terça-feira, 21 de junho de 2011

Casa da Cultura Platinense está fechada há quase três anos

Lei Rouanet pode ser uma saída para angariar verba para reforma





Fechada desde 2008, a Casa da Cultura Platinense (CCP) caminha agora para mais uma batalha em busca de verba para reforma. Desta vez, a procura vai ser através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ou Lei Rouanet, que destina até 4% do Imposto de Renda das empresas para ações culturais. O projeto para reforma do espaço será enviado através do Conta Cultura, ação da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná para facilitar o contato entre empreendedores culturais e empresas interessadas em patrocinar projetos culturais. O plano e ficha de inscrição devem ser enviados até o dia 14 de maio, já com o registro no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) do Ministério da Cultura (MinC).


Segundo o diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de Santo Antônio da Platina, Carlos Alberto Teixeira da Annunciação, o problema vem de gestões anteriores. “A prefeita Maria Ana Pombo assumiu em 2009, quando a Casa já estava fechada. Desde lá, viemos buscando formas de conseguir dinheiro público federal para reforma”, afirma. Em meio à bagunça de documentos dos mais variados tipos em uma caixa de papelão, o diretor mostra que a CCP, administrada pela Fundação Cultural de Santo Antônio da Platina, foi interditada em 2006 pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), mas reabriu em 2007. Em 2008 (ver errata abaixo), voltou a ser fechada pelo CREA e pelo Corpo de Bombeiros, que detectaram problemas na estrutura das paredes, telhado e forração. A partir daí, a Fundação Cultural abriu mão do espaço e repassou à Prefeitura, com o objetivo de agilizar o processo de reforma.


“Em 2009 conseguimos a liberação do hall de entrada, que não estava comprometido graças ao mezanino, que protege o local. Então, foram realizados os projetos Terça-feira Livre e Talentos de Nossa Terra, que davam espaço para apresentações musicais da cidade”, conta o diretor. O piano Essenfelder, de um quarto de cauda, avaliado em torno de R$ 35 mil, foi recuperado, afinado e trazido também para o hall, sendo utilizado nas apresentações da Terça-feira Livre. Annunciação disse que estuda uma parceria com escolas de músicas para que ele seja utilizado pelos alunos que não possuem piano. Porém, essa promessa já foi feita em 2009, em entrevista à reportagem do jornal Tribuna do Vale (edição de 25 de agosto de 2009).


No mesmo ano, uma emenda parlamentar do deputado federal Dr. Rosinha (PT) destinou R$ 500 mil para a reforma da CCP, com contra-partida da prefeitura de R$ 120 mil. O projeto arquitetônico, desenvolvido pelo Departamento de Engenharia da Prefeitura, foi encaminhado ao MinC no último dia do prazo, 24 de novembro de 2010, conforme informa reportagem do mesmo jornal em 25 de novembro de 2010. O plano foi autorizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que a Casa da Cultura Platinense é único prédio platinense tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual. O dinheiro empenhado, entretanto, nunca chegou. De acordo com Carlos, o corte de verbas anunciado pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega, em dezembro de 2010, fez com que a verba fosse cancelada.


“Somente quem viveu os tempos de ouro da Casa da Cultura, quando tínhamos shows como o Oswaldo Montenegro, ou peças de teatro consagradas, recitais periódicos de música, exposições e muitas outras atividades artísticas, é que sente o que estamos falando de perder a Casa da Cultura”, desabafa a professora e diretora do departamento de cultura do Colégio Tia Ana Maria, Cristiane Papi Crespo Frufrek. Ela lembra que, graças à Fundação Cultural, a CCP abrigou um intercâmbio cultural com a cidade de Ohio, nos Estados Unidos. “Hoje, a conversa é muita, mas nenhuma ação. Falta fazer e deixar o falar de lado”, conta.


Para Antônio Altvater, músico e um dos fundadores do Movimento Cultural Independente, o setor cultural da cidade está carente de incentivo e de público. “Os platinenses perderam o conceito de cultura com a falta de um centro referencial nesse campo, como a Casa da Cultura”, diz o músico. Segundo ele, muitas pessoas lembram da CCP apenas como o cinema da cidade e esquecem que o local poderia ser utilizado para oficinas, exposições, teatro e música.


Para reverter a situação da falta de espaço adequado e promover a democratização do acesso à cultura, foi criado o Movimento Cultural Independente. O principal evento organizado pelo grupo é o Intervenha!, que teve a primeira edição no dia 9 de abril na Praça Frei Cristóvão Capinzal, no centro de Santo Antônio da Platina. “A ideia é justamente buscar a democratização para o lado dos artistas e para o público também, mapeando na cidade e região artistas que fazem um trabalho original e que têm sua produção sufocada pela cultura de massa”, explica Altvater. O Intervenha! deve acontecer mensalmente e de forma independente, com apresentações musicais, exposições de fotografia e artes plásticas, varal de contos e poesias e teatro. “Para o público, o conceito do Intervenha! é de sempre acontecer no espaço urbano, nas ruas, deixando a arte regional mais acessível”, conta.


Enquanto a Casa da Cultura permanece fechada, as ações culturais no município se restringem a projetos independentes e programas realizados pelas escolas. Políticas públicas voltadas à cultura também não são pensadas pelos administradores municipais. “Nossa sociedade perde por tirar de nós algo que é necessidade pra formar cidadãos mais críticos, emotivos e interessados”, finaliza Cristiane Papi.

*ERRATA:

Segundo a assessora da Prefeitura em 2008, na gestão de Pedro Claro de Oliveira Neto, Ana Maria Zava, a Casa da Cultura Platinense foi fechada apenas em 2009. De acordo com Zava, houve apresentações como de Ary Toledo, peças teatrais, como O Bobo de Shakespeare e Procura-se Mulher Perfeita, além de apresentações infantis, "muitas delas custeadas com a própria bilheteria".


Texto: Eduardo Godoy

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Lyra dos Campos se apresenta hoje


A Banda Escola Lyra dos Campos se apresenta hoje, 18, no auditório A do Cine Teatro Ópera. O concerto será em homenagem ao maestro Paulino Martins Alves, que dá o nome ao Conservatório Musical. A apresentação será a partir das 20h, com entrada gratuita.

Texto e foto: Eduardo Godoy

Incêndio em setor da Biblioteca Central da UEPG






Um incêndio por volta das 10h30 desta quarta-feira, 18, assustou aos funcionários do setor de Intercâmbio e Acervo Histórico da Biblioteca Central da UEPG. Segundo os funcionários, o fogo começou em um canto da sala onde ficam livros de acervo histórico, no Edifício Piquiri, localizado na Rua Dr. Penteado de Almeida, ao lado da Agência do Trabalhador. Ninguém ficou ferido e nenhum livro deteriorado. O Corpo de Bombeiros atendeu prontamente à ocorrência, o que permitiu que o fogo não se alastrasse. Entretanto, a fumaça era densa. No local ficam mais de 20 mil livros e trabalham quatro funcionários. Os alunos não tem acesso a este setor.

Texto e foto: Eduardo Godoy

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Projeto de Combate à Homofobia tramita na Câmara de Vereadores

Tramita na Câmara Municipal de Ponta Grossa projeto de lei que visa instituir o Programa de Combate à Homofobia no Município. De autoria do vereador Edilson Fogaça (PTN), o projeto de lei nº 049/2011, protocolado em 12 de abril passado, tem a finalidade de promover a discussão sobre o tema nas escolas, atingindo não somente os alunos, mas também os gestores e os educadores.

Segundo a proposta, além de ser instituída nas escolas, o Poder Legislativo realizará campanhas, distribuindo gratuitamente materiais explicativos e de conscientização sobre o assunto nas redes de ensino. A ampliação e elaboração do material a ser difundido ficarão a cargo da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, agregando a Secretaria de Educação e a Secretaria de Saúde.

O vereador também esclarece que o projeto tem apoio de várias entidades, entre elas o Grupo Renascer. Contudo como comenta a assistente social do Grupo Renascer, Fernanda de Almeida, eles ainda não tiveram acesso ao projeto. “Nós apoiamos o projeto de lei. Porém precisamos conhecer suas especificidades e mudar o que for necessário para garantir os direitos dos homossexuais”, completa Fernanda.

Fogaça explica que, devido ao crescimento dos casos de homofobia tanto no cenário mundial quanto nacional, exigiu que o Poder Público interviesse com políticas públicas para garantir a cidadania a todos. “Quanto mais o poder Público tiver políticas que levem orientação e campanhas que possibilitem que o jovem entenda a importância de respeitar as minorias é que vai levar na fase adulta uma condição de respeito quanto à sexualidade de outras pessoas”, completa Fogaça. O vereador reforça que o programa é uma forma de diminuir o preconceito e apoia os eventos como o Miss Gay Ponta Grossa que aconteceu no último 28 de abril. Segundo ele, são manifestações como essa que mostram que os homossexuais estão unidos e se fazem ouvir perante a sociedade local.

Se aprovado, também ficará a cargo do município determinar a data do Dia Municipal de Combate ao Preconceito Homofóbico e promover ações de entretenimento, informações e de inclusão social. O projeto já entrou em primeira discussão e teve parecer favorável da Comissão de Justiça e de Redação e da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Cidadania. Edilson Fogaça explica que é provável que até o final deste maio o projeto entre em 2º discussão para ser votado em plenário.


Texto: Diandra Nunes

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Acidente na Comendador Miró


Um acidente no início da noite desta quarta-feira, 04, interditou o trânsito na rua Comendador Miró, no centro de Ponta Grossa. Um Vectra, placa AVI-3999, capotou na subida da rua, entre a a Santos Dumont e Sete de Setembro, próximo ao Colégio Estadual Regente Feijó. A Polícia Militar e o Siate fizeram o atendimento no local. Apenas o motorista teve ferimentos leves.



Foto: Afonso Verner

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Crianças platinenses são abrigadas na Casa Lar

Conselho Tutelar tem função de defender crianças e adolescentes em risco e não repreendê-los


Com apenas oito anos, o pequeno E.S.C chega à Casa Lar Cantinho do Céu, abrigo para menores até 12 anos resgatados de alguma situação de perigo em Santo Antônio da Platina. O garoto foi apreendido pela Polícia Militar por volta das 2h da madrugada do domingo, 17, na Praça Frei Cristóvão Capinzal, após denúncias de mendicância.

A reportagem acompanhou a história de E.S.C. O menino foi visto às 22h30 na mesma praça fumando com outras crianças e adolescentes e pedindo dinheiro a quem passava pelo local mal iluminado, intimidando algumas moças. Às 22h45, o carro do Conselho Tutelar chegou ao lugar após oito denúncias da população. As crianças correram e acharam um esconderijo entre as árvores. Depois de duas voltas pela praça, o conselheiro tutelar foi embora. No mesmo horário, duas viaturas da PM faziam ronda pelas ruas próximas. Só mais tarde conseguiram apreender três garotos. Dois fugiram e E.S.C. foi levado para o Conselho Tutelar.

Depois de ser abrigado na Casa Lar, o garoto não quis voltar para casa. De acordo com Marcelo Araújo, conselheiro tutelar que fez o atendimento em seu plantão, quando foi buscar o menino na manhã do domingo para ser levado de volta à família, ele se recusou a sair do abrigo. “Ele pediu para deixá-lo ali. Disse que em casa a mãe batia nele. Neste caso, temos a obrigação de encaminhar o caso ao Ministério Público”, conta Araújo.

O Conselho Tutelar foi criado em 1990 pela Lei nº 8.069, juntamente com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). De acordo com o artigo 131, o Conselho é o “encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente”. O presidente do Conselho Tutelar platinense, Davi da Silva, explica que a função deles é “defender a criança e o adolescente e não reprimi-los ou repreendê-los, como muita gente acha. Eles têm que se sentirem protegidos perto da gente”. Marcelo Araújo conta que o conselheiro se posiciona, segundo o ECA, como um “articulador do município de políticas públicas para o atendimento de crianças e adolescentes, requisitando estes programas de assistência.”

“O que leva as crianças às ruas é a desestrutura familiar e a facilidade em conseguir dinheiro”, expõe Davi da Silva. Já Araújo relata que “a criança na rua é uma violação dos pais, da sociedade e do Estado que, segundo o artigo 4º do Estatuto, têm a obrigação de garantir os direitos das crianças e adolescentes”. A mãe do garoto E.S.C. foi ao Conselho Tutelar buscar informações sobre o filho somente na quarta-feira, 22. O caso corre em segredo de Justiça no Ministério Público.

Casa Lar
Mantida pelo Programa de Voluntariado Paranaense (Provopar) e Secretaria Municipal de Assistência Social, a Casa Lar Cantinho do Céu foi criada em 1997 e revitalizada em 2009 após um incêndio que destruiu grande parte do local. Segundo o conselheiro tutelar Marcelo Araújo, a Casa “é um acolhimento institucional para crianças de zero a 12 anos que sofreram pedofilia, abuso sexual, espancamento ou correm riscos sociais”. No abrigo, as crianças têm acompanhamento psicológico, psicopedagogo, alimentação, brinquedos e dormitórios.


Texto: Eduardo Godoy

sábado, 30 de abril de 2011

O conto do Kassab

De Cesar o que é de Cesar e de Kassab o que é de Kassab

Era uma vez, um político paulista que sonhava em ser Lionel Brizola. Seu sonho ia contra as diretrizes do seu partido, o DEM (Antigo PFL, Arena...), que além disso não concordava com o sonho “Kassabista” de se tornar governador do estado, afinal, o cargo era garantido para o maior aliado dos Democratas.

Kassab, que gosta mais da Dilma do que gostava de Serra, aproveitou uma brecha na lei eleitoral e fundou um partido. Fundar um partido, algo que deveria ser feito por pessoas cujo as ideologias revolucionam e não se encaixam em nenhum dos partidos já existentes, surgiu como solução para que políticos, cansados de seus partidos, optem por uma mudança sem perder o cargo para a “infidelidade partidária”.

Me ocorre pensar agora, que se a moda pega, chegaremos às urnas com uma dificuldade maior de lembrar os dois primeiros números de um candidato (os do partido) do que o resto. Vamos aguardar para ver se no Conto do Kassab, o lenhador realmente vai apoiar a companheira de chapéu vermelho ou se os lobos maus e as vovozinhas democratas conseguirão, de alguma forma, impedir que o político paulista tenha um “felizes para sempre”.


Texto: Jean Marcel

quinta-feira, 28 de abril de 2011

“Conselho evidencia a complacência ética dos senadores”, afirma editorial da Folha de S. Paulo

“O consórcio do governo petista com o 'centrão' redivivo que o apoia está na base de fenômenos como esse conselho de farsa ética”, diz o editorial da Folha de S. Paulo desta quarta-feira, 27. Segundo o jornal, o “primeiro time” do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tomou posse do Conselho de Ética da Casa, inclusive com a presidência do “afilhado político” de Sarney, João Alberto (PMDB-MA).

O editorial afirma ainda que a opinião pública vive um mal-estar com a nova composição do Conselho, já que oito dos 15 titulares indicados para a composição da mesa respondem a inquéritos ou processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre estes está o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que foi absolvido pelo plenário de dois processos de cassação.

Para a Folha de S. Paulo, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o responsável pela “sobrevivência política” de José Sarney, quando enfrentou 11 processos no Conselho de Ética. “Foi o então presidente quem desarmou gestões por sua cassação”, diz o texto.

Em contra-partida a essas acusações, o editorial afirma que “Nem sempre o órgão funcionou como biombo decorativo”. Para exemplificar, é citado a cassação de Luiz Estevão, em 2000, e a renúncia de mandato, para evitar que fossem cassados, de Antônio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e José Roberto Arruda.

“Hoje não é o caso. Dilma Rousseff tem maioria folgada no Senado, e o conselho evidencia a complacência ética dos senadores”, diz ainda o editorial. O jornal faz ainda uma comparação entre a volta de Delúbio Soares ao PT e o Conselho de Ética. “Não tem nada a ver com o Senado, mas a lógica perversa é a mesma”, finaliza o texto.


Texto: Eduardo Godoy

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ponta Grossa oferece medicamentos gratuitos pelo sistema Farmácia Popular

O Programa Farmácia Popular do Brasil, criado pelo Governo Federal em 2004, vende mais de 100 remédios a baixo custo, com descontos que chegam até 90%. A partir deste ano, o programa também conta com remédios para diabetes e hipertensão oferecidos gratuitamente. Em Ponta Grossa a unidade própria da Farmácia, localizada na rua Dr Colares, 25, oferece uma lista contendo 18 medicamentos gratuitos e 108 com preço reduzido.

Os remédios são disponibilizados na sede da Farmácia Popular, em mais de 500 munícipios, e pelas famácias privadas conveniadas com o governo pelo sistema “Aqui tem Farmácia Popular”. A Fundação Osvaldo Cruz, órgão executor do programa, adquire os medicamentos nos laboratórios públicos ou privados e manda a preço de custo para as farmácias conveniadas.

A farmacêutica responsável pela unidade da Farmácia Popular em Ponta Grossa, Doroty Pietrobelli, acredita que o programa melhora na condição de vida da população. “Nosso objetivo é que as pessoas não parem com o tratamento por não ter condições de comprar os remédios”, diz. Ela afirma que o programa amplia o acesso da população aos medicamentos e melhora as condições de vida.

Um dos remédios mais vendidos na unidade de Ponta Grossa é o Sinvastatina, que ajuda no tratamento do colesterol. O medicamento custa em média R$ 30,00, já na Farmácia Popular sai por R$3,80, uma economia de cerca de 87%. O cidadão ainda pode economizar nos remédios para asma, rinite e osteoporese, entre outros.

Além dos preços baixos, Doroty fala que a Farmácia Popular orienta a população. “O atendimento aqui é diferenciado. Damos os remédios e também dicas de saúde para todas as pessoas”, diz. Ela lembra que, além dos remédios, fraudas geriátricas e preservativos têm preços reduzidos, o que ajuda nas necessidades básicas e no controle da natalidade dos cidadãos, gerando melhor qualidade de vida em Ponta Grossa.

Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil possui cerca de 7,5 milhões de diabéticos e 22,6 milhões de hipertensos. O aposentado Ogari Taques Ribas, 76 anos, é diabético e explica que os remédios tem custo alto e isso dificultava o tratamento. “Agora que os remédios são de graça, posso me tratar e ter mais alguns anos de vida”, diz.

Os medicamentos podem ser adquiridos sem limite por pessoa, porém se forem remédios contínuos a receita deve ser renovada. “A pessoa pega apenas a dosagem estipulada pelo médico na receita. Se precisar de mais, nós renovamos no próximo mês”, explica Osvaldo José Morais, farmcêutico da Fleming, conveniada com o “Aqui tem Farmácia Popular”. Para aquisição do medicamento é necessário apresentar a receita médica e o CPF do paciente.

Os remédios gratuitos para diabetes são Maleato de Enalapril, Clor de Propanolol, Captopril, Losartana com 30 e com 60 comprimidos, Atenolol com 30 e 60 comprimidos, Hidroclorotiazida, Glibenclamida, Clor de Metformina com 30 e 60 comprimidos e Insulina Humilin. Os medicamentos para hipertensão são o Pressotec, Captomed, Atenopres e Diurix.

Texto: Luana Stadler

terça-feira, 5 de abril de 2011

A arte vai invadir as ruas



O que é?
O Intervenha! é um evento promovido pelo Movimento Cultural Independente de Santo Antônio da Platina com o objetivo de divulgar e fomentar a cultura regional. A arte vai invadir as ruas com apresentações musicais, exposição de fotografias, ilustrações, pinturas e um varal de contos e poesias.

Onde e quando?
A intervenção cultural está marcada para o dia 9 de abril (sábado), na praça Frei Cristóvão Capinzal, ao lado da Igreja Matriz de Santo Antônio da Platina. As apresentações e exposições começam às 15h e terminam às 19h30.

Programação
Musical
The Ligas (Dijalma Ligas e Alan Jorge)
Antônio Altvater (Solo)

Arte Visual
Bruno Hama Tinto (Ilustração gráfica)
Beatriz Junqueira (Estampa em tecidos)
Maria Cristina Kaiser (Stencil e Artesanato)
Antônio de Picolli (Fotografia)
Vanessa Lopes (Fotografia)

Literatura (Varal de Contos e Poesias)
Felipe Peres
Flávio Cuervo
Celso Felizardo

Mais informações
http://intervenhapr.blogspot.com
@intervenha

Próximos eventos da Comunicação



Clique nas imagens para acessar o site oficial do evento.













quarta-feira, 30 de março de 2011

Aprisionado

Voem pensamentos
a noite é toda de vocês.

Descansem;
Divirtam-se;
Cantem;
Amem;
E não pensem muito.

Amém.

Mas voltem amanhã pela manhã
Preciso pensar.


[E. Godoy]

Lugares

Lá atrás do morro
morro de saudade
de dizer-te: te amo.

Cá desta parte
parte a esperança
do relógio ordenar: avança!

[E. Godoy]

sexta-feira, 25 de março de 2011

O circo chegou em Ponta Grossa

Unindo circo, teatro, dança, música e tecnologia, o Circo Roda estreou quinta-feira, 24, em Ponta Grossa com o auditório A do Cine Teatro Ópera lotado. Mais de 700 pessoas acompanharam, por uma hora e meia, o espetáculo DNA – somos todos muito iguais, roteirizado e dirigido por Hugo Possolo.

A peça apresenta uma temática que envolve assuntos como clonagem, mutação, deficiências físicas, ancestralidade e novas formas de vida. Possolo partiu da teoria da evolução das espécies, de Charles Darwin, para criar o roteiro. “Constatei algo científico que tem forte carga poética: entre os animais, a diferença no código genético é ínfima. Na maioria dos casos, entre os animais, nossos DNA’s são pouquíssimo diferentes. Então, somos todos muito iguais”, afirma o diretor e roteirista.

O Circo Roda nasceu da junção dos grupos teatrais Parlapatões e Pia Fraus, e une as experiências circenses de cada um, utilizando trapézios, malabares, tecido, corda, cama elástica, dentre outros. Além dos materiais comuns no circo, a companhia usa recursos da tecnologia para criar projeções no palco. O que não falta, porém, são os risos proporcionados pelos palhaços, que interagem durante toda a peça com o público.

O grupo já percorreu mais de 30 cidades brasileiras em cinco anos de atividade. Os espetáculos Oceano e Stapafúrdyo, que também passaram por Ponta Grossa, atingiram um público de mais de 300 mil espectadores em cerca de 470 apresentações no Brasil. Os 4200 ingressos para a turnê de seis apresentações na cidade esgotaram na tarde de quinta-feira. Os preços eram R$ 15 a inteira e R$ 7 a meia entrada.

Confira as fotos da primeira noite de espetáculos:














Texto e fotos: Eduardo Godoy

quinta-feira, 24 de março de 2011

Acamaruva associa 22 trabalhadores

Uma das entidades que recebe o lixo da Feira Verde, dos PEV’s, e que irá receber da coleta seletiva, é a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Uvaranas (Acamaruva). Instalada em um barracão próximo ao Campus Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a associação agrega 22 trabalhadores que trabalhavam como ‘carrinheiros’ (que passavam com ‘gaiotas’ pelas ruas recolhendo lixo reciclável) e catadores no antigo Lixão do Botuquara.

Segundo Waldir Macedo, responsável pelas associações, a Acamaruva recebe semanalmente 20 toneladas de lixo reciclável, separa os 34 tipos de materiais e vende para a empresa Rescisul. “Quase 1/3 do que recebemos é de ferro; os demais são outros materiais, como papelão, PET, garrafas de vidro, papel, plástico etc.”, explica Macedo. O que não é aproveitado, a empresa Ponta Grossa Ambiental recolhe diretamente no barracão.

Todos trabalham em uma cadeia de produção: as mulheres separam os materiais e os homens fazem o serviço de carregamento e prensa. Os associados recebem igualmente, de acordo com o que produzem. A renda média semanal de cada um é de R$ 130. Além da Acamaruva, outras três associações recebem lixo reciclável: em Oficinas (Acamaro), Nova Rússia (Acamaru) e Centro (Acamar).

O primeiro passo é a separação dos 34 tipos de materiais


Logo após, o material separado é prensado em uma máquina


O resultado são vários fardos de material reciclável, que depois são vendidos para uma empresa especializada em reciclagem


Isopor é um dos materiais inutilizáveis, que vão diretamente para o Aterro Sanitário do Botuquara



Texto e fotos: Eduardo Godoy

quarta-feira, 23 de março de 2011

Coleta seletiva é implantada em Ponta Grossa

A partir de abril, três bairros centrais de Ponta Grossa passam a contar com coleta seletiva do lixo reciclável. O projeto é uma parceria entre a Prefeitura Municipal, o Governo Estadual e empresas privadas e está em fase de contratação de motoristas e catadores de materiais recicláveis.

Segundo o diretor municipal de Meio Ambiente, Nelson Calderari, os primeiros meses funcionarão com um teste. “Os caminhões irão passar em dias alternados pelas ruas do Jardim Carvalho, Vila Estrela e Jardim América. Depois pretendemos expandir a coleta seletiva”, explica Calderari. Outros 143 pontos da cidade já recebem os caminhões da Feira Verde, onde o morador pode trocar dois quilos de materiais recicláveis por um quilo de frutas, verduras e legumes.

O material recolhido na Feira Verde é distribuído entre as quatro associações de catadores de materiais recicláveis de Ponta Grossa, mesma destinação que será dada à coleta seletiva. Os catadores irão recolher papel, plástico, vidro e alumínio, devidamente separados. Lixo orgânico continua sendo coletado pela Ponta Grossa Ambiental (PGA) e encaminhado para o Aterro Sanitário do Botuquara. O diretor conta que o contrato firmado com a PGA não especifica que seja feita a coleta seletiva.

Outro projeto de separação de lixo já existente em Ponta Grossa são os 21 Pontos de Entrega Voluntária (PEV’s), em parceria com supermercados e postos de gasolina. O destino também são as associações de catadores, que recebem semanalmente 2,5 toneladas de lixo recolhidos nestes pontos.


Texto: Eduardo Godoy

terça-feira, 22 de março de 2011

Vazamento de Gás interdita Restaurante Universitário

Os alunos do Campus Central da UEPG tiveram uma pequena surpresa no horário do almoço de hoje, 22. O Restaurante Universitário (R.U.) anunciava com um cartaz que não funcionaria. A placa informava que, por motivos de segurança, o R.U não serviria almoço, deixando os estudantes preocupados com o funcionamento do local.

A funcionária Laura Biscaia informou qual foi o problema que fechou o R.U. “Teve um vazamento de gás, daí não tinha como fazer o alimento hoje”. Laura também informou que o restaurante volta às atividades normais ainda hoje, servindo o jantar.

“Eu fico triste, porque a gente sempre almoça aqui e é uma opção fácil”, diz o aluno Adrian Delponte, mas ele afirma que a segurança realmente deve vir em primeiro lugar.


Texto:
Jean Marcel

domingo, 20 de março de 2011

Do Haiti para a UEPG


O cenário de um desastre. Foi isso que os jornalistas Vanessa Rumor e Paulo Martins encontraram no Haiti, na visita que fizeram ao país no mês de Janeiro desse ano. A experiência da repórter e do cinegrafista foi compartilhada com os estudantes de Jornalismo da UEPG no último ‘Diálogos Sobre Mídia Regional’ (17/03).



Texto e foto: Afonso Verner
(Mais imagens do evento em http://flickr.com/afonsoverner)

sábado, 19 de março de 2011

Em vez da capa, o capacete

Ao abrir uma revista ou ligar a televisão somos inundados de heróis e mais heróis criados pela mídia, forçando uma falsa identificação com o povo brasileiro. Vão desde BBB’s a cantores de qualidade discutível. Estes chegam e partem sem a gente se dar conta e são atualizados constantemente, como uma forma de revezamento do posto de herói nacional.

Porém, há um tipo de ‘super-homem’ que não sai da moda nos noticiários, principalmente em época de enchentes, deslizamentos, terremotos, tsunamis e outros males geológicos: o bombeiro. Diferente dos outros que eu citei, este tem uma razão sociológica para existir e ser idolatrado. Vale lembrar as últimas catástrofes naturais que colocaram os bombeiros à vista do público brasileiro. Vamos fazer um recorte, pegando apenas tragédias decorrentes de fortes chuvas. Em 2008 foi o Vale do Itajaí (SC); em 2009, os estados do Norte e Nordeste; em 2010 tivemos em Angra dos Reis (RJ), São Luiz do Paraitinga (SP) e Tomazina (PR); em 2011 foi a Região Serrana do Rio de Janeiro, a cidade de São Paulo e Morretes e Antonina, no Paraná. Em todos estes acontecimentos, a figura do bombeiro sempre esteve presente.

Eu e você vimos imagens, fotos e relatos de salvamentos realizados por esses heróis, colocando-os em status de redentores. Em pesquisas sobre a confiabilidade dos cidadãos em instituições, os bombeiros sempre aparecem nas primeiras colocações. Resultado da grande propaganda feita pela mídia gratuitamente a este grupo, responsável pelas cenas emocionantes que assistimos. Heróis nacionais, que aparecem para resgatar não só mocinhas e crianças em perigo, mas a todo um povo que chora diante da tragédia.


Texto: Eduardo Godoy