colocava o antigo chafariz, muito mais bonito).
Os tijolos de barro artesanais e as janelas de madeira estão caindo. Com elas, o passado platinense, a história de uma cidade quase centenária e a cultura arraigada nos pisos e assoalhos de nossos antigos lares.
Texto: Eduardo Godoy
Foto: Eduardo Godoy
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
A novela é mexicana, mas o protagonista é gaúcho!
O enredo teve início ainda no ano de 2010, com o fim da temporada no Brasil e o começo do vai-e-vem no mercado da bola. Também tiveram início os boatos sobre a volta do jogador ao futebol brasileiro. Os primeiros clubes a sondarem o craque foram Palmeiras e Grêmio, logo depois o Flamengo entrou na briga. Ronaldinho não vinha em grande fase no Milan e, como alguns jogadores na sua idade, estava desejoso de voltar ao Brasil, assim como fez Ronaldo. O Fenômeno chegou a fazer menção de repetir a dupla Ro-Ro com a camisa do Timão, e Andrés Sanches, presidente do Corinthians, manifestou a vontade e possibilidade de contar com Gaúcho no elenco, porém, tudo sem euforia e com certa distância.
Já a postura do Grêmio foi bem distinta da adotada pelo Corinthians. Os Gaúchos contavam como certa a volta de Ronaldinho às origens, afinal, foi o time gaúcho que revelou o craque e o projetou no cenário nacional, e quase tudo parecia certo. Quase tudo... O próprio jogador chegou a declarar que por sua vontade já estaria com a camisa do Grêmio. Sábio Ronaldinho, essa era SÓ a sua vontade, mas, sempre existem outros interesses envolvidos, ainda mais na transição de um dos maiores e mais cobiçados jogadores do mundo.
O Grêmio chegou a colocar caixas de som no Estádio Olímpico, para o que seria a festa no regresso do ídolo. Torcedores se aglomeraram em frente ao Estádio na espera do jogador. Nada feito, afinal, como dizem os ‘boleiros’, o jogo só acaba quando termina, e no caso das transições no futebol, o jogo só acaba quando o contrato é assinado. E assim foi com a novela Ronaldinho Gaúcho. A trama teve uma guinada e tanto com a entrada de outro personagem, Adriano Galliani, o vice-presidente do Milan.
Já na entrevista coletiva, concedida na última quinta-feira, 06, Galliani manifestou claramente a sua preferência pelo clube carioca. "A decisão final é do Ronaldinho e do Milan, mas pelo coração eu gostaria que fosse o Flamengo", declarou o dirigente italiano. No sábado, 08, já em reunião com representantes do Flamengo, inclusive a presidente Patrícia Amorim, no apartamento de Galliani, no Leblon, o destino do craque parece ter mudado de vez. “Acredito que Ronaldinho é 99,99% do Flamengo”, declarou o vice-presidente na saída do encontro. Já Patrícia Amorim, mais cautelosa, parecendo conhecer bem o ditado aqui já mencionado, disse que o Flamengo fez tudo que pode e que está animada, mas sabe das complicações da negociação. “A ansiedade é grande, mas o importante é que o Flamengo está aguerrido na busca de trazer esse grande jogador”, afirmou Patrícia.
A guinada na novela trouxe felicidade e euforia para os flamenguistas; decepção para corintianos e palmeirenses; mas principalmente despertou o ódio nos gremistas. Desde os mais simples até os mais ilustres torcedores do Grêmio, a demonstração de ira com o fim da trama é unânime. Faixas de repúdio ao jogador e ao seu irmão, que também jogou no time gaúcho, foram colocadas no Olímpico, com os dizeres: “R10 e Assis, que Deus perdoe vocês. Porque a nação gremista não vai perdoar!”. Fazendo menção a marca R10, que pertence ao craque. Além disso, os gritos de “pilantra” e “mercenário” não ecoam somente nos bares e padarias, mas também na Internet. O site ‘Dentuço pilantra’ (http://www.dentucopilantra.com.br/) foi reativado. O conteúdo da página não é nada lisonjeiro a Ronaldinho, muito menos ao seu irmão e empresário, Assis.
O ressentimento foi parar até no âmbito político: o deputado gaúcho Gilmar Sossella (PDT), torcedor declarado do Grêmio, disse que vai propor à Assembleia Legislativa que o jogador seja declarado ‘persona non grata’ no Rio Grande do Sul. A expressão em latim refere-se a uma pessoa que não é bem-vinda em determinado lugar. O desfecho da novela Ronaldinho mereceu comentários até da realeza do futebol. Pelé deu sua opinião sobre o caso e foi taxativo. “Ele deveria jogar de graça no Grêmio, já que ele ama o time. Ele está com a vida feita, né?”, criticou o Rei. Ele ainda relembrou a temporada de 1974, em que jogou de graça pelo Santos, já que o Clube passava por dificuldades.
Normalmente as novelas acabam nas sextas-feiras. Já essa, acabe quando acabar, já tem o resultado mais que explícito. Ronaldinho Gaúcho prejudicou muito sua imagem no Brasil, seja, como alguns dizem, por culpa de Assis, pelo decorrer dos fatos, ou mesmo por sua indecisão. Agora críticas surgem de todos os lados e, se o jogador, cultiva o sonho de jogar a Copa de 2014 no Rio vai ter que reconquistar a confiança dos brasileiros e principalmente, seja no clube que for, voltar a jogar o futebol que esperam dele.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Bernardo está com medo da Globo. E mistura “liberdades”
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Clichê necessário
UNIMULTIPLICIDADE
Composição: Ana Carolina e Tom Zé
Neste Brasil corrupção
Pontapé bundão
Puto saco de mau cheiro
Do Acre ao Rio de Janeiro
Neste país de manda-chuvas
Cheio de mãos e luvas
Tem sempre alguém se dando bem
De São Paulo a Belém
Eu pego meu violão de guerra
Pra responder essa sujeira
E como começo de caminho
Quero a unimultiplicidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade
Não tenho nada na cabeça
A não ser o céu
Não tenho nada por sapato
A não ser o passo
Neste país de pouca renda
Senhoras costurando
Pela injustiça vão rezando
Da Bahia ao Espírito Santo
Brasília tem suas estradas
Mas eu navego é noutras águas
E como começo de caminho
Quero a unimultiplicidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade
SÓ DE SACANAGEM
Texto: Elisa Lucinda
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!
